<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171</id><updated>2012-02-27T20:23:27.352-03:00</updated><title type='text'>Parsifal - Leituras</title><subtitle type='html'>Textos diversos de minha autoria e de outros autores</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>121</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-4645539826072778766</id><published>2012-02-24T12:36:00.001-03:00</published><updated>2012-02-24T12:36:48.504-03:00</updated><title type='text'>Carta de despedida de Eliana Tranchesi</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-lNkdBdEDSQQ/T0euhEiVGuI/AAAAAAAAI54/Gh0Km7DyNNo/s1600-h/Shot004%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Shot004" border="0" alt="Shot004" src="http://lh3.ggpht.com/-mlQakPb0N7U/T0euiPaTpbI/AAAAAAAAI6A/vk8s1ua0NfM/Shot004_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="304" height="346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Queridas e queridos,&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fiquei muito feliz com tantos comentários fofos de vocês a respeito do ultimo post da Lu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Obrigada pelo imenso carinho!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As coisas que acontecem na nossa vida nem sempre são todas repletas de glamour.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas todas são importantes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Algumas, as que passamos com mais dificuldade são importantes para crescermos espiritualmente, enquanto outras para sermos plenamente felizes, nos fazendo dar valor a tudo de maravilhoso que Deus nos oferece na vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas é nessa batalha diária (batalha da vida entre o bem e o mal) que vamos nos formando e aproveitando ao máximo o milagre da vida em todos os momentos, (tanto os de ansiedade,quanto os de tristezas ou alegrias).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sempre acreditei que o bem venceria todas as batalhas na minha vida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em todas elas aprendi muito.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como muitos de vocês já devem saber, há 5 anos, um ano depois da Operação da Policia Federal na Daslu, fui diagnostica com um tumor no pulmão e desde então luto contra a doença.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;São batalhas as vezes vencidas por mim e outras vezes por ela.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No último final de semana fui diagnosticada com uma pneumonia no pulmão direito.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vim para o hospital e a partir de domingo tive reações muito fortes de efeitos colaterais de um antibiótico que tomei.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É um tipo de reação muito rara, somente 0,01% das pessoas a tem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fui uma delas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tive um tremendo reverterio e pela primeira vez na minha vida não vi luz no meu presente,nem alegrias no meu passado e nem esperanças no futuro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Me sentia como se eu tivesse um filtro negro nos meus olhos, só me fazendo enxergar tristezas que vivi.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vivi por 3 dias um presente sem alegrias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nada a ver com nada dos meus dias e nada a ver com minha personalidade guerreira e positiva.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sempre vivi com muita alegria e intensidade todos os meus dias,tive sempre boas lembranças de momentos maravilhosos que vivi e mais do que tudo sempre acreditei que o futuro seria bom, onde tudo se acertaria da melhor forma, com a imensa luz de Deus iluminando os caminhos das pessoas que amo, assim como os meus.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não posso dizer que não tive problemas sérios na vida, ao contrario, tive muitos e muito importantes e decisivos, mas sempre lutei com determinação e esperanças para tentar resolve-los.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esses últimos dias foram de aprendizado, pois pude sentir por 3 dias o que muita gente passa toda a vida sentindo, como se estivesse num túnel sem saída.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pouco a pouco os efeitos passaram e voltei a ser eu mesma, a Eliana de sempre, feliz com os momentos presentes, com lembranças de momentos maravilhosos que vivi e com muita esperança no futuro!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Essa experiência valeu, como tudo que passamos que é prazeroso   &lt;br /&gt;ou difícil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E é exatamente por isso que cada minuto da nossa vida vale a pena.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Muitos beijos!!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E mais uma vez obrigada pelo carinho!&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eliana&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-4645539826072778766?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/4645539826072778766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/carta-de-despedida-de-eliana-tranchesi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4645539826072778766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4645539826072778766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/carta-de-despedida-de-eliana-tranchesi.html' title='Carta de despedida de Eliana Tranchesi'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-mlQakPb0N7U/T0euiPaTpbI/AAAAAAAAI6A/vk8s1ua0NfM/s72-c/Shot004_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-7944961348211721755</id><published>2012-02-20T16:50:00.001-03:00</published><updated>2012-02-20T16:50:18.792-03:00</updated><title type='text'>100 erros de português</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-KeuJw09xDgU/T0Kj9B3ot8I/AAAAAAAAI1Q/nDLhkB9W6fI/s1600-h/Shot001%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Shot001" border="0" alt="Shot001" src="http://lh6.ggpht.com/-Dv4Jk223eQE/T0Kj-FlLgNI/AAAAAAAAI1Y/GeMIa4VS7VA/Shot001_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="380" height="337" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os cem erros mais comuns do português e use esta relação como um roteiro para fugir deles.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1 - &amp;quot;Mal cheiro&amp;quot;, &amp;quot;mau-humorado&amp;quot;. Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2 - &amp;quot;Fazem&amp;quot; cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3 - &amp;quot;Houveram&amp;quot; muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4 - &amp;quot;Existe&amp;quot; muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam ideias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;5 - Para &amp;quot;mim&amp;quot; fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;6 - Entre &amp;quot;eu&amp;quot; e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;7 - &amp;quot;Há&amp;quot; dez anos &amp;quot;atrás&amp;quot;. Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;8 - &amp;quot;Entrar dentro&amp;quot;. O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;9 - &amp;quot;Venda à prazo&amp;quot;. Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;10 - &amp;quot;Porque&amp;quot; você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;11 - Vai assistir &amp;quot;o&amp;quot; jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;12 - Preferia ir &amp;quot;do que&amp;quot; ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;13 - O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;14 - Não há regra sem &amp;quot;excessão&amp;quot;. O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: &amp;quot;paralizar&amp;quot; (paralisar), &amp;quot;beneficiente&amp;quot; (beneficente), &amp;quot;xuxu&amp;quot; (chuchu), &amp;quot;previlégio&amp;quot; (privilégio), &amp;quot;vultuoso&amp;quot; (vultoso), &amp;quot;cincoenta&amp;quot; (cinqüenta), &amp;quot;zuar&amp;quot; (zoar), &amp;quot;frustado&amp;quot; (frustrado), &amp;quot;calcáreo&amp;quot; (calcário), &amp;quot;advinhar&amp;quot; (adivinhar), &amp;quot;benvindo&amp;quot; (bem-vindo), &amp;quot;ascenção&amp;quot; (ascensão), &amp;quot;pixar&amp;quot; (pichar), &amp;quot;impecilho&amp;quot; (empecilho), &amp;quot;envólucro&amp;quot; (invólucro).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;15 - Quebrou &amp;quot;o&amp;quot; óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;16 - Comprei &amp;quot;ele&amp;quot; para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;17 - Nunca &amp;quot;lhe&amp;quot; vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;18 - &amp;quot;Aluga-se&amp;quot; casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;19 - &amp;quot;Tratam-se&amp;quot; de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;20 - Chegou &amp;quot;em&amp;quot; São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;21 - Atraso implicará &amp;quot;em&amp;quot; punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;22 - Vive &amp;quot;às custas&amp;quot; do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não &amp;quot;em vias de&amp;quot;: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;23 - Todos somos &amp;quot;cidadões&amp;quot;. O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;24 - O ingresso é &amp;quot;gratuíto&amp;quot;. A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;25 - A última &amp;quot;seção&amp;quot; de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;26 - Vendeu &amp;quot;uma&amp;quot; grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;27 - &amp;quot;Porisso&amp;quot;. Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;28 - Não viu &amp;quot;qualquer&amp;quot; risco. É nenhum, e não &amp;quot;qualquer&amp;quot;, que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;29 - A feira &amp;quot;inicia&amp;quot; amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;30 - Soube que os homens &amp;quot;feriram-se&amp;quot;. O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;31 - O peixe tem muito &amp;quot;espinho&amp;quot;. Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O &amp;quot;fuzil&amp;quot; (fusível) queimou. / Casa &amp;quot;germinada&amp;quot; (geminada), &amp;quot;ciclo&amp;quot; (círculo) vicioso, &amp;quot;cabeçário&amp;quot; (cabeçalho).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;32 - Não sabiam &amp;quot;aonde&amp;quot; ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;33 - &amp;quot;Obrigado&amp;quot;, disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: &amp;quot;Obrigada&amp;quot;, disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;34 - O governo &amp;quot;interviu&amp;quot;. Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;35 - Ela era &amp;quot;meia&amp;quot; louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;36 - &amp;quot;Fica&amp;quot; você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;37 - A questão não tem nada &amp;quot;haver&amp;quot; com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;38 - A corrida custa 5 &amp;quot;real&amp;quot;. A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;39 - Vou &amp;quot;emprestar&amp;quot; dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;40 - Foi &amp;quot;taxado&amp;quot; de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;41 - Ele foi um dos que &amp;quot;chegou&amp;quot; antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;42 - &amp;quot;Cerca de 18&amp;quot; pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;43 - Ministro nega que &amp;quot;é&amp;quot; negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;44 - Tinha &amp;quot;chego&amp;quot; atrasado. &amp;quot;Chego&amp;quot; não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;45 - Tons &amp;quot;pastéis&amp;quot; predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;46 - Lute pelo &amp;quot;meio-ambiente&amp;quot;. Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;47 - Queria namorar &amp;quot;com&amp;quot; o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;48 - O processo deu entrada &amp;quot;junto ao&amp;quot; STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não &amp;quot;junto ao&amp;quot;) Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não &amp;quot;junto aos&amp;quot;) leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não &amp;quot;junto ao&amp;quot;) banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não &amp;quot;junto ao&amp;quot;) Procon.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;49 - As pessoas &amp;quot;esperavam-o&amp;quot;. Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;50 - Vocês &amp;quot;fariam-lhe&amp;quot; um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca &amp;quot;imporá-se&amp;quot;). / Os amigos nos darão (e não &amp;quot;darão-nos&amp;quot;) um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo &amp;quot;formado-me&amp;quot;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;51 - Chegou &amp;quot;a&amp;quot; duas horas e partirá daqui &amp;quot;há&amp;quot; cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;52 - Blusa &amp;quot;em&amp;quot; seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;53 - A artista &amp;quot;deu à luz a&amp;quot; gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu &amp;quot;a luz a&amp;quot; gêmeos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;54 - Estávamos &amp;quot;em&amp;quot; quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;55 - Sentou &amp;quot;na&amp;quot; mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;56 - Ficou contente &amp;quot;por causa que&amp;quot; ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;57 - O time empatou &amp;quot;em&amp;quot; 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;58 - À medida &amp;quot;em&amp;quot; que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;59 - Não queria que &amp;quot;receiassem&amp;quot; a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;60 - Eles &amp;quot;tem&amp;quot; razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;61 - A moça estava ali &amp;quot;há&amp;quot; muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;62 - Não &amp;quot;se o&amp;quot; diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;63 - Acordos &amp;quot;políticos-partidários&amp;quot;. Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;64 - Fique &amp;quot;tranquilo&amp;quot;. O u é pronunciável depois de q e g e antes de e e i.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;65 - Andou por &amp;quot;todo&amp;quot; país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;66 - &amp;quot;Todos&amp;quot; amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.   &lt;br /&gt;67 - Favoreceu &amp;quot;ao&amp;quot; time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;68 - Ela &amp;quot;mesmo&amp;quot; arrumou a sala. Mesmo, quanto equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;69 - Chamei-o e &amp;quot;o mesmo&amp;quot; não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não &amp;quot;dos mesmos&amp;quot;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;70 - Vou sair &amp;quot;essa&amp;quot; noite. É este que designa o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;71 - A temperatura chegou a 0 &amp;quot;graus&amp;quot;. Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;72 - A promoção veio &amp;quot;de encontro aos&amp;quot; seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;73 - Comeu frango &amp;quot;ao invés de&amp;quot; peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;74 - Se eu &amp;quot;ver&amp;quot; você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;75 - Ele &amp;quot;intermedia&amp;quot; a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;76 - Ninguém se &amp;quot;adequa&amp;quot;. Não existem as formas &amp;quot;adequa&amp;quot;, &amp;quot;adeqüe&amp;quot;, etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;77 - Evite que a bomba &amp;quot;expluda&amp;quot;. Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale &amp;quot;exploda&amp;quot; ou &amp;quot;expluda&amp;quot;, substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas &amp;quot;precavejo&amp;quot;, &amp;quot;precavês&amp;quot;, &amp;quot;precavém&amp;quot;, &amp;quot;precavenho&amp;quot;, &amp;quot;precavenha&amp;quot;, &amp;quot;precaveja&amp;quot;, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;78 - Governo &amp;quot;reavê&amp;quot; confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem &amp;quot;reavejo&amp;quot;, &amp;quot;reavê&amp;quot;, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;79 - Disse o que &amp;quot;quiz&amp;quot;. Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;80 - O homem &amp;quot;possue&amp;quot; muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;81 - A tese &amp;quot;onde&amp;quot;... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;82 - Já &amp;quot;foi comunicado&amp;quot; da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém &amp;quot;é comunicado&amp;quot; de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria &amp;quot;comunicou&amp;quot; os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;83 - Venha &amp;quot;por&amp;quot; a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;84 - &amp;quot;Inflingiu&amp;quot; o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não &amp;quot;inflingir&amp;quot;) significa impor: Infligiu séria punição ao réu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;85 - A modelo &amp;quot;pousou&amp;quot; o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;86 - Espero que &amp;quot;viagem&amp;quot; hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também &amp;quot;comprimentar&amp;quot; alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;87 - O pai &amp;quot;sequer&amp;quot; foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;88 - Comprou uma TV &amp;quot;a cores&amp;quot;. Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV &amp;quot;a&amp;quot; preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;89 - &amp;quot;Causou-me&amp;quot; estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não &amp;quot;foi iniciado&amp;quot; esta noite as obras).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;90 - A realidade das pessoas &amp;quot;podem&amp;quot; mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não &amp;quot;foram punidas&amp;quot;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;91 - O fato passou &amp;quot;desapercebido&amp;quot;. Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;92 - &amp;quot;Haja visto&amp;quot; seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;93 - A moça &amp;quot;que ele gosta&amp;quot;. Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;94 - É hora &amp;quot;dele&amp;quot; chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;95 - Vou &amp;quot;consigo&amp;quot;. Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não &amp;quot;para si&amp;quot;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;96 - Já &amp;quot;é&amp;quot; 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não &amp;quot;são&amp;quot;) 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;97 - A festa começa às 8 &amp;quot;hrs.&amp;quot;. As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não &amp;quot;kms.&amp;quot;), 5 m, 10 kg.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;98 - &amp;quot;Dado&amp;quot; os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;99 - Ficou &amp;quot;sobre&amp;quot; a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;100 - &amp;quot;Ao meu ver&amp;quot;. Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-7944961348211721755?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/7944961348211721755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/100-erros-de-portugues.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7944961348211721755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7944961348211721755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/100-erros-de-portugues.html' title='100 erros de português'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-Dv4Jk223eQE/T0Kj-FlLgNI/AAAAAAAAI1Y/GeMIa4VS7VA/s72-c/Shot001_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-7814655130334741163</id><published>2012-02-19T21:56:00.001-03:00</published><updated>2012-02-19T21:56:39.813-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Roberto Busato</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista concedida ao jornalista Carlos Mendes, publicada no “Diário do Pará”, edição de domingo, 19.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-jC9Lu6kWdRQ/T0GaQgUie7I/AAAAAAAAIzo/SHmwcqcx64g/s1600-h/Shot001%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="Shot001" border="0" alt="Shot001" src="http://lh6.ggpht.com/-EbV6s2oxr14/T0GaRefDfbI/AAAAAAAAIzw/SDh_CbBTm5k/Shot001_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="277" height="392" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O senhor veio para Belém para colocar a OAB-Pará em ordem, restabelecer a normalidade administrativa e financeira e também apaziguar os ânimos após a intervenção que apeou do poder o presidente Jarbas Vasconcelos. Como o senhor recebeu a Ordem?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; A Ordem que eu sempre vivenciei e vivi sempre foi presente na mídia, mas na mídia positiva, de realização em prol da cidadania e da República. Em face das divergências na entidade aqui do Pará, encontrei uma Ordem exposta ao público de forma totalmente diferente da tradição da OAB. A situação não era nada boa. Um clima interno muito difícil, de intranquilidade. Externamente, a Ordem perdendo muito de sua autoridade e honorabilidade, como instituição que representa a sociedade civil deste Estado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O senhor foi bem recebido?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Em geral, não fui mal recebido. Houve um apoio forte de um segmento. Do outro, liderado pelo presidente Jarbas Vasconcelos, houve respeito. Tive um diálogo com ele e com alguns de seus membros, explicando que tinha vindo para uma missão institucional.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Não veio caçar bruxas...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Não, não vim caçar bruxas e nem disputar qualquer tipo de poder. Minha biografia dentro da Ordem estava pronta. Não tinha mais o que provar e nem escrever mais uma página.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O que o senhor encontrou o assustou?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Eu já tinha conhecimento da situação, Quando cheguei, o problema do terreno da OAB de Altamira, vendido para um conselheiro da própria OAB paraense, que deflagrou todo imbróglio, culminando com a intervenção pelo Conselho Federal, já tinha sido resolvida. O negócio havia sido anulado. Ocorre que havia uma interrupção na parte administrativa e financeira da Ordem, a partir do segundo semestre. Uma atuação absolutamente diversa. Em agosto, setembro e outubro a Ordem teve uma retração financeira vertical. Foi uma queda violenta, com uma perda de credibilidade muito grande. Deixaram de entrar aqui até representações por infrações disciplinares de advogados. Isto demonstrava a falta de credibilidade da população. O foco da administração acabou mudando de lugar, cuidando mais do problema político e da crise que havia entre os grupos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; A Ordem ficou abandonada?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Eu diria que ficou ao relento. Isto causou um desconforto ao quadro funcional, aos advogados que assistiam a estas cenas terríveis, além das finanças da Ordem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Muitos advogados deixaram de pagar as mensalidades, desgostosos com a crise. Quase a metade dos que pagavam deixaram de pagar, em sinal de protesto...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; É verdade, mas não tenho ainda os números. Estamos concluindo uma grande auditoria nos próximos dias. Ela trata da situação administrativa e financeira que enfrentamos em 2011. A Ordem, que no começo do ano estava numa situação sólida e estável, chegou ao mês de outubro numa situação instável, insolvente e que exigiu um freio de arrumação muito forte nos campos administrativo, financeiro e até mesmo institucional, para corrigir os rumos da locomotiva.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Advogados comentam que esse abalo nas finanças teria deixado um rombo de R$ 800 mil. Isto procede?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Não. Mas o déficit ficou em tomo de R$ 500 mil no exercício de 2011, o que foi coberto com auxilio do Conselho Federal. Hoje, em 2012, a situação é diferente. A casa está saudável, os advogados estão acorrendo à instituição, pagando anuidades, mantidas aos mesmos números do ano passado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O senhor recebeu a Ordem com dinheiro em caixa ou recomeçou do zero?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Recomeçamos do zero, menos alguma coisa. Pegamos a casa com o pagamento dos funcionários já no último dia, pago. Mas ainda havia despesas, no valor de R$ 200 mil, para um caixa de RS 30 mil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Houve gastos desnecessários?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Houve. Um exemplo foi a Conferência Estadual dos Advogados, um grande evento programado no segundo semestre. O fato é que as despesas desses eventos, talvez em função da crise, se avolumaram muito acima do estimado, enquanto as receitas foram superestimadas, O prejuízo foi grande.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Em abril próximo termina o período da intervenção. A partir daí, o que irá acontecer?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; A casa estará arrumada, nos aspectos administrativo e financeiro, e deverão surgir vários cenários. Vamos entregar a Ordem com solidez muito boa. Sem nenhum problema para quem assumi-la. A solução política, segundo me parece, deve ir um pouco além, apenas nas próximas eleições.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Mas a eleição é em novembro e a intervenção acaba daqui a pouco mais de dois meses. Teremos aí um vácuo de sete meses...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; A intervenção só poderá ser prorrogada por ato pleno do Conselho Federal, Em abril, isto será decidido em uma sessão. Não depende da OAB do Pará, mas do Conselho. Se ele quedar-se inerte, é claro que retornarão os diretores afastados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Isso não seria ruim para a OAB paraense, a volta dos diretores afastados?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Se eles voltassem e continuar o clima de guerra dentro da instituição, é evidente que seria muito ruim. Um violento retrocesso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Se fosse prorrogada a intervenção, o senhor aceitaria continuar no cargo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Se eu tivesse que dar uma probabilidade, diria que 99,9% da minha missão aqui esta extinta. Acho que a própria OAB do Estado poderia encontrar uma solução, com um interventor paraense, para ficar até novembro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O presidente afastado, Jarbas Vasconcelos, tem dito a amigos que os direitos humanos dele foram violados com a intervenção. O senhor já representou o Brasil em Haia, atuando na área dos direitos humanos...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Não concordo. Esta talvez seja uma figura de defesa que o presidente está usando. Não houve com relação a ele qualquer violação de direitos humanos, nem ofensa ao seu direito de defesa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O senhor sairá com a sensação do dever cumprido ou com a frustração de que poderia ter feito mais?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; A intervenção termina em abril, mas até agora eu tenho a sensação do dever cumprido. O que eu me propus a fazer está dando resultado. Evidentemente eu exerço uma administração precária. Quando cheguei não tinha certeza se iria ficar aqui no Pará por uma semana. Se o presidente Jarbas tivesse obtido sucesso em alguma liminar, ele teria retornado ao cargo. Em razão disso não pude tomar nenhuma medida de longo alcance. Como já exercia vários cargos na administração da OAB, lamento apenas não ter tido tempo de fazer mais. Gostaria de fazer uma reforma completa no casarão da OAB, que é um marco da cultura jurídica do Pará. O casarão está em um estado precário.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O senhor era o presidente nacional da entidade na época do Mensalão e sua atuação, cobrando apuração rigorosa e punição dos culpados o levou a ser considerado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva o principal crítico do governo. Que avaliação o senhor faz sobre o maior esquema de corrupção na história do país, comandado por petistas?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Foi um acontecimento lamentável na vida do país, e que deixou a nu os grandes personagens políticos da época. Oito anos depois, o esquema de corrupção continua estabelecido e inegavelmente operando.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; A Ordem teve um papel relevante no Mensalão, contribuindo para que o caso fosse apurado e chegasse ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde está prestes a ser julgado...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; De fato, a Ordem falou e destemidamente denunciou todas as manobras para encobrir o acontecimento. Também denunciou outros escândalos que vieram ao reboque do Mensalão, como o dos sanguessugas. A Ordem foi protagonista, sopesando o poder das autoridades brasileiras corrompidas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O senhor acredita que o STF vai condenar os envolvidos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Em um processo com inúmeros réus tudo pode acontecer. Desde o começo, eu dizia que havia muito temor em não julgamento pelo decurso do tempo, que o delito fosse alcançado pela prescrição. Quem viveu tudo isso como eu, entre 2003 e 2007, tem a esperança de que o Supremo atente aos interesses da cidadania, da República, e puna exemplarmente aqueles que denegriram a função pública no país.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-7814655130334741163?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/7814655130334741163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/entrevista-com-roberto-busato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7814655130334741163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7814655130334741163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/entrevista-com-roberto-busato.html' title='Entrevista com Roberto Busato'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-EbV6s2oxr14/T0GaRefDfbI/AAAAAAAAIzw/SDh_CbBTm5k/s72-c/Shot001_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-2128403759300217781</id><published>2012-02-17T15:54:00.001-03:00</published><updated>2012-02-17T15:54:35.801-03:00</updated><title type='text'>A Justiça e a Sociedade</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Autor: Lúcio Flávio Pinto&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-lHaWLFBbb6g/Tz6iZft-RDI/AAAAAAAAIvU/0rY_GEbZnz4/s1600-h/just%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="just" border="0" alt="just" src="http://lh3.ggpht.com/-qkcBYQJODRc/Tz6iaYxn-eI/AAAAAAAAIvc/SXUmzLolT5o/just_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="381" height="450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minha iniciativa, de não recorrer mais da minha condenação na ação de Cecílio do Rego Almeida, está recebendo dois tipos de questionamento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uns querem que eu prossiga a litigar na justiça. Podia usar ainda recursos contra a decisão liminar do presidente do Superior Tribunal de Justiça, que negou seguimento ao meu recurso, ou propor ação rescisória junto ao Tribunal de Justiça do Estado, autor da última decisão de mérito no meu “caso”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Outros acham que estou me precipitando ao recolher contribuições para pagar uma indenização indevida aos herdeiros do grileiro Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida. Devia esperar mais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Claro que a minha iniciativa, tomada no dia 7, logo em seguida à decisão do presidente do STJ, foi impulsiva. Foi um ato de indignação. Mas não súbita. Os processos contra mim começaram em setembro de 1992 e somaram 33, cíveis e penais. Nesse percurso, sofri todas as formas de injustiça, consumadas à revelia das normas legais, ou simplesmente as violando.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No início, acreditei na justiça do Pará. Mal sabia que uma ação fora protocolada e já me apresentava espontaneamente em cartório, sem esperar pelo oficial de justiça com o mandado e sem sequer cogitar de prescrição. Sabia estar com a verdade e desejava apresentá-la o mais rápido possível. Por isso que pedi o desaforamento da ação de C. R. Almeida de São Paulo, onde ela foi proposta, para Belém, que era o foro competente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aos poucos fui percebendo que, independentemente dos magistrados e serventuários decentes, honestos e competentes, havia um esquema de bastidores para me condenar. A palavra conspiração está gasta, mas não há outra para aplicar ao meu “caso”. Basta ligar os fatos para reconstituir as conexões, que funcionavam a despeito da letra da lei e da disposição de seus aplicadores, aqueles que não integravam esse esquema.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O desembargador João Alberto de Paiva foi quem primeiro deu sustentação aos propósitos do grileiro. Declarou em sua sentença que a propriedade privada da área era “inquestionável”. Quando analisei sua decisão, ele me processou no cível e no criminal. Seu advogado, vindo especialmente de Brasília com essa missão, foi o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, José Eduardo Alckmin, que também era advogado da C. R. Almeida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A desembargadora Maria do Céu Cabral Duarte foi autora de um cabuloso episódio de proteção à grilagem, que provocou denúncia da sua colega, a desembargadora Sônia Parente. Maria do Céu também me processou, sem jamais desmentir os fatos que caracterizaram sua conivência com a fraude.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A juíza da vara privativa dos chamados crimes de imprensa (na vigência da malfadada Lei de Imprensa, de 1967), Maria Edwiges de Miranda Lobato, cometeu tantos desatinos contra mim, que acabou se expondo à arguição de suspeição que fiz contra ela. Foi promovida ao desembargo, no ano passado, mesmo depois de ter provocado escândalo nacional ao mandar soltar o mais perigoso traficante de drogas da região, preso pela polícia depois de prolongadas diligências (e até hoje não recapturado). O estupor foi tal que a malsinada decisão teve que ser revogada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A punição dada à magistrada, sempre tendenciosa ao atuar nos meus processos: uma censura do tribunal, mas reservada, não pública, como tinha que ser, no mínimo, para falha de tal gravidade (uma dentre tantas outras). Quem lhe garantiu a promoção – e por merecimento ! – teve que esticar o prazo para a substituição da desembargadora Maria Rita Xavier, que era a vaga da vez, por esta atingir a idade da aposentadoria compulsória, a fim de que fosse superado o prazo de um ano da punição da juíza, durante o qual ela não podia ser promovida. O ato, portanto, foi de caso pensado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esses são apenas alguns dos muitos exemplos de tendenciosidade e parcialidade do tribunal ao longo de duas décadas em que tive meus direitos desrespeitados. Por falhas de formalização do instrumento de agravo, o STJ não apreciará o mérito do meu recurso especial. Eu teria que voltar, com a ação rescisória, a bater às portas de um tribunal que fez julgamento político da minha causa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minha dignidade de cidadão e minha consciência de profissional de imprensa não permitem mais que eu aceite passar a borracha sobre uma história vívida e sofrida. Se o processo foi político, que o tribunal responda por seus atos perante a sociedade. Convido a todos para exercerem sua função de controle externo desse poder, que, de ordinário, se recusa a prestar contas e se considera acima do bem e do mal, fora do alcance do comum dos mortais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A subscrição pública é medida complementar da minha decisão. Podia recorrer a amigos para constituir esse fundo, já que me faltam recursos para dar conta dos processos, quanto mais do valor da indenização, estabelecida em oito mil reais em 2006, mas retroativa a 1999, com juros de 6% ao ano, correção monetária pelo INPC da FGV, mais custas e honorários advocatícios (10% do valor da causa).   &lt;br /&gt;Espero dividir com centenas ou milhares de pessoas o efeito dessa ignomínia, de indenizar quem se apropriou de parte tão valiosa do patrimônio público. A responsabilidade é do Tribunal de Justiça do Estado do Pará e dele deve ser cobrada, quando a sentença for cobrada. Cada real depositado materializa a união de todos nós contra uma justiça que precisa de urgente reforma para se ajustar aos seus deveres e ao que dela espera a sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Belém (PA), 17 de fevereiro de 2012     &lt;br /&gt;LÚCIO FLÁVIO PINTO      &lt;br /&gt;Editor do Jornal Pessoal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-2128403759300217781?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/2128403759300217781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/justica-e-sociedade.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/2128403759300217781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/2128403759300217781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/justica-e-sociedade.html' title='A Justiça e a Sociedade'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-qkcBYQJODRc/Tz6iaYxn-eI/AAAAAAAAIvc/SXUmzLolT5o/s72-c/just_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-7686961246087243297</id><published>2012-02-16T21:18:00.001-03:00</published><updated>2012-02-16T21:18:05.128-03:00</updated><title type='text'>Os principais pontos de inelegibilidade da “Lei da Ficha Limpa”</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-w_vdR-0Tzso/Tz2ct1ldUBI/AAAAAAAAIpA/ZyIvI3cUKec/s1600-h/ficha%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="ficha" border="0" alt="ficha" src="http://lh3.ggpht.com/-PPFhFJOWg_g/Tz2cuwdymYI/AAAAAAAAIpI/zUbIzxtyA9Q/ficha_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="370" height="311" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Supremo Tribunal Federal julgou, hoje, 16, constitucional os dispositivos da “Lei da Ficha Limpa” que estabelecem novos pressupostos de elegibilidade, ou inelegibilidade, ao cidadão que desejar ser candidato.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com o julgamento, a referida lei tem plena vigência já nestas eleições municipais de 2012.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Veja, abaixo, os principais pontos da lei:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1 - Veta a candidatura de políticos com condenação na Justiça, nos julgamentos em instâncias colegiadas (nas quais houve decisão de mais de um juiz).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2 - O projeto amplia de três para oito anos a inelegibilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3 - Permite que um político condenado por órgão colegiado recorra a uma instância superior, para tentar suspender a inelegibilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3.1 - Neste caso, o tribunal superior terá que decidir, também de forma colegiada e em regime de prioridade, se a pessoa pode ou não concorrer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;São abrangidos:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1 - Os crimes dolosos, onde há a intenção, e com penas acima de dois anos. Por exemplo, crimes contra a vida, contra a economia popular, contra o sistema financeiro, contra o meio ambiente, tráfico de entorpecentes, entre outros.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2 - Os condenados por atos de improbidade administrativa. Geralmente os que exercem cargos no Executivo e os ordenadores de despesa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3 - Os que tiverem seus mandatos cassados por abuso de poder político, econômico ou de meios de comunicação, corrupção eleitoral, compra de votos, entre outros.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4 - Os condenados por crimes eleitorais que resultem em pena de prisão. Estão fora da lista os crimes eleitorais em que os políticos são punidos com multa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;5 - Os que forem condenados, em decisão transitada em julgado, por crimes graves.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;6 - Os que tiverem sido excluídos do exercício da profissão, por algum crime grave ético-profissional. Neste caso incluem-se os casos de profissionais que tiverem seus registros profissionais cassados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;7 - Os eleitos que renunciarem a seus mandatos para evitar processo por quebra de decoro também ficam inelegíveis nos oito anos subsequentes ao término da legislatura.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;Fonte: Infoglobo Comunicação e Participações S.A.&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-7686961246087243297?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/7686961246087243297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/os-principais-pontos-de-inelegibilidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7686961246087243297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7686961246087243297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/os-principais-pontos-de-inelegibilidade.html' title='Os principais pontos de inelegibilidade da “Lei da Ficha Limpa”'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-PPFhFJOWg_g/Tz2cuwdymYI/AAAAAAAAIpI/zUbIzxtyA9Q/s72-c/ficha_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-5985438250500741834</id><published>2012-02-16T00:15:00.001-03:00</published><updated>2012-02-16T00:16:10.545-03:00</updated><title type='text'>Nota de apoio do SINJOR-PA a Lúcio Flávio Pinto</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.jornalistasdopara.com.br/" target="_blank"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="sinjor" border="0" alt="sinjor" src="http://lh3.ggpht.com/-PPr0TzYyeq4/Tzx0wOgiacI/AAAAAAAAImw/xOIdzLV05OY/sinjor%25255B6%25255D.jpg?imgmax=800" width="258" height="101" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Pará, por intermédio de sua Diretoria e da Comissão de Ética e Liberdade de Imprensa, vem a público denunciar, de modo veemente, a gritante inversão de valores em que o autor de uma denúncia pública pela imprensa, devidamente comprovada, no caso o jornalista Lúcio Flávio Pinto, é condenado, e o denunciado, no caso a empresa C. R. Almeida, que não se defendeu perante a opinião pública, ainda é premiado com indenização determinada pelo judiciário paraense. O presente episódio é apenas um dos capítulos da longa batalha judicial travada por esse profissional do jornalismo paraense.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No caso presente, Lúcio Flávio teve negado, pelo Superior Tribunal de Justiça, pedido de revisão de condenação anterior, pelo Tribunal de Justiça do Pará, que determina que o jornalista indenize a empresa denunciada por grilagem, atestada por todos os órgãos públicos que lidam com as questões fundiária e ambiental. O dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, se disse ofendido porque Lúcio o chamou de &amp;quot;pirata fundiário&amp;quot;, embora ele tenha se apossado de uma área de quase cinco milhões de hectares no vale do rio Xingu, no Pará. A justiça federal de 1ª instância anulou os registros imobiliários dessas terras, por pertencerem ao patrimônio público. A denúncia dessa monumental grilagem em terras paraenses é que motivou a ação movida contra Lúcio, agora obrigado a uma indenização &amp;quot;por dano moral&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O despacho foi publicado no Diário Oficial eletrônico do STJ no dia último dia 13. O presidente do STJ não recebeu o recurso de Lúcio Flávio &amp;quot;em razão da deficiente formação do instrumento; falta cópia do inteiro teor do acórdão recorrido, do inteiro teor do acórdão proferido nos embargos de declaração e do comprovante de pagamento das custas do recurso especial e do porte de remessa e retorno dos autos&amp;quot;.&amp;#160; Ou seja: o agravo de instrumento não foi recebido na instância superior por falhas formais na juntada dos documentos que teriam que acompanhar o recurso especial.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O efeito dessa decisão é que o jornalista paraense vai deixar de ser réu primário, já que se recusou a utilizar a ação rescisória, que obrigaria à reapreciação da questão pelo TJE, tribunal por ele declarado suspeito e tendencioso para julgá-lo. Num país em que fichas de pessoas se tornam imundas pelo assalto aos cofres do erário, mas são limpas a muito poder e dinheiro, &amp;quot;serei ficha suja por defender o que temos de mais valioso em nosso país e em nossa região&amp;quot;, afirma Lúcio, em nota pública divulgada ontem em todo o País.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Diante desses fatos, aqui expostos de modo resumido, o Sindicato e sua Comissão de Ética e Liberdade de Imprensa consideram que:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; 1. A perseguição a Lúcio Flávio extrapola uma vindita individual para atingir a liberdade de expressão e de imprensa em nosso Estado, tendência desgraçadamente verificada em vários outros Estados, vitimando outros jornalistas e jornais;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; 2. O presente episódio, juntamente com os outros 12 processos a que responde o referido jornalista, objetivam intimidar a categoria dos jornalistas como um todo, a despeito de vivermos formalmente dentro de um regime democrático de direito, em que a liberdade de expressão acha-se consagrada na Constituição;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; 3. As irregularidades verificadas neste e nos demais processos a que responde o jornalista depõem, lamentavelmente, contra o judiciário paraense, órgão que deveria agir como promotor da Justiça e não o seu contrário;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; 4. É uma vergonhosa inversão de valores da parte do judiciário dar razão a quem açambarca quase cinco milhões de hectares no vale do Xingu, de modo ilegal e altamente lesivo aos interesses do Pará e de seu povo, ao mesmo tempo em que condena quem se dispõe a prestar o serviço da denúncia desse esbulho à sociedade paraense e brasileira.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em vista disso, o Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará envidará todos os esforços, dentro do que lhe é possível, no sentido de contribuir financeiramente para a consecução do montante de R$ 8 mil (em valores de 2006, sujeitos a atualização), que Lúcio Flávio terá que entregar a quem tanto mal faz ao Pará e a seu povo. Ao mesmo tempo motivar a todos os jornalistas e a todas as pessoas que admiram o trabalho de Lúcio a contribuírem financeiramente, com depósitos na conta-poupança: 22.108-2, agência 3024-4 do Banco do Brasil, em nome de Pedro Carlos de Faria Pinto, irmão de Lúcio, que administrará o fundo proveniente das doações.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Belém, 15 de fevereiro de 2012&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sheila Faro, presidente do Sindicato&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Manuel Dutra, presidente da Comissão de Ética e Liberdade de Imprensa&amp;quot;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-5985438250500741834?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/5985438250500741834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/nota-de-apoio-do-sinjor-pa-lucio-flavio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5985438250500741834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5985438250500741834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/nota-de-apoio-do-sinjor-pa-lucio-flavio.html' title='Nota de apoio do SINJOR-PA a Lúcio Flávio Pinto'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-PPr0TzYyeq4/Tzx0wOgiacI/AAAAAAAAImw/xOIdzLV05OY/s72-c/sinjor%25255B6%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-3601320256581774251</id><published>2012-02-02T22:38:00.001-03:00</published><updated>2012-02-02T22:38:55.500-03:00</updated><title type='text'>Apoio de Suely Oliveira turbina a posição de Puty nas prévias do PT</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-zVTfIG-K6I4/Tys6qQFvSkI/AAAAAAAAIVI/o0ol4RA2nI0/s1600-h/shot015%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot015" border="0" alt="shot015" src="http://lh4.ggpht.com/-d7GIjhzfdjU/Tys6rWSz1sI/AAAAAAAAIVQ/Vm0pZBBabv0/shot015_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="229" height="342" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aconteceu o que todos no PT temiam, principalmente Alfredo Costa, Paulo Rocha e Cia: a Auditora da Sefa, ex-secretária de estado, suplente de deputada estadual do PT e secretária de movimentos sociais do PT estadual, Suely Oliveira entrou na briga pela disputa da indicação petista para disputar a prefeitura de Belém.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Suely faz parte da DS, tendência interna do PT que abriga Ana Júlia, Cláudio Puty, Edilson Moura, Marquinho e outros. Suely foi chamada a responsabilidade pela DS, para ajudar no que a própria tendência petista avalia como a sua maior e mais difícil disputa dentro do PT, que é levar Cláudio Puty a vencer as prévias do PT-Belém e por consequência ser candidato a Prefeito da capital pela legenda. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que pesa contra esse apoio de Suely a Puty? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Todos no PT sabem muito bem o que Suely passou nas mãos dos irmãos Monteiro (leia-se Marcílio e Maurílio), e do próprio Puty, com aval da então governadora Ana Júlia. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para quem não sabe Suely Oliveira era a virtual candidata da DS para disputar a vaga de deputada federal em 2010, pois em 2006 conquistou mais de 50 mil votos concorrendo ao cargo, votos estes que levaram Ana Júlia a chamá-la para compor seu secretariado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Desde então começou o seu agonizante calvário politico: ela primeiro foi &amp;quot;convidada&amp;quot; a retirar seu nome da disputa federal para ajudar o Puty; viu sua base ser cooptada pelos benefícios do poder via Puty; teve sua secretaria desidratada financeiramente; teve a sua candidatura de deputada estadual preterida para a DS apoiar Edilson Moura; viu seu cargo ser oferecido em troca de apoio da base aliada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O resultado dessa sangria política foi pouco mais de 20 mil votos que lhe garantiram uma 2ª suplência de deputada estadual pelo PT. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sem apoio e isolada dentro do PT, longe das discussões das prévias petistas, Suely passou o ano de 2011 vendo de longe a sua querida DS preparar uma estratégia eleitoral capitaneada pelo seu algoz nº 1, Cláudio Puty.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Então todo mundo quer saber o que pesa a favor desse apoio?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Suely foi vereadora de Belém por dois mandatos, secretária de estado, duas vezes Presidenta do PT-Belém (X da questão), presidiu diversos sindicatos e centrais sindicais, seus berços políticos. Ela é o que todos dentro do PT conhecem como uma autêntica militante petista, forjada na luta de classe, na luta do povo. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ela tem uma qualidade ímpar que não é mais vista dentro do PT: quando desce para a base e pega o microfone, ninguém segura: ela desmonta discursos, empolga a militância, convence na fala e tem uma capacidade de mobilização muito maior que Puty e Ana Júlia juntos e, principalmente, é disciplinada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com base nisso o Puty e a DS enxergaram na “companheira” Suely a sua tábua de salvação: sabendo que não poderiam fazer o discurso antidireita (leia-se PMDB/Jader), escalaram ela para fazê-lo, e, diga-se de passagem, tem feito muito bem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nos 10 dias que antecedem as prévias petistas, Suely conseguiu um feito incrível: reuniu lideranças petistas históricas, verdadeiros leões adormecidos, e para elas tem mostrado uma capacidade de superação de problemas do passado. Junto com Puty tem feito o discurso de que Alfredo Costa representa submissão aos interesses de Jader/PMDB, que ele é o candidato do Jader para vice do Priante, discurso este que tem conquistado corações e mentes petistas, inclusive criando dissidências importantes na campanha de Alfredo Costa/Paulo Rocha.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Estes fatos podem ser comprovados no site e blog do Puty, com fotos e declarações de apoio para sua candidatura. Suely conseguiu virar o jogo a favor do Puty praticamente aos 40 minutos do segundo tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele sabendo disso, agora anda todo prosa, prestigia todo evento que Suely tem organizado, de uma simples reunião com militantes, uma plenária, até tomar água de coco na esquina, colou em Suely de tal maneira que a militância não sabe se vai votar no Puty ou na Suely. Mais uma coisa é certa, todos querem saber até quando vai durar essa lua de mel.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-3601320256581774251?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/3601320256581774251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/apoio-de-suely-oliveira-turbina-posicao.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3601320256581774251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3601320256581774251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/02/apoio-de-suely-oliveira-turbina-posicao.html' title='Apoio de Suely Oliveira turbina a posição de Puty nas prévias do PT'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-d7GIjhzfdjU/Tys6rWSz1sI/AAAAAAAAIVQ/Vm0pZBBabv0/s72-c/shot015_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-4230715062132995686</id><published>2012-01-27T23:58:00.001-03:00</published><updated>2012-01-27T23:58:51.964-03:00</updated><title type='text'>Nota do presidente da Alepa</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;NOTA À IMPRENSA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-uS88ygmGy1A/TyNkZhl7BvI/AAAAAAAAIMY/tt-8yzwi8Lo/s1600-h/Shot011%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Shot011" border="0" alt="Shot011" src="http://lh5.ggpht.com/-OovGp3NJksQ/TyNkavnr7UI/AAAAAAAAIMg/Ct9MsO95Nwc/Shot011_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="300" height="329" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Diante das suspeitas levantadas pela Primeira-secretária da Assembleia Legislativa do Pará, deputada Simone Morgado, e imediatamente levadas ao conhecimento dos demais deputados e da imprensa, dando ares de denúncias, o presidente da Casa, deputado Manoel Pioneiro, esclarece o seguinte:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1. O presidente da Assembleia Legislativa não participa, em nenhuma instância, de qualquer processo licitatório, a não ser para dar a aprovação final baseada no parecer favorável dos órgãos internos especialmente designados para tal finalidade, que são a Comissão de Licitação, a Comissão de Pregão, a Controladoria e a Procuradoria;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2. Para maior segurança, a Primeira-secretaria da Mesa Diretora ainda dispõe de uma equipe técnica para levantamento, conferências e avaliações de todos os processos, para garantir a lisura em todas as etapas, sendo essa uma das funções inerentes ao cargo;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3. Ao tomar conhecimento de problemas de natureza formal e legal no Pregão Presencial 009/2011, para aquisição de material de expediente, o presidente ordenou imediatamente o cancelamento do citado certame, o qual não provocou qualquer prejuízo ao erário já que nenhum pagamento fora efetuado até então. Ressalte-se que, no dia 28 de dezembro passado, o presidente já havia mandado suspender os empenhos de pagamento em nome das duas empresas vencedoras;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4. Pelos mesmos motivos, o empenho da compra de material oftalmológico para o programa itinerante do Centro de Atendimento ao Cidadão (CAC) também já havia sido suspensa ainda em novembro do ano passado;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;5. O presidente também mandou instaurar administrativamente uma rigorosa averiguação das informações e das suspeitas levantadas, para que se tomem as medidas cabíveis no caso;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;6. O presidente adota como regra os procedimentos destinados a garantir a lisura e a transparência das licitações, bem como da justa e isenta apuração dos fatos;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;7. Como tem feito desde que assumiu a presidência do Poder Legislativo há um ano, o presidente da Alepa tem pautado suas decisões pela transparência, pela legalidade e pela moralidade na utilização dos recursos públicos;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;8. Como é do conhecimento público, por orientação de seu presidente, a Alepa tem colaborado estreitamente com o Ministério Público fornecendo todas as informações necessárias para a apuração de denúncias anteriores à atual gestão;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;9. O cancelamento de pregões nos quais foram detectadas falhas formais é demonstrativo da preocupação do presidente em promover a boa administração pública, depurando os problemas que porventura surgem e revendo, quando necessário, atos administrativos sem sustentação jurídica;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;10. Em função da correta aplicação dos recursos públicos, e pela primeira vez nos últimos anos, a Alepa encerrou o exercício de 2011 com quase 50 milhões de reais em caixa, fato tornado público em nome da transparência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Belém, 27 de janeiro de 2012&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Deputado Manoel Pioneiro&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-4230715062132995686?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/4230715062132995686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/01/nota-do-presidente-da-alepa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4230715062132995686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4230715062132995686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/01/nota-do-presidente-da-alepa.html' title='Nota do presidente da Alepa'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-OovGp3NJksQ/TyNkavnr7UI/AAAAAAAAIMg/Ct9MsO95Nwc/s72-c/Shot011_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-2367108255761341337</id><published>2012-01-25T23:45:00.001-03:00</published><updated>2012-01-25T23:45:50.607-03:00</updated><title type='text'>E-mail de Ismael Moraes</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-swcWCfkpSpQ/TyC-WJHwwOI/AAAAAAAAIIg/hdP4Vtc1PS4/s1600-h/Shot008%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Shot008" border="0" alt="Shot008" src="http://lh4.ggpht.com/-GTk5ywDz7SY/TyC-XbKyBUI/AAAAAAAAIIo/idXek6RhrSc/Shot008_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="292" height="340" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Por considerar que a 2ª Vara da Fazenda não era competente para processar e julgar a ação popular proposta pelo advogado Ismael Moraes contra o acordo com fins eleitorais de R$ 162 milhões de reais feito em 2010 pela então governadora Ana Júlia Carepa e o prefeito de Belém Duciomar Costa, o juiz Marco Antonio Lobo Castelo Branco extinguiu o processo considerando que deveria ser outra vara a certa, mesmo contra o argumento do advogado de que deveria apenas redistribuí-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como a Procuradoria Geral do Estado manteve-se inerte, Ismael Moraes fez chegar ao governador Simão Jatene os seus protestos pela falta de defesa do patrimônio público. Jatene, que não sabia de nada, irritado, determinou que o procurador-geral Caio Trindade tomasse providências urgentes diante da evidência de graves crimes contra as finanças estaduais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo Moraes, dois pontos são delicados, no caso, para o procurador-geral do Estado: além da relação corporativa com um dos futuros réus na ação do Estado, o procurador Ibrahin Rocha, ex-chefe do órgão, Trindade é primo de outra futura ré, a ex-governadora Ana Júlia, pelo lado Vasconcelos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Caso a PGE permaneça inerte, o advogado afirma que tomará providências contra as autoridades estaduais agora no poder.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para Ana Júlia, isso não poderia vir em pior hora: voltar à baila um grave escândalo financeiro de que é acusada, justamente quando assume cargo de confiança na esfera federal com atribuições financeiras.&amp;quot;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ismael Antonio de Moraes – Advogado&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-2367108255761341337?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/2367108255761341337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/01/e-mail-de-ismael-moraes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/2367108255761341337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/2367108255761341337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/01/e-mail-de-ismael-moraes.html' title='E-mail de Ismael Moraes'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-GTk5ywDz7SY/TyC-XbKyBUI/AAAAAAAAIIo/idXek6RhrSc/s72-c/Shot008_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-3122585285706782524</id><published>2012-01-10T01:05:00.001-03:00</published><updated>2012-01-10T01:05:47.634-03:00</updated><title type='text'>Entrevista de Bruno Daniel Filho</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista concedida ao repórter Fausto Macedo, publicada em “O Estado de S.Paulo”.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-hgBOoCYhYXY/Twu5FRE8wcI/AAAAAAAAHs4/3yYkosngyBs/s1600-h/shot012%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot012" border="0" alt="shot012" src="http://lh3.ggpht.com/-zCEurNfEMs0/Twu5GIqPcdI/AAAAAAAAHtA/RoAhrj4aq2k/shot012_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="380" height="394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que o fez retornar?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não consegui integração profissional estável na França, com tudo o que decorre disso. Trabalhos tinham caráter precário, período muito ruim. E também em função de sentir muita falta de meus parentes, amigos e das instituições onde eu trabalhava, todos muito solidários.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Recapitule os momentos críticos que o fizeram sair.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As maiores dificuldades que sentimos antes de nossa partida deveram-se a ter que lidar com ameaças, especialmente quando começaram a se dirigir a nossos filhos e após a morte do médico legista Carlos Del Monte Printes, em 2005. Resolvemos não arriscar mais e continuar nossa luta pela elucidação do caso do exterior. Na história recente de nosso País, várias pessoas conhecidas que receberam ameaças foram executadas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como foram esses anos longe da sua gente?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Foram muito mais difíceis do que poderia imaginar. Obtivemos refúgio estatuário do Estado francês. Pudemos, em função dele, viver praticamente como os cidadãos desse país que tem tantas coisas boas e ao qual tanto devemos. Mas está muito longe do que costumamos idealizar. Além disso, está em crise desde meados da década de 70, agravada a partir de 2008. Isso dificultou nossa integração ao país e tornou nossa vida muito penosa. Recebemos solidariedade também de amigos que lá fizemos, mas ficar longe de nossa gente, de nossa cidade, do Brasil, é terrível. Os laços antigos são fortes demais. Os novos laços construídos são ótimos, mas têm características diferentes. Não se substituem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual é a sua rotina?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não há um ato específico a destacar após meu retorno. Há um conjunto de providências adotadas para reconstruir nossas vidas após tanto tempo, como, por exemplo, a retomada de contatos com parentes, com nossos antigos amigos e instituições e a retomada de trabalho. Não há como não ficar emocionado e grato com a acolhida que tenho tido. Não tenho rotina definida e procuro evitá-la.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ainda recebe ameaças?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se voltarmos a recebê-las, vamos refletir sobre o que fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Justiça condenou apenas um acusado. O mandante apontado pela promotoria, Sérgio Sombra, não foi julgado.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A condenação desse acusado é altamente auspiciosa, pois o júri popular tomou essa decisão acatando as teses do Ministério Público, não as do Departamento de Homicídio. Há ainda nossa expectativa de que os demais indiciados sejam encaminhados a júri popular e novamente prevaleçam as teses do Ministério Público. Se isto ocorrer, novos fatos podem vir à tona, quem sabe dando origem inclusive a novos indiciamentos e condenações, até aqui inesperados para muitos. Mas tudo isto tem sido lento demais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A que atribui essa situação?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nossas instituições precisam ser reformadas, leis precisam ser aperfeiçoadas. O direito de defesa é sagrado, mas parece que certas leis e ritos permitem àqueles que podem pagar &amp;quot;a peso de ouro&amp;quot; certos escritórios de advocacia, postergar julgamentos indefinidamente. Justiça que tarda não é Justiça. Por que tantos outros casos já chegaram a seu final e este tem demorado tanto?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como vê agora o País?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Embora tenha acompanhado de longe o que tem ocorrido no Brasil, tenho que voltar a reconhecê-lo. Tenho me encontrado com pessoas bastante contentes com a evolução do País, mas outras muito descontentes, algumas delas até sem ação, especialmente em caráter coletivo, apresentando um grande sentimento de mal-estar, apesar de poderem usufruir de bons níveis de consumo. Sinto que tais sentimentos opostos podem ser compreendidos por grandes ordens de questões.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quais?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Do ponto de vista institucional, algumas coisas pioraram, fazendo com que parte das pessoas perca a esperança de um futuro melhor. Os desequilíbrios entre os Poderes da República são imensos. Talvez tenham se aprofundado e parece-me que o crime organizado tem avançado; nossa mídia é, em geral, de qualidade bastante discutível e tem atingido níveis ainda inferiores. Parte dela é concessão do governo. Os Poderes Legislativo e Judiciário estão em crise e piores. Poderes Executivos atropelam decisões de instâncias participativas, ferindo a Constituição. Desviam recursos públicos, contratando ONGs e empresas irregularmente. Separa-se pouco o público do privado. Altos funcionários públicos enriquecem supostamente prestando consultorias ao setor privado. O Estado funciona mal, apesar de termos eleições regulares e imprensa formalmente livre.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que o frustra mais?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O assassinato de meu irmão e a evolução das investigações são emblemáticos. Dez anos depois, muitos morreram, o trabalho da polícia foi muito ruim e apenas um dos indiciados foi a júri popular. A investigação e os indiciamentos do Ministério Público sobre a obtenção ilícita de recursos para financiar campanhas e enriquecer a alguns ilicitamente não deram lugar a qualquer condenação. De lá para cá, nenhuma mudança no sistema de financiamento de campanhas surgiu e os escândalos não param de ocorrer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Questionam no STF o poder de investigação do Ministério Público.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vivemos um risco iminente de retrocesso institucional ligado a uma decisão ainda pendente no STF relativa ao questionamento dos poderes de investigação do Ministério Público. Conclamo a todos a ficarem vigilantes em torno desse tema. Não é somente o caso do Celso que está em jogo. É possível verificar melhoras pontuais e às vezes significativas para grande parcela de brasileiros em outros campos, mas me parece que continuamos com gravíssimos problemas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não há avanços?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As desigualdades continuam abismais. Apesar da lenta melhora do índice de Gini, não é possível esconder a dramática situação da distribuição funcional da renda e das demais desigualdades. A despeito de certos avanços, entre os quais se destacam o aumento do salário mínimo, acesso a crédito, a programas de transferência de renda e, consequentemente, melhoria nos padrões de consumo de muitos, nossos sistemas de educação, saúde, habitação e transportes continuam muito precários. O País se desindustrializa, investe pouco e inova muito menos do que o necessário. Nossos problemas ambientais se agravam, crescemos muito menos do que outros países emergentes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;São conflitantes as versões sobre o assassinato de Celso.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Concordo com as provas do Ministério Público que indicam crime planejado, que houve mandantes e que havia na cidade um esquema de arrecadação ilícita de recursos para financiar campanhas eleitorais, fato aliás relatado a mim e a meu irmão João Francisco por Gilberto Carvalho (hoje ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência), como declarei na CPI dos Bingos, em 2005. Creio também que Celso não admitia que tais recursos fossem utilizados para enriquecimento pessoal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;João Francisco denunciou à promotoria que ouviu de Gilberto Carvalho a revelação de que dinheiro da corrupção era levado ao então presidente do PT, José Dirceu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Trata-se de algo que, sem dúvida, deveria ser investigado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O PT os abandonou?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tivemos que resolver o problema de duas mortes. A morte do Celso e a morte simbólica da maioria dos nossos antigos companheiros do PT. Apesar de todas as evidências, o PT sustentou a tese do crime comum. As promessas e os compromissos de agir nunca foram concretizados. Cito três honrosas exceções de lideranças petistas: Ricardo Alvarez (ex-vereador em Santo André, hoje no PSOL), Hélio Bicudo (sem partido) e Eduardo Suplicy (senador).&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-3122585285706782524?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/3122585285706782524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/01/entrevista-de-bruno-daniel-filho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3122585285706782524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3122585285706782524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/01/entrevista-de-bruno-daniel-filho.html' title='Entrevista de Bruno Daniel Filho'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-zCEurNfEMs0/Twu5GIqPcdI/AAAAAAAAHtA/RoAhrj4aq2k/s72-c/shot012_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-4916444666832641592</id><published>2012-01-02T19:15:00.001-03:00</published><updated>2012-01-02T19:15:31.282-03:00</updated><title type='text'>E no Brasil quanto é?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Autor: Fábio Ulhoa Coelho é jurista e professor da PUC-SP, autor de um dos melhores livros de &lt;a href="http://www.bondfaro.com.br/preco--livros--curso-de-direito-comercial-direito-de-empresa-vol-1-13-ed-2009-fabio-ulhoa-coelho-8502071904.html" target="_blank"&gt;Direito Comercial&lt;/a&gt; que eu conheço.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-RgLWLgTH-bw/TwIsetZK4uI/AAAAAAAAHho/JGH335dwGm0/s1600-h/Shot001%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 8px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Shot001" border="0" alt="Shot001" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-3zbglO8rWtA/TwIsgXh9HaI/AAAAAAAAHhw/5AEfP5ZKKuY/Shot001_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="214" height="314" /&gt;&lt;/a&gt;A imprensa tem chamado a atenção para a diferença de preços do mesmo produto quando comercializado no Brasil e em outro país. Várias reportagens mostram automóveis idênticos (mesmos ano, marca e espécie), com iguais componentes e acessórios, sendo vendidos por preços significativamente mais altos no mercado brasileiro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sabemos todos que em outros produtos ou serviços a situação se repete. Quem compra equipamentos eletrônicos nos EUA paga menos do que se os adquirisse aqui. E o preço é menor mesmo com o pagamento do Imposto de Importação. A passagem aérea, considerando os mesmos voo e classe, é mais barata para quem consegue comprá-la no exterior. Dois passageiros sentados lado a lado pagam por serviço rigorosamente idêntico preços diferentes só porque um deles reside no Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por que é assim? Por que o consumidor, no Brasil, paga mais caro pelos produtos ou serviços?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A resposta mais usual aponta como culpada a carga tributária. Trata-se de resposta que, em certo sentido, deixa todos confortáveis. É claro que no Brasil a tributação está entre as mais elevadas do mundo, mas isso não explica tudo. O Estadão.com publicou matéria em 21/9 que compara automóveis similares comercializados no Brasil e no exterior. Mesmo descontados os impostos, aqui e lá, os veículos continuam mais caros no mercado brasileiro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nessa discussão há quem aponte outra culpada: a indústria automobilística nacional, que cobraria preços elevados para gerar lucros exorbitantes para suas matrizes estrangeiras, ansiosas por atenuarem os efeitos da crise por que passam em seus países. Essa explicação, culpando o &amp;quot;lucro Brasil&amp;quot;, não é satisfatória. Primeiro, porque os preços aqui estão altos desde antes da atual crise. Segundo, porque, se fosse essa a razão, a estratégia mais racional seria a oposta, ou seja, baratear o automóvel para vender mais e lucrar mais ainda, ganhando em escala.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para entender a razão por que pagamos mais caro pelos bens e comodidades aqui consumidos é necessário, na verdade, investigar como os empresários fazem para precificar seus produtos ou serviços. Em geral, esse mecanismo é descrito assim: se há competição, o empresário parte do preço normalmente pago pelos consumidores aos concorrentes e verifica em que medida conseguiria vender o mesmo produto ou serviço - por aquele preço ou um pouco abaixo dele -, incorrendo nos menores custos possíveis, de modo a ampliar a margem de lucro; se não há competição, por se tratar de produto ou serviço novo, ele parte de quanto estima possa ser o preço que o consumidor concordaria em pagar e verifica se, descontados os custos, o lucro projetado lhe interessa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Essa descrição, porém, não é completa. Além de custos e lucro, há mais um elemento, levado em conta pelos empresários, que interfere na fixação dos preços que nós, consumidores, vamos pagar. Refiro-me aos riscos, e, dentre eles, ao risco associado à imprevisibilidade de decisões judiciais. Quanto mais esse risco (por assim dizer, jurídico-institucional) for característico de certo mercado, mais elevados serão os preços dos produtos e serviços cobrados pelos empresários que atuam nesse mercado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No Brasil, o risco jurídico-institucional é expressivo. Muitas vezes o empresário é surpreendido por interpretações diferentes da lei, feitas pelos tribunais, com fortíssimo impacto nos números que ele havia calculado, antes de definir os preços pelos quais já vendeu, aqui, seus produtos ou serviços.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Neste momento, por exemplo, todos os empresários brasileiros estão refazendo suas contas porque é muito provável que, proximamente, tenham de pagar aos empregados dispensados sem justa causa nos últimos cinco anos uma indenização maior, por causa da recente mudança legal no cálculo do aviso prévio. Diversos advogados trabalhistas têm entendido que, como a nova lei do aviso prévio apenas regulamentou um direito já existente na Constituição desde 1988, todos os trabalhadores dispensados sem justa causa poderão reclamar o acréscimo, se ainda não transcorreu o prazo da reclamação em juízo. É muito provável que a Justiça do Trabalho acolha esse entendimento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como o empresário pode lidar, de modo racional, com um risco desse quilate? Apenas pela prática de preços elevados nos produtos e serviços oferecidos no mercado brasileiro. Sem conseguir antever, com precisão, o exato alcance de suas obrigações legais, diante de reviravoltas como essa, o empresário precisa se precaver embutindo nos preços uma elevada taxa de risco. Nesse caso, a rigor, estará apenas aplicando uma receita milenar e mais que testada dos investidores: o retorno tem de ser proporcional ao risco.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E as passagens aéreas? Vários tribunais interpretam o Código de Defesa do Consumidor de modo a invalidar qualquer limitação contratual na indenização devida em caso de mau funcionamento do serviço (atraso, extravio de bagagem, etc.). Em outros países, os riscos do transporte aéreo são contratualmente repartidos entre usuários e empresários, de acordo com convenções internacionais. Como aqui, no Brasil, existe o alto risco de condenação ao pagamento de indenizações morais (que o Judiciário entende não poderem ser tarifadas), a elevação do preço das passagens é o único meio de organizar racionalmente o serviço de transporte aéreo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O consumidor brasileiro só pagará preços mais próximos dos cobrados em outros países quando conseguirmos reduzir, substancialmente, o risco associado à imprevisibilidade das decisões judiciais. Já há iniciativas legislativas que apontam nessa direção, como o projeto de Código Comercial que tramita na Câmara dos Deputados. Ele possibilitará, no entanto, apenas reduzir a insegurança jurídica em torno das relações entre empresas, sem afetar os direitos trabalhistas e dos consumidores. Já é um passo significativo, especialmente por apontar o caminho.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;Artigo publicado em “O Estado de S.Paulo”&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-4916444666832641592?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/4916444666832641592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/01/e-no-brasil-quanto-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4916444666832641592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4916444666832641592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2012/01/e-no-brasil-quanto-e.html' title='E no Brasil quanto é?'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-3zbglO8rWtA/TwIsgXh9HaI/AAAAAAAAHhw/5AEfP5ZKKuY/s72-c/Shot001_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-5160950774343287137</id><published>2011-12-14T00:08:00.001-03:00</published><updated>2011-12-14T00:08:18.743-03:00</updated><title type='text'>Litígio supremo</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Autora: Dora Kramer - O Estado de S.Paulo&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-d1MDyjuyIOM/TugTHpeTL5I/AAAAAAAAHKM/3uUYGS8EC54/s1600-h/shot007%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 12px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot007" border="0" alt="shot007" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-tgwnvXt4KjE/TugTIeyTRPI/AAAAAAAAHKU/c8Kpl1MC05k/shot007_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="215" height="216" /&gt;&lt;/a&gt;O mais recente episódio da série de contenciosos que preside a aliança entre PT e PMDB tem como foco o Supremo Tribunal Federal, onde um empate sobre a posse, ou não, de Jader Barbalho no Senado aguarda a ministra Rosa Weber assumir a 11.ª cadeira, vaga desde a aposentadoria de Ellen Gracie.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os pemedebistas são taxativos e explícitos ao acusarem os petistas de atuar junto ao tribunal para tentar impedir que Jader assuma e a cadeira acabe ficando para Paulo Rocha, do PT.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em suas discussões internas, o PMDB fala em dar &amp;quot;tratamento político&amp;quot; a uma questão que, na visão de dirigentes e parlamentares, está &amp;quot;sendo tratada politicamente por ministros nomeados pelo PT&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um posicionamento ainda não assumido publicamente, mas latente na agremiação. Uma acusação que, a se acirrarem os ânimos e a depender do caminhar da carruagem, pode assumir um desenho mais grave por lançar suspeição sobre os integrantes da instância judicial maior do País.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E qual é o caso? Jader recebeu 1 milhão e 800 mil votos no Pará, mas não pôde tomar posse em função da Lei da Ficha Limpa, que torna inelegíveis candidatos que tenham renunciado aos mandatos para fugir de processos de cassação por quebra de decoro parlamentar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Jader Barbalho renunciou ao mandato de senador em 2001, em função de denúncias de desvio de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Passada a eleição, o STF decidiu que a Lei da Ficha Limpa não poderia ser aplicada em 2010 porque fora aprovada apenas cinco meses e não a pelo menos um ano antes da eleição como manda a Constituição.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De lá para cá foram julgadas diversas ações de eleitos que haviam ficado na mesma situação indefinida e todos tomaram posse. Menos Jader, cujo recurso está suspenso em virtude do empate de cinco ministros favoráveis à posse e cinco contrários.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O PMDB vê nisso uma clara politização da questão, com o objetivo de prejudicar o partido e dar ao PT mais uma vaga no Senado. É que o terceiro colocado naquela eleição foi Paulo Rocha, para quem poderá ir a vaga, caso a decisão final do STF seja contrária à posse de Jader.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O problema é que Paulo Rocha também renunciou. Foi em 2005, quando era deputado federal, para fugir ao processo de cassação por causa de seu envolvimento no caso do mensalão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em tese, está em jogo um aspecto técnico. Os ministros que votaram contra a posse de Jader alegam que o instrumento de recurso usado por ele (embargo de declaração) não tem o poder de revogar a decisão que lhe negara anteriormente o registro da candidatura com base na Lei da Ficha Limpa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O recurso de Paulo Rocha ainda está para ser julgado. Caso o tribunal entenda que a ação dele esteja tecnicamente perfeita, a vaga pode ir para o petista.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E é isso o que, na prática, os pemedebistas desconfiam que esteja sendo engendrado: que haja uma manobra para facilitar ao PT a obtenção de uma vaga &amp;quot;no tapetão&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O PMDB chegou a ensaiar um movimento para dificultar a aprovação de Rosa Weber na sabatina da Comissão de Constituição e Justiça, mas recuou por interferência do vice-presidente Michel Temer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A insatisfação, no entanto, permanece. Há uma nova onda de reação, em defesa da postergação ao máximo do exame do nome da nova ministra no plenário, a fim de mostrar ao governo e ao Supremo que o PMDB está &amp;quot;ciente&amp;quot; da manobra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os pemedebistas fazem a seguinte pergunta: por que a regra não valeu para nenhum dos concorrentes à eleição de 2010 e está valendo para Jader Barbalho?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Causou particular irritação o fato de o ministro Luiz Fux ter votado em 2010 contra a validade da Ficha Limpa e, no exame concreto do caso de Jader, ter dado o voto de empate que manteve em suspenso a posse do paraense. E mais recentemente, no voto sobre a constitucionalidade da lei, ter recuado do entendimento de que a regra não seria aplicada aos que renunciaram aos mandatos para evitar processos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na teoria, o PMDB pode até ter razão de reclamar de Jader estar sendo uma injustificada exceção. Mas não parece plausível a hipótese de que ministros do Supremo admitam trocar as respectivas reputações por uma vaga no Senado para o PT.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Publicado no “Estado de S. Paulo”, em 13.12.11&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-5160950774343287137?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/5160950774343287137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/12/litigio-supremo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5160950774343287137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5160950774343287137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/12/litigio-supremo.html' title='Litígio supremo'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-tgwnvXt4KjE/TugTIeyTRPI/AAAAAAAAHKU/c8Kpl1MC05k/s72-c/shot007_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-7709646721044532610</id><published>2011-12-09T19:51:00.001-03:00</published><updated>2011-12-09T19:51:45.629-03:00</updated><title type='text'>Entrevista de Amaury Jr. à Carta Capital</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista concedida pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. à revista “Carta Capital”, edição Ano XVII Nº 676.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-uS5JAbgHwuk/TuKQ--4XWjI/AAAAAAAAHC8/6l0PJnlDiv4/s1600-h/shot015%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot015" border="0" alt="shot015" src="http://lh6.ggpht.com/-eI-45K7u3_E/TuKQ_7Y0doI/AAAAAAAAHDE/p3iSvf-N354/shot015_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="263" height="339" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Carta Capital&lt;/strong&gt;: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amaury Ribeiro Jr.&lt;/strong&gt;: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CC&lt;/strong&gt;: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARJ&lt;/strong&gt;: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CC&lt;/strong&gt;: Ficou surpreso com o resultado da investigação?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARJ&lt;/strong&gt;: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CC&lt;/strong&gt;: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARJ&lt;/strong&gt;: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CC&lt;/strong&gt;: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARJ&lt;/strong&gt;: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CC&lt;/strong&gt;: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARJ&lt;/strong&gt;: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CC&lt;/strong&gt;: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARJ&lt;/strong&gt;: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CC&lt;/strong&gt;: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARJ&lt;/strong&gt;: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;CC&lt;/strong&gt;: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARJ&lt;/strong&gt;: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-7709646721044532610?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/7709646721044532610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/12/entrevista-de-amaury-jr-carta-capital.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7709646721044532610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7709646721044532610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/12/entrevista-de-amaury-jr-carta-capital.html' title='Entrevista de Amaury Jr. à Carta Capital'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-eI-45K7u3_E/TuKQ_7Y0doI/AAAAAAAAHDE/p3iSvf-N354/s72-c/shot015_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-2982008698255720705</id><published>2011-11-29T22:28:00.001-03:00</published><updated>2011-11-29T22:28:25.107-03:00</updated><title type='text'>A divisão do Pará</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Autor: &lt;a href="http://www.bassalo.com.br/" target="_blank"&gt;José Maria Filardo Bassalo&lt;/a&gt;, 76 anos, Doutor em Física pela USP, professor titular aposentado do Departamento de Física da UFPA.&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-gligj66Wwqg/TtWGsic1GQI/AAAAAAAAGzI/Wz_fdYDql60/s1600-h/shot013%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot013" border="0" alt="shot013" src="http://lh5.ggpht.com/-cOpNcPfiTRU/TtWGtww8SNI/AAAAAAAAGzQ/BkekDj1IP74/shot013_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="362" height="329" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A divisão de nosso Estado do Pará, nos estados do Pará, do Tapajós e do Carajás, está na pauta do dia, e será decidida por um plebiscito no próximo dia 11 de dezembro de 2011. Lendo alguns comentários apresentados nos jornais da terra, de políticos e de não políticos, ou mesmo em conversas particulares, vejo que a maioria (não muito significativa, no meu entender) votará no Não. Porém, segundo pesquisas recentes, também há pessoas favoráveis ao Sim. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sendo apenas um filofísico, vou analisar as duas alternativas relacionadas acima, levando em consideração apenas o interesse do povo paraense, usando nessa análise apenas o bom-senso cartesiano, que as pessoas possuem ou não. Começarei pelo Não. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os argumentos principais dessa alternativa, a corrupção política e de mais gastos públicos do Tesouro Nacional, parecem falsos, pois o controle e a diminuição da corrupção estão nas mãos dos três poderes instituídos: Executivo, Judiciário e Legislativo. Estes se quiserem, podem evitar o descontrole moral, como tem acontecido, realizando obras com o preço real (e não superfaturado), racionalizando os cargos comissionados e agilizando qualquer tipo de processo que demandem uma ação judiciária. Para não parecer que sou um ingênuo útil, sei que a origem desse descontrole moral decorre dos gastos eleitorais e que, só será possível controlá-lo, com outra maneira (será que tem?) de realizar as eleições. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O outro argumento que também sustenta o Não é a integralidade do atual território paraense, sobretudo por causa de suas riquezas: as superficiais, principalmente água e floresta, e as do subsolo, como minérios e petróleo (este, pelo menos no leste paraense). Muito embora esse raciocínio possa favorecer o Não, ele também é falso, pois o uso das riquezas de qualquer Estado brasileiro passa pelo crivo do governo federal brasileiro. Por exemplo, no caso do subsolo, de propriedade tácita do Brasil, dependendo dos interesses do poder público nacional (p.ex.: exportação de insumo básico para aumentar a sua arrecadação), o Estado detentor dessa riqueza vê a saída da mesma por empresas privadas sem ter uma compensação digna. Quando há uma compensação, ela se dá ou em forma de ações de entretenimento ou em ações mais desenvolvimentistas, porém de interesses das próprias empresas. O povo, em si não o sente diretamente em seu próprio benefício; pelo contrário, às vezes, ele é prejudicado pela falta delas, ações, que voltam com tecnologia agregada e, portanto, com um preço maior, mesmo quando há tecnologia autóctone. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por sua vez, as riquezas superficiais também são de controle do governo central. Por exemplo, a água como fonte de energia hidrelétrica, embora necessária ao desenvolvimento do país, serve muito mais a outras regiões e não para a própria na qual foi construída aquela fonte. É o caso em que, devido ao subsídio ofertado à indústria a se instalar e usar a hidro energia gerada em uma dada região, as distribuidoras que a ofertam aumentam as tarifas, a fim de compensar esse &amp;quot;prejuízo&amp;quot; e, portanto, o povo paga mais caro pela eletricidade consumida. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A floresta é, por tácita (?!) decisão internacional, intocável, por controlar o clima do planeta. Isso, no entanto, não impede que ela seja derrubada, beneficiada e exportada, desde que se consiga &amp;quot;licença&amp;quot; dos órgãos estatais (federais e estaduais) responsáveis por sua preservação. É oportuno destacar, que em tempos anteriores, a floresta era queimada para o desenvolvimento da agropecuária (bovina, caprina e suína) para consumo interno. Hoje, com a tecnologia agregada à Ciência Agrônoma, seus resultados se transformaram em agronegócios exportáveis e, desse modo, sua exportação resulta em uma escassez interna, diminuindo a oferta e, portanto, seu preço aumenta, onerando o consumidor regional, que tem que pagar mais caro para poder consumi-los. Tendo em vista a apreciação sobre a alternativa Não, observamos que, o menos beneficiado com a manutenção do Estado do Pará é o próprio povo paraense, principalmente, o que tem menor poder aquisitivo e, portanto, sua escolha pelo Não é irrelevante.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vejamos a alternativa Sim. Sem algumas riquezas superficiais e do subsolo - principalmente as minerais - riquezas essas que não geram impostos diretos, conforme vimos acima e portanto, sua existência é irrelevante. Desse modo, o novo Estado do Pará (NEP) teria que se voltar ao binômio Ciência-Tecnologia (BC-T) para encontrar tecnologias autóctones, a fim de gerar o capital necessário à promoção do real desenvolvimento, sobretudo gerando emprego e renda (conceitos estes que os políticos adoram usar, porém, sem dizer como realizá-los!), beneficiando diretamente o povo paraense. Como o NEP poderá usar o BC-T? Fazendo um investimento profundo na Educação, começando com o Ensino Médio, com a implantação, por exemplo, do Plano de Cargos e Carreira de Magistério (sempre motivo de greve de professores), a partir de Concursos Públicos, voltados à carreira: Auxiliar de Ensino, para os portadores de Bacharelado/Licenciado; Assistente, destinado aos portadores do título de Mestre; Adjunto, reservado aos portadores do título de Doutor, e Titular, para os que defenderem tese, todos eles com salários equivalentes aos do Poder Judiciário, e direcionando o Ensino Superior a formação de professores qualificados ao Ensino Médio e aos pesquisadores de um Instituto de Ciência e Tecnologia do Estado do Pará (ICTPA), com intenção de estudar os problemas técnico-científicos do NEP e encontrar suas soluções, ou seja, vender inteligência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para realizar o que dissemos acima, o NEP precisa de dinheiro. O principal recurso seria oriundo do petróleo e gás que, conforme se sabe, existe no leste do NEP, desde que houvesse uma negociação competente e séria com a Petrobras, o que é possível por ser a mesma ainda (?!) estatal. É claro que também uma boa parte do dinheiro viria de uma racionalização nos gastos e encargos do governo. Do exposto acima, parece que a resposta ao plebiscito seria um categórico Sim. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Contudo, é necessário que o governo do Estado do Pará conduza, com isenção, as discussões sobre a Divisão do Pará (pois é ele que tem informações necessárias para essa discussão) e se comprometer, com ou sem a divisão, a promover o verdadeiro bem-estar do povo paraense, proporcionando ao mesmo, o melhor do que a ele é devido: educação, saúde e transporte. Se, até a realização do plebiscito, não houver esse compromisso, o Sim também será irrelevante. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Portanto, em vista dessas irrelevâncias com relação ao Não e ao Sim, o eleitor obrigatório deverá votar de acordo com a sua consciência. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como só existem as duas alternativas de voto, registro que não irei votar (por ser septuagenário), pois já não estou mais na idade de me enganar (como já fui) com promessas eleitoreiras.&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Artigo publicado em “O Diário do Pará”, em 29.11.11&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-2982008698255720705?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/2982008698255720705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/divisao-do-para.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/2982008698255720705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/2982008698255720705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/divisao-do-para.html' title='A divisão do Pará'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-cOpNcPfiTRU/TtWGtww8SNI/AAAAAAAAGzQ/BkekDj1IP74/s72-c/shot013_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-4039660494862668309</id><published>2011-11-25T15:55:00.001-03:00</published><updated>2011-11-25T15:55:27.563-03:00</updated><title type='text'>Réplica de Adelina Braglia à Raimunda Monteiro</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-GLpr-Yy0VNg/Ts_kmo-xofI/AAAAAAAAGsk/PSG3ICXF2ns/s1600-h/adelina%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 29px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="adelina" border="0" alt="adelina" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-bNMpMqZk9EQ/Ts_knddReWI/AAAAAAAAGss/0k5RazD-7Hc/adelina_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="200" height="205" /&gt;&lt;/a&gt;A opinião da Raimundinha tem a consistência e a serenidade que, infelizmente, faltou ao discurso divisionista. Fez e fazem falta ao debate os argumentos que ela apropriadamente coloca na mesa pra discussão. E seus argumentos, que eu respeito, balizam este meu comentário a partir da citação de Lia Osório – “... mas as fronteiras são obras dos povos.” – para discordar. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Pará e seu povo jamais puderam exercer seu direito, desejo e controle sobre a expansão de suas fronteiras, sejam elas concretas ou imaginárias. Nossas fronteiras foram e continuam a nos ser impostas – ou destroçadas – pelos interesses exógenos ao nosso desenvolvimento. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Dentro e fora do olho do furacão, morando em Marabá entre 1977 e 1988, vivi e senti os efeitos da construção de Tucuruí, a implantação do então Programa Grande Carajás, a ocorrência de Serra Pelada, os desdobramentos do asfaltamento da PA-150 ( que nós, ingênuos, acreditávamos que era para nós e não para a facilitação da mobilidade da CVDR!), o afogar do rio Tocantins como caminho natural da integração com as cidades, vilas e povoados ao longo do rio até chegar a Belém, pela hidrelétrica sem possibilidade de transposição. Ainda tive o privilégio de subir o Tocantins, a partir de Marabá e parar em Mocajuba pra comer peixe frito depois de atravessar a corredeira do Capitariquara e depois ver Belém surgindo ao longe, com suas luzes, antes que nossa garganta fluvial fosse cortada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A abertura da Transamazônica e os efeitos da colonização com “homens sem terra para terra sem homens” abandonados ao longo da sempre inóspita rodovia, esperando por décadas os compromissos que o INCRA jamais cumpriu, a brutal e súbita apropriação de 66% do território paraense pela União a partir da edição do Decreto 1.164/71 não me foram estranhas nem desconhecidas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nenhuma dessas decisões envolveu nem tangenciou os interesses do Pará e seu povo e nem levou em conta o que pensava ou pretendia a elite política ou empresarial local. Ela, como o Pará inteiro, era irrelevante nos projetos impostos. Éramos – e ainda somos – um acidente de percurso para vários interesses. As elites – ah! as elites - como sempre, acomodaram suas conveniências políticas e empresarias ao que lhe caia na cabeça. As da capital e as do interior. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A gestão do território, os planos e projetos (?) foram - e continuarão a ser, pois os novos estados nasceriam com dois terços dos seus territórios também sob jurisdição federal - determinados pelos interesses “nacionais”, pela (in)ação do INCRA, pela omissão e conivência do IBAMA, pelas decisões autocráticas do ICMBIO que também nos considera (politicamente?) irresponsáveis e incapazes de gerir nossos recursos naturais, pelos interesses e preocupações que envolvem as áreas militares, pela irresponsabilidade da FUNAI com os povos e terras indígenas, em que estado estiverem. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sua conclusão sobre o plebiscito – ou a forma como ele chega às pessoas - é preciosa: “Julgar as razões da emancipação exige uma reflexão que uma campanha não irá suprir.”. E, pior do que isto, o fato gerador da campanha – a decisão sobre o recorte territorial que daria corpo aos novos estados – também não foi fruto de reflexão alguma. Aliás, um bom exercício é descobrir do que foi fruto a partição do Pará da forma como se propôs. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não sou contra a criação dos novos estados, não desrespeito os motivos reais que sustentam o desejo de separação, o sentimento de abandono e as carências concretas. Sou contra o esfacelamento da nossa única possibilidade de continuar insistindo e insistindo num projeto coletivo e sustentável de desenvolvimento que beneficie todos os brasileiros do Pará. Nada me convence que divididos somos fortes, menos ainda a suposição que com mais representantes na Câmara e no Congresso vamos ser ouvidos e respeitados. A dispersão e a desunião da bancada amazônica nas questões que envolvem os interesses regionais é um trailer lamentável.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Admito que a divisão do território do Pará possa vir a responder a justos anseios, mesmo desconhecendo fundamento científico ou experiência que comprove que a variável extensão territorial é decisiva para o desenvolvimento. Tocantins está bem aí, ao nosso lado - em que pese ter se transformado na Meca do emprego público e num celeiro de corrupção - com sua taxa de pobreza extrema três vezes superior à do estado-mãe, Goiás. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Concordo com Raimundinha quando ela diz: “Não existe um só Pará, há pelo menos, 60 anos. Os paraenses se aceitam e se negam nas suas ambições territoriais. Uma nova delimitação administrativa para essas territorialidades poderia consolidar projetos regionais mais adequados às expectativas de seus habitantes.” Mas, certamente não é esta divisão, com absoluta falta de critérios históricos, sociais, econômicos, financeiros ou ambientais e que, se ocorrer, não induz nem sugere melhor qualidade de vida para os brasileiros do Pará inteiro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nesta proposta não são visíveis o respeito à histórica resistência do Oeste paraense ou as esperanças dos que querem ser carajaenses. O que grita por dentro dos Decretos 136 e 137 é a arbitrariedade da definição territorial dos estados propostos servindo a interesses obscuros e que, além de não convencer no atendimento às demais regiões, reduz o Pará remanescente a um estado sem futuro, porque sem recursos naturais - seremos fortes assentados numa base econômica “sustentada” na instabilidade e fragilidade do setor serviços. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que murmura por dentro dos decretos – e ironicamente o murmúrio é mais forte que o grito - são os interesses menores das elites locais, os grandes “interesses” nacionais e os estratosféricos objetivos empresarias. Para essa divisão, eu digo NÃO.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Despeço-me, reafirmando meu respeito à opinião da Raimundinha, por vir colocar nos trilhos parte de uma discussão que se perdeu na origem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um abraço, Raimundinha, &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Abraço, Deputado.   &lt;hr /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.jesocarneiro.com.br/artigos/carajas-e-tapajos-oficializar-uma-divisao-de-fato.html" target="_blank"&gt;Leia aqui o artigo replicado&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-4039660494862668309?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/4039660494862668309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/replica-de-adelina-braglia-raimunda.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4039660494862668309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4039660494862668309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/replica-de-adelina-braglia-raimunda.html' title='Réplica de Adelina Braglia à Raimunda Monteiro'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-bNMpMqZk9EQ/Ts_knddReWI/AAAAAAAAGss/0k5RazD-7Hc/s72-c/adelina_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-7206968074771145309</id><published>2011-11-21T19:32:00.001-03:00</published><updated>2011-11-21T19:32:06.274-03:00</updated><title type='text'>O tamanho do Pará</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Autor: Alex Fiúza de Mello        &lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;font size="1"&gt;Professor e ex-reitor da UFPA; ex-membro do Conselho Nacional de Educação e do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e atual Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Pará.&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-RcASWA0yQ8I/TsrRYMLBgwI/AAAAAAAAGns/bwC8nff9xAs/s1600-h/shot0104.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="shot010" border="0" alt="shot010" src="http://lh5.ggpht.com/-JAJhW7KO0NE/TsrRZB1eTEI/AAAAAAAAGn0/lqRj3nSzor8/shot010_thumb2.jpg?imgmax=800" width="360" height="316" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não é de hoje que se debate separatismo neste Estado. Há pelo menos 150 anos o tema tem sido alimentado por elites políticas locais, sob o argumento do abandono e do descaso do interior por parte do governo sediado em Belém. Na atual propaganda política pelo &amp;quot;Sim&amp;quot;, às vésperas do plebiscito que decidirá pela divisão ou pela manutenção do atual território, a principal tese dos separatistas radica na ideia de que o Pará dividido seria mais lucrativo para todos, pois ampliaria proporcionalmente o montante dos recursos federais distribuídos pelo FPE, além de garantir melhor governança das regiões pela maior proximidade entre governos e população. No centro do debate, a hipótese de que a causa de todo o mal residiria no tamanho do Pará.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Desde o século XVIII, com a publicação das obras clássicas A Riqueza das Nações, de Adam Smith, e A Origem das Desigualdades entre os Homens, de JJ. Rousseau, sabe-se que os fundamentos da riqueza e da pobreza não repousam, tanto, na natureza ou nas externalidades materiais do entorno e, sim, na capacidade produtiva (educação, trabalho, conhecimento) e de ação política de um povo. Basta observar a constelação do mundo contemporâneo para se certificar de que gigantes da economia são tanto países de grandes territórios (EEUU, China, Canadá) quanto de pequenos limites (Japão, Suíça, Coreia); da mesma forma, economias precárias se estampam seja em pequenas como em grandes territorialidades (El Salvador e Haiti, no primeiro caso; Sudão e Congo, no segundo). A mesma lógica vale para a federação brasileira: desenvolvidos são Estados extensos, como Minas Gerais e São Paulo, e diminutos, como Rio de Janeiro e Santa Catarina; subdesenvolvidos são grandes unidades federativas, como Maranhão e Amazonas, como pequenas, a exemplo de Alagoas e Sergipe. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Portanto, não é o tamanho do território a causa do atraso do Pará, mas a baixa qualidade de sua educação, a ausência de quadros técnicos qualificados, o quase inexistente investimento em ciência e tecnologia e as condições ainda precárias de infraestrutura e logística. Dividir esta carência, sem melhorar tais indicadores, é multiplicar a pobreza; pois, nessas condições, quanto menor o Estado, maior a miséria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A maior falácia da propaganda pró &amp;quot;Sim&amp;quot; é apostar numa maior distribuição dos recursos do Governo Federal, quando os políticos e as outras elites deveriam estar apostando na melhoria das condições da produção industrial do Estado e na formação de seu pessoal, estes, sim, fatores não-dependentes de sustentabilidade econômica. Estados que apostam, pura e simplesmente, no aumento de arrecadação do ICMS e na distribuição do FPE estão condenados, a priori, a sobreviver das migalhas produzidas pelos outros e sujeitos a retrocessos, em contextos de crise econômica.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A força do Pará é o seu território. Do tamanho atual, pelas terras continuas disponíveis, biodiversidade, fertilidade do solo, biomassa acumulada, força das águas, densidade populacional, o Estado tende a se tornar, nos próximos anos, um dos principais polos dos investimentos nacionais e internacionais, em solo verde-amarelo, com previsão de crescimento do PIB acima da média brasileira. Dividido, perde a sua grandiosidade geoeconômica e simbólica, a sua riqueza sociocultural, restando pequenos e frágeis territórios, sem maior representatividade ou peso político diante da nação e no seio do Congresso. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em outras palavras: o problema do Pará não é o tamanho de seu território, mas de sua política. A tese de que porções menores de terras seriam mais &amp;quot;administráveis&amp;quot; que uma grande extensão territorial - ainda que individualmente mais pobres em escala produtiva - é o mesmo que confessar, de antemão, a incapacidade política de transformar essa imensa vantagem comparativa, que a natureza legou, em vantagem competitiva, imputada pelo conhecimento aplicado e pela ação política coordenada. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nenhum estadista, com visão de futuro, abriria mão de um grande e rico território, com tamanho potencial produtivo, pois saberia que abundância de riquezas naturais é um dos fatores privilegiados em qualquer equação do desenvolvimento. Não será um número maior de governadores, deputados e senadores que garantirá a libertação de nossa histórica condição de colônia da nação. Trata-se de um mito! Fosse essa a solução, o Nordeste seria a região mais desenvolvida do país. Num contexto de populismo, coronelismo e patrimonialismo, persistente na cultura política nacional e regional - na essência, ainda não superamos a &amp;quot;República Velha&amp;quot; – dividir o poder pode significar não um ato de modernidade e de avanço republicano, mas uma atitude de conservadorismo e de atraso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que carecemos não é de mais Estados, mas de políticos com a estatura do Pará. Políticos que pensem o desafio paraense e regional à luz do conjunto dos problemas e dos desafios globais que se mani festam nas singularidades de cada setor e região, com suas carências e anseios sociais legítimos. Que reinventem o Estado não a partir de Belém - numa leitura centrífuga equivocada e alienada da realidade -, mas numa perspectiva do todo para as partes, com obras e políticas públicas que estruturem o conjunto das regiões e municípios numa única unidade política, articulada, interdependente e progressista. Enfim, de uma política com &amp;quot;P&amp;quot; maiúsculo do tamanho do Pará! &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sim, sem o tamanho do Pará - e, sobretudo, sem o tamanho correspondente da política - não haverá futuro nem saída para a servidão e o atraso seculares a que estamos atrelados. Não haverá salvação nem para paraenses, nem para &amp;quot;tapajônicos&amp;quot; ou &amp;quot;carajaenses&amp;quot;. Seguiremos ainda mais frágeis, atônitos, distantes entre nós, patinando na vala da história, alimentados pela mediocridade mental e pela ilusão das falsas autonomias.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-7206968074771145309?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/7206968074771145309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/autor-alex-fiuza-de-mello-professor-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7206968074771145309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7206968074771145309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/autor-alex-fiuza-de-mello-professor-e.html' title='O tamanho do Pará'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-JAJhW7KO0NE/TsrRZB1eTEI/AAAAAAAAGn0/lqRj3nSzor8/s72-c/shot010_thumb2.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-3526632437785571839</id><published>2011-11-20T22:03:00.001-03:00</published><updated>2011-11-20T22:03:07.229-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Marly da Silva Motta sobre o PDT</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Entrevista concedida pela historiadora Marly da Silva Motta à jornalista Luciana Nunes Leal, publicada no “Estado de S. Paulo”, edição de 20.11.2012.&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-_eVqVEwstfA/TsmjRHHXuTI/AAAAAAAAGmc/8emNJZ_SFKI/s1600-h/shot005%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot005" border="0" alt="shot005" src="http://lh3.ggpht.com/-waq8Tjv0hds/TsmjSXX0_vI/AAAAAAAAGmk/sCvUD805SMA/shot005_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="370" height="398" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Entre a criação do PDT por Brizola, em 1980, e as recentes denúncias no Ministério do Trabalho, o que ainda existe do trabalhismo brasileiro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Uma das características mais interessantes da redemocratização era o que fazer com a herança trabalhista da República democrática de 1946 a 1964. Era uma herança disputada por correntes políticas que englobavam setores variados, o que, aliás, foi uma característica do trabalhismo: mantinha um perfil ideológico afinado com a esquerda, mas tinha muitos seguidores diferentes. Há interpretações e depoimentos que dizem que, ao contrário do que imaginamos, Brizola não queria o PTB. Ele queria incorporar às bandeiras tradicionais do trabalhismo - carteira de trabalho, férias remuneradas, CLT - valores mais modernos. Dar uma nova cara ao trabalhismo do PTB. Brizola se apresentou como vítima (quando perdeu a legenda para Ivete Vargas), mas não achou ruim se livrar um pouco da parentela Vargas, que era a marca do trabalhismo. Quis incorporar uma nova marca, o PDT, só que tinha de enfrentar as urnas. E a tradição de competição eleitoral trazida do trabalhismo era dos grandes líderes, de puxadores de voto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O PDT acabou marcado por esse domínio de um grande líder. Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os limites da modernidade esbarraram na visão personalista, carismática, centralizadora, que era a marca do antigo PTB. Brizola talvez seja o exemplo máximo, mas era uma geração formada nessa visão. Quando passou a olhar a possibilidade da Presidência, que Brizola sempre teve em mente, o PT foi na direção da capilaridade, para entrar, via Igreja e movimentos sociais, no interior do País e em outras regiões. O PDT não fez. Provavelmente essa terá sido a grande diferença do projeto nacional do PT que deu certo e do fracasso do PDT. Brizola buscou sustentação nos grandes centros.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E o PT tinha base no movimento sindical. Foi o maior prejuízo para o PDT?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Brizola teve enormes dificuldades com o movimento sindical organizado. Subestimou a entrada do PT. Achava que ia ser recebido de braços abertos pela tradição trabalhista e foi surpreendido. E o PT acabou se apoderando da base sindical. Em certo momento (no fim dos anos 80), começou a haver uma dissensão no PDT entre os velhos trabalhistas e o grupo com uma visão mais modernizadora, com representação não apenas pela via partidária, mas pela via dos movimentos sociais. O trabalhismo passou a ser associado ao que era velho. E os grupos do PDT mais ligados a movimentos sociais, como Saturnino Braga, se afastaram.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E como Lupi emerge no partido?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acho que veio por esse viés da tradição trabalhista. Centralizador, pessoa simples, o jeito do povo. Brizola não tinha instrumentos políticos para aglutinar tendências diferentes. Ao contrário do Lula, Brizola não soube conciliar, conviver. Resultado: o grupo socialista saiu do PDT e ficaram os trabalhistas que não tinham acesso a outros partidos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Se não fosse a proximidade com Brizola, Lupi teria destaque no PDT?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na União Soviética, tinha um termo, apparatchik, para aqueles quadros que não têm muita cultura, mas circulam em torno dos grandes líderes. Boris Yeltsin era um apparatchik. Lupi se aproxima do lado do PDT formado por pessoas que não se expressam bem, não têm fervor ideológico e, nessa condição, é um bom membro partidário, organizador, extremamente fiel a Brizola. Faz lembrar o papel do Gregório (Fortunato, chefe da guarda pessoal de Vargas) com o Getúlio. Ele penteava o cabelo de Getúlio e chegou a ser influente na era Vargas. Quando o PDT foi perdendo expressão, permaneceram, de um lado, pessoas como Miro Teixeira, que tem atuação independente e eleitorado próprio, e de outro ascenderam pessoas como o Lupi. Se a gente olhar por um lado, foi uma democratização do partido. É uma pessoa de pouca instrução, que não conhece muito bem as regras do comportamento político, que choca.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O fato de ser presidente do PDT foi decisivo para Lupi chegar ao Ministério do Trabalho?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A verdade é que a questão do trabalho não é decidida no Ministério do Trabalho. As grandes discussões trabalhistas passam por outras instâncias do governo e pela relação direta entre Lula e as lideranças sindicais. Lula botou o PDT no Ministério do Trabalho porque é um partido de tradição trabalhista, o Lupi tem esse perfil, supostamente é afinado com os pobres, com a classe C. Mas as decisões não passam pelo ministério. O ministério acaba ficando nesse jogo de ONGs, de capacitação de trabalhadores. Certamente se isso (as denúncias) acontecesse no governo Lula, não daria em nada. Lula logo ia dizer que era preconceito, que estavam batendo no Lupi porque ele é pobre, porque fala mal, porque é feio. O problema não é esse. Acho que esse caso está tendo repercussão porque Lupi é o sétimo (ministro a cair, se deixar o ministério). Se fosse o primeiro, em um estalar de dedos teria saído, porque ele não tem força no PDT.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mesmo sendo o presidente licenciado do partido?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você tem claramente dois PDTs, que continuam uma tendência que vem desde sua formação. Quando Brizola morreu e não havia substituto, o espaço começou a ser articulado por um tipo de liderança como o Lupi, que não veio pelo carisma.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Que futuro imagina para o PDT?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acho que vai ficar como o DEM. O PFL perdeu o nome e perdeu a alma. O PDT manteve o nome, mas perdeu a alma.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-3526632437785571839?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/3526632437785571839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/entrevista-concedida-pela-historiadora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3526632437785571839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3526632437785571839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/entrevista-concedida-pela-historiadora.html' title='Entrevista com Marly da Silva Motta sobre o PDT'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-waq8Tjv0hds/TsmjSXX0_vI/AAAAAAAAGmk/sCvUD805SMA/s72-c/shot005_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-8854858607665394020</id><published>2011-11-20T16:18:00.001-03:00</published><updated>2011-11-20T16:18:38.820-03:00</updated><title type='text'>Ao Povo do Pará, uma decisão histórica</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Autor: Simão Jatene (PSDB)&lt;strong&gt;*&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-sNGyE5VtiEQ/TslSiWOLdqI/AAAAAAAAGlM/1JQD-JYzCKo/s1600-h/jatene%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="jatene" border="0" alt="jatene" src="http://lh6.ggpht.com/-s6hcMO-_bX0/TslSjLjIjUI/AAAAAAAAGlU/OczMA_njv-A/jatene_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="320" height="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minhas amigas e meus amigos.O Pará vive o maior desafio da sua história recente. No plebiscito do próximo dia 11 de dezembro, cada paraense, cada homem e cada mulher, terá a responsabilidade de dizer se quer o Pará unido ou dividido em três pedaços.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como todo paraense, também estou preocupado com a votação, mas como governador tenho a obrigação, a responsabilidade, de estar particularmente atento ao que ocorrerá no dia seguinte ao plebiscito. Quais as consequências reais e os desdobramentos dessa disputa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Todos sabemos que a questão da divisão do nosso Estado não é coisa nova, à semelhança de vários projetos de divisão territorial existentes no Congresso Nacional, envolvendo estados de grandes e pequenas extensões, como Minas Gerais e Piauí, estados muito ricos e muito pobres, como São Paulo e Maranhão, entre outros. Entretanto, não se pode negar que, até o ano passado, esse assunto, em maior ou menor &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;intensidade, se constituía discurso de alguns políticos nas suas campanhas eleitorais e se esgotava no pós-eleição; portanto, com consequências bem diferentes do que pode ocorrer agora, quando ameaça virar elemento de conflito entre irmãos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Paraenses, ainda que eu deseje o contrário, tudo leva a crer que, seja qual for o resultado do plebiscito, o dia seguinte será marcado por mágoas, ressentimentos e desconfianças que podem se tornar duradouras, considerando que, diferentemente das eleições regulares que se renovam a cada quatro anos, o plebiscito terá caráter muito mais efetivo e permanente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E aí cabe perguntar: quem vai cuidar das feridas? E dos ressentimentos? Como evitar que eles se enraízem nos corações e mentes da nossa gente? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A insegurança é maior quando sabemos que o projeto de divisão em pauta não foi fruto de qualquer estudo prévio que procurasse definir o perfil de cada novo Estado. Quais os municípios que deveriam integrar esse ou aquele Estado para que se tivesse um melhor equilíbrio econômico, social e político, para que o povo fosse efetivamente beneficiado. Não, a população em todo esse processo, lamentavelmente, não teve seus interesses considerados. Foi apenas “um detalhe”. “Detalhe” que, agora, tem a responsabilidade de decidir diante de um “prato feito”, sem poder mudar mais nada. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Até que seja provado o contrário, os parcos estudos existentes não fundamentam uma proposta de divisão, quando muito tentam justificar, ou não, uma divisão baseada num elevado grau de aleatoriedade e subjetividade. E é neste cenário que, como governador, tenho que mediar interesses para que os problemas não se agravem. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se o “não” for vitorioso, teremos que buscar, todos juntos, cada vez mais, aproximar as regiões e fortalecer o que nos une, implantando novas formas de gestão territorial. Por outro lado, se for o contrário, entre o plebiscito e a implantação de um novo Estado, como ficará a governança do todo que na prática ainda se manterá unido? Quanto tempo levará a efetiva implantação do novo Estado, uma vez que para tal tem que ser ouvida a Assembleia Legislativa, o Congresso Nacional e até a Presidência da República? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Amigas e amigos, o governador, independentemente da sua vontade, tem a responsabilidade constitucional e institucional e o dever ético de conduzir essa questão tão delicada, alertando e tratando das rugas, buscando evitar que as cicatrizes se eternizem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os estados até hoje criados o foram em condições bem diferentes das atuais, não colocando em confronto as pessoas, não onerando ainda mais as populações locais e, nesse sentido, nos ajudam muito pouco sobre a experiência do dia seguinte que terá que ser vivida por nós, em certo sentido cobaias de um processo novo e diferente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por tudo isso, é preciso ter cuidado ao tratar dessa questão. A ética da responsabilidade me impõe deveres dos quais não posso me afastar. Entretanto, se a responsabilidade me aconselha isenção, do mesmo modo, até por amor à nossa gente, me exige que alerte a todos sobre alguns riscos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sempre digo que o voto é tanto mais expressão democrática quanto mais as pessoas souberem sobre o que estão votando; caso contrário, ele pode se transformar no simples aval popular para interesses de alguns, chancela da vontade de grupos específicos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assim, não posso deixar de registrar a minha preocupação diante dos rumos da campanha, particularmente na televisão, onde salta aos olhos que o “vale tudo” está em marcha. Falo, exemplificando, do esforço de tentarem destruir a autoestima do paraense e mostrar, como alternativa, que a simples divisão, automaticamente, trará ganhos financeiros aos três estados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ora, com todo o respeito que possa ter pelos que fazem tal afirmação, ela não tem qualquer fundamento técnico, como pretendem seus defensores. Pelo contrário. Se quanto à elevação das despesas a criação de novos estados não deixa dúvidas, quanto às receitas, pelo menos atualmente, qualquer prognóstico se faz sob enorme incerteza. Especialmente nesse momento que as transferências federais, e em especial os critérios &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE), até por decisão judicial, devem ser reformulados até o final de 2012.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minhas amigas e meus amigos, eu nunca vi alguém de Belém dizendo que não gosta dos irmãos de Santarém; do mesmo modo, jamais vi alguém de Santarém dizendo que odiava o povo de Marabá. Não, felizmente isso não faz parte da nossa história.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Temos dificuldades, sim, mas quem não as tem? Historicamente, fomos usurpados de nossas riquezas sem que parte da classe política fosse capaz de se unir na defesa das mesmas. Por que jamais nos mobilizamos, efetivamente, para fazer com que a República compensasse o nosso Estado pela fantástica contribuição que sempre deu, e continua dando, para o desenvolvimento brasileiro? Quem tiver boas propostas que as apresente, mas não posso aceitar que, na tentativa de impor seus interesses, qualquer grupo fantasie a realidade e recorra a meias-verdades, levando a nossa população, sobretudo a mais simples, independente da região em que vive, a equívoco e frustração. Não posso aceitar que a luta pela divisão do território se transforme em divisão do nosso povo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Europa está cheia de exemplos em que as lutas religiosas, étnicas, deixaram feridas que não cicatrizam. Não podemos permitir que isso aconteça conosco. O Pará não merece isso. A nossa gente não merece.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No peito de cada paraense, esteja ele em Belém, Santarém, Marabá, Altamira, São Felix do Xingu, Chaves, ou em qualquer lugar, bate um coração generoso e vencedor, sempre aberto e disponível a ajudar a todos, até com as nossas riquezas e belezas. Por isso, basta que nos determinemos, individual e sobretudo coletivamente, que construiremos uma sociedade mais feliz.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Que Deus nos dê sabedoria e ilumine a todos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;* Simão Jatene é o governador do Estado do Pará&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-8854858607665394020?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/8854858607665394020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/autor-simao-jatene-psdb-minhas-amigas-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/8854858607665394020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/8854858607665394020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/autor-simao-jatene-psdb-minhas-amigas-e.html' title='Ao Povo do Pará, uma decisão histórica'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-s6hcMO-_bX0/TslSjLjIjUI/AAAAAAAAGlU/OczMA_njv-A/s72-c/jatene_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-6279855283157367703</id><published>2011-11-15T15:55:00.001-03:00</published><updated>2011-11-15T15:55:54.572-03:00</updated><title type='text'>Entrevista de Ophir Cavalcante Junior</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista concedida ao jornalista Carlos Mendes, pelo presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante Junior, publicada em o “Diário do Pará”, em 15.11.2011.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-w9MO-0XFwOs/TsK1tcYCagI/AAAAAAAAGZA/Z5k39Q1v_xM/s1600-h/shot012%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot012" border="0" alt="shot012" src="http://lh4.ggpht.com/-ZWmoHT-2mWo/TsK1uH3pQlI/AAAAAAAAGZI/6OxNwx0R45Y/shot012_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="400" height="207" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O que o senhor tem a dizer sobre a ação popular proposta por dois advogados, acusando-o de receber suposta remuneração ilegal do Estado?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Que isso é uma retaliação em razão da atitude por mim tomada de não interferir na decisão tomada pelo Conselho Federal de fazer a intervenção na OAB do Pará. Durante o período em que me afastei desse caso (impedimento motivado pelo regulamento geral da OAB em virtude da origem do presidente ser a mesma da entidade cuja diretoria era investigada por participação na venda de um terreno da OAB de Altamira, além de fraude na assinatura do vice-presidente da seccional) recebi várias ameaças. Elas diziam que se viesse a acontecer a intervenção ou qualquer medida disciplinar contra o presidente afastado, isso teria uma repercussão pessoal para mim. Essa repercussão seria a licença remunerada que eu recebo da Procuradoria Geral do Estado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O senhor identificou de onde partiam as ameaças?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Sim, elas foram identificadas. Eram recados mandados pelo próprio presidente Jarbas Vasconcelos. Ele queria que eu usasse meu poder de presidente do Conselho Federal para impedir que o processo de intervenção fosse apreciado pelo Pleno do Conselho Federal. Eu estava submetido a uma vedação legal e não podia me manifestar sobre o processo de intervenção ou sobre qualquer outro processo da seccional paraense.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Então, o Jarbas Vasconcelos queria que o senhor agisse por debaixo dos panos para que não houvesse a intervenção?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Exatamente. O objetivo era esse. Houve uma pressão a nível nacional nesse sentido, através de várias pessoas, inclusive de partidos políticos ligados ao Jarbas, como o PT. Não quero dizer que era o PT como partido, mas algumas pessoas a ele filiadas, parlamentares do Pará, que fizeram contatos com os conselheiros. Acontece que a Ordem não é submetida a nenhum partido. Isso não deixou de ser uma agressão à nossa entidade. O objetivo era que a Ordem jogasse todas as acusações para debaixo do tapete, como se ela tivesse dois discursos, um para fora e outro para dentro da entidade. Jamais eu iria concordar com isso. Primeiro, porque estava impedido de me manifestar no processo, como de fato não me manifestei. Segundo, porque a Ordem não iria se calar, como nunca se calou, em circunstâncias como esta.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Afinal, a remuneração que o senhor recebe do Estado é ou não ilegal? Os advogados que entraram na Justiça afirmam que sim.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; A licença foi autorizada pela Procuradoria Geral do Estado, pelo Conselho Superior da Procuradoria Geral do Estado, isso em diversos governos, inclusive durante o governo anterior (Ana Júlia Carepa, do PT). O procurador-geral do Estado (Ibrahim Rocha), também assinou a prorrogação da licença remunerada. Essa licença remunerada é baseada no artigo 95, da lei 5.810/94, que trata do regime jurídico único dos servidores do Estado. Essa licença assegura a remuneração ao servidor com desempenho de mandato em associação de classe no âmbito nacional.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Mas, na ação, os advogados alegam que a OAB não seria uma entidade classista e que, portanto, a licença remunerada seria contrária à legislação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; A lei fala em associação de classe de âmbito nacional. Ora, além das funções institucionais que a Ordem exerce, ela é uma entidade de classe. Isso é óbvio. E todos estão de prova, inclusive o povo do Pará, da minha dedicação em favor da advocacia e da cidadania neste país no exercício do meu mandato na OAB. Não há qualquer tipo de ilegalidade nessa remuneração. Aliás, essa matéria foi apreciada internamente dentro da Procuradoria Geral do Estado. Foram também feitas análises do processo a cada renovação, quando houve necessidade, e publicado no Diário Oficial.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Isso, porém, agora explodiu com força na mídia nacional.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Veja bem. Isso está vindo à baila nesse momento. E por que não veio antes? Exatamente porque se trata de uma retaliação devido à postura que tive de não transigir com nenhum lipo de improbidade que fosse praticada dentro da Ordem. Caso não tivesse havido a intervenção na OAB, certamente essa ação não teria sido ajuizada contra mim. O Jarbas me disse pessoalmente que essa mortalha não cairia somente sobre ele. No caso do advogado Eduardo Imbiriba, que assina a ação, ele ingressou na Justiça para tentar impedir a sessão do Conselho Federal que julgou o pedido de intervenção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; Caso a ação popular seja acolhida pela Justiça, a Procuradoria Geral do Estado estará em apuros, porque foi ela quem concedeu a licença. Os procuradores que assinaram a ação também poderiam ser processados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;R:&lt;/strong&gt; Vou repetir: a licença é legal e não há qualquer novidade no Direito brasileiro com relação a isso. Todas as licenças foram publicadas no Diário Oficial do Estado e jamais foram contestadas por quem quer que seja. Agora é contestada com espírito de vingança por pessoas que não conseguem perceber a dimensão do trabalho que a Ordem desenvolve no Brasil. Lamento que isso esteja ocorrendo, mas a gente deve ter serenidade para administrar essas coisas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P:&lt;/strong&gt; O que o senhor diria para a sociedade paraense que tem acompanhado seu trabalho?R: Que tenho procurado honrar meu mandato, defendendo bandeiras que são da cidadania brasileira. E vou continuar a fazer isso. Não será esse tipo de medida que irá calar a Ordem, nem seu presidente. Quero tranquilizar a sociedade paraense e afirmar que a retaliação contra mim será combatida no âmbito processual. A licença remunerada é perfeitamente legal e eu confio na Justiça do Pará, que vai declarar isso ao final do processo.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-6279855283157367703?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/6279855283157367703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/entrevista-concedida-ao-jornalista.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6279855283157367703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6279855283157367703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/entrevista-concedida-ao-jornalista.html' title='Entrevista de Ophir Cavalcante Junior'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-ZWmoHT-2mWo/TsK1uH3pQlI/AAAAAAAAGZI/6OxNwx0R45Y/s72-c/shot012_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-3796261176897366866</id><published>2011-11-13T16:40:00.001-03:00</published><updated>2011-11-13T16:40:42.059-03:00</updated><title type='text'>Matéria da “Folha de S. Paulo” sobre Ação Civil Pública contra Ophir Junior</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Presidente da OAB é acusado de receber R$ 1,5 mi em salário ilegal&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ação pede retorno de licença remunerada paga pelo Pará por 13 anos &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ELVIRA LOBATO - DO RIO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-1VM9y0JDxQA/TsAdNAUP4WI/AAAAAAAAGWI/8c7s__AGL2o/s1600-h/shot026%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px 8px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot026" border="0" alt="shot026" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/--3tfYjD8fd8/TsAdN730ZlI/AAAAAAAAGWQ/EBxpuHXZiXQ/shot026_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="191" height="250" /&gt;&lt;/a&gt;O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior, é acusado de receber licença remunerada indevida de R$ 20 mil mensais do Estado do Pará.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A ação civil pública foi proposta na semana passada por dois advogados paraenses em meio a uma crise entre a OAB nacional e a seccional do Pará, que está sob intervenção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um dos autores da ação, Eduardo Imbiriba de Castro, é conselheiro da seccional.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo os acusadores, Ophir Cavalcante, que é paraense, está em licença remunerada do Estado há 13 anos - o que não seria permitido pela legislação estadual -, mas advoga para clientes privados e empresas estatais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eles querem que Cavalcante devolva ao Estado os benefícios acumulados, que somariam cerca de R$ 1,5 milhão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Cavalcante é procurador do Estado do Pará. De acordo com os autores da ação, ele tirou a primeira licença remunerada em fevereiro de 1998 para ser vice-presidente da OAB-PA.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em 2001, elegeu-se presidente da seccional, e a Procuradoria prorrogou o benefício por mais três anos. Reeleito em 2004, a licença remunerada foi renovada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O fato se repetiu em 2007, quando Cavalcante se elegeu diretor do Conselho Federal da OAB, e outra vez em 2010, quando se tornou presidente nacional da entidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo os autores da ação, a lei autoriza o benefício para mandatos em sindicatos, associações de classe, federações e confederações. Alegam que a OAB não é órgão de representação classista dos procuradores. Além disso, a lei só permitiria uma prorrogação do benefício.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;INTERVENÇÃO&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em 23 de outubro, o Conselho Federal da OAB afastou o presidente e os quatro membros da diretoria da seccional do Pará após acusações sobre a venda irregular de terreno da OAB em Altamira. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Outro lado &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Dirigente afirma que benefício não é indevido&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;DO RIO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou que é legal a licença remunerada que recebe como procurador do Estado do Pará. Segundo ele, até 2002, o benefício foi autorizado pelo Procurador-Geral do Estado em exercício e, a partir daí, pelo Conselho Superior da Procuradoria do Estado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ele diz que a OAB é também uma entidade classista, o que lhe permite receber a licença, e que o limite de uma prorrogação não se aplica para cargos diferentes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O dirigente diz que não pode prescindir do pagamento, de cerca de R$ 20 mil mensais, porque seu cargo na OAB não é remunerado. Disse ainda que seu escritório de advocacia é legal, desde que não atue contra o Pará.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para Cavalcante, a ação é consequência da intervenção na seccional do Pará, embora ele tenha se declarado impedido para votar na sessão que aprovou a medida.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Disse que resistiu a pressão e ameaças para impedir a intervenção na seccional. &amp;quot;Ameaçaram tornar público o recebimento da licença remunerada. Não tenho o que temer. A OAB não pode varrer a sujeira para baixo do tapete&amp;quot;, afirmou. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-3796261176897366866?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/3796261176897366866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/materia-da-folha-de-s-paulo-sobre-acao.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3796261176897366866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3796261176897366866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/materia-da-folha-de-s-paulo-sobre-acao.html' title='Matéria da “Folha de S. Paulo” sobre Ação Civil Pública contra Ophir Junior'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/--3tfYjD8fd8/TsAdN730ZlI/AAAAAAAAGWQ/EBxpuHXZiXQ/s72-c/shot026_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-5089940547878773964</id><published>2011-11-10T16:00:00.001-03:00</published><updated>2011-11-10T16:00:05.124-03:00</updated><title type='text'>Nota do Governo sobre a greve dos professores</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-ZEMYlSwRZro/TrwfMGK7zqI/AAAAAAAAGP0/cw6W0vt1UcQ/s1600-h/shot004%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot004" border="0" alt="shot004" src="http://lh3.ggpht.com/-4fDYk3Pp9Bg/TrwfM8ETsuI/AAAAAAAAGP8/Od2qIKKYitY/shot004_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="300" height="272" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A propósito da manutenção da greve promovida pelo Sintepp, considerada ilegal pela Justiça, o Governo do Estado, em respeito à sociedade paraense, presta os seguintes esclarecimentos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;/strong&gt;No momento em que a Justiça declara a greve ilegal e determina o retorno imediato das aulas nas escolas estaduais, o Governo do Estado, em primeiro lugar, parabeniza os professores que mantiveram-se em atividade mesmo durante o movimento, agradece àqueles que já retomaram o trabalho e conclama os demais a retornarem às aulas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2. &lt;/strong&gt;O Governo do Estado tem baseado sua relação com os professores no respeito, no diálogo e na compreensão da importância do papel dos mestres na construção do nosso futuro comum. Foi essa compreensão que permitiu, por exemplo, a construção conjunta das condições para a implantação do &lt;strong&gt;Plano de Cargos Carreiras e Remuneração (PCRR)&lt;/strong&gt;, conquista de há muito almejada pela categoria e realizada agora em setembro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3. &lt;/strong&gt;O Governo sempre manteve as portas abertas aos representantes de todas as categorias profissionais, que nunca precisaram entrar em greve para qualquer negociação, como bem atesta inclusive o fato anteriormente mencionado. Por isso, cabe perguntar a quem interessa a greve já declarada ilegal pela Justiça. A quem interessa o confronto, que prejudica a todos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4. &lt;/strong&gt;O Governo, em nenhum momento, cometeu qualquer ilegalidade, como registrou o juiz Elder Lisboa na decisão que considerou ilegal a greve, ao mencionar os ministros do Supremo Tribunal Federal que declararam constitucional a lei do Piso Nacional de Salário Docente: &lt;strong&gt;“em nenhum momento se manifestaram pelo pagamento imediato das verbas requeridas, pelo contrário, afirmaram que sua execução se deve dar no exercício financeiro seguinte”. &lt;/strong&gt;É exatamente o que o Governo do Estado está fazendo: cumprindo a decisão do STF e mais, antecipando o cumprimento da lei.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5. &lt;/strong&gt;O Governo demonstrou toda a sua disposição, não apenas de cumprir a determinação do STF, como manter uma relação de cooperação com a categoria quando, mesmo antes da greve, fez o esforço de adiantar parte da diferença (30%) necessária para alcançar o piso nacional, já na folha de pagamento de outubro. Comportamento diferente de Estados de maior capacidade financeira, como Rio Grande do Sul, que solicitou prazo de 18 meses. Só não avançou mais pela responsabilidade que tem de atender outras demandas igualmente urgentes da sociedade, como a saúde e a segurança. Mas o restante será garantido, dentro do prazo legal, por aumento de arrecadação própria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;6. &lt;/strong&gt;É importante registrar que o Piso Salarial pago pela Seduc, no valor de &lt;strong&gt;R$ 1.122,00&lt;/strong&gt;, é apenas o vencimento básico inicial, ao qual se somam vários abonos e gratificações. Um jovem recém-formado pela universidade que ingressa hoje na SEDUC, para trabalhar como professor em regime de 8 horas, recebe por mês no mínimo &lt;strong&gt;R$ 2.294,00. &lt;/strong&gt;Professores mais antigos ou com maior titulação ganham mais. Na verdade, a média salarial da Seduc, para professores em regime de 8 horas diárias é de &lt;strong&gt;R$ 3.773,00.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Governo do Pará pauta suas ações dentro da mais estrita legalidade e respeito aos docentes, assim como a todas as categorias profissionais. Isso fica demonstrado mesmo diante de ações de violência, como a recente invasão à Secretaria de Administração do Estado, e ameaça de invasão à Seduc. E postula um diálogo pacífico e construtivo, todos trabalhando e cada um fazendo sua parte. O Governo adotará as medidas necessárias para que o calendário escolar seja regularizado, sem mais prejuízos aos alunos. Esse é o pacto por um Pará melhor amanhã, sob o comando dos jovens estudantes de hoje.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;SECRETARIA DE ESTADO DE COMUNICAÇÃO - SECOM&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-5089940547878773964?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/5089940547878773964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/nota-do-governo-sobre-greve-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5089940547878773964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5089940547878773964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/11/nota-do-governo-sobre-greve-dos.html' title='Nota do Governo sobre a greve dos professores'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-4fDYk3Pp9Bg/TrwfM8ETsuI/AAAAAAAAGP8/Od2qIKKYitY/s72-c/shot004_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-654903578517434884</id><published>2011-10-23T17:23:00.001-03:00</published><updated>2011-10-23T17:23:31.009-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Elena Landau</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Entrevista concedida por Elena Landau ao jornalista Christian Carvalho Cruz, publicada no “Estado de S. Paulo”, edição de 23.10.11.&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-YcNd4RUXh0c/TqR3vOyq5zI/AAAAAAAAFtY/WgP6Y7cf_hs/s1600-h/shot004%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot004" border="0" alt="shot004" src="http://lh6.ggpht.com/-TllyU3SZrJw/TqR3v-mGnFI/AAAAAAAAFtg/2f5ElzhD9fs/shot004_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="244" height="344" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A economista, advogada, ex-diretora do BNDES e ex-consultora em gestão esportiva Elena Landau concedeu ao “Estado de S. Paulo”&amp;#160; a entrevista abaixo:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Esporte é questão de Estado?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;epende. O esporte ligado a educação, sociabilidade, cidadania e formação do indivíduo, como agente transformador de vidas, este é questão de Estado. Mas Copa do Mundo certamente não é. Trata-se de um evento privado. Como um show do U2 ou do Justin Bieber. Uma Copa só seria assunto de Estado se usada para alavancar uma transformação do espaço urbano. E, pelo que estamos vendo atualmente e também pela experiência dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio, sabemos que não é esse o caso. O Pan de 2007 não revitalizou nada, não melhorou a cidade. Tem o estádio do Engenhão, que é onde joga o meu Botafogo e é até um bom estádio. Mas e o entorno? Aquilo é um abandono só, não há sequer transporte público decente para chegar lá. Acho importante separar esses conceitos entre público e privado para entender as causas da precariedade do esporte no Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Terceirizar o esporte para ONGs seria uma dessas causas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; Brasil conseguiu desmoralizar a utilização das ONGs, que conceitualmente têm valor. Mas houve um exagero nessa terceirização do esporte. No fundo, as ONGs de esporte fazem hoje o que a escola pública fazia antigamente, mas deixou de fazer por causa do abandono e da decadência do ensino público, decadência física, inclusive. Há colégios que não têm quadra de esportes e precisam fazer convênio com academia de ginástica para ter aula de educação física. Para resumir, eu diria que o Estado brasileiro deixou de cumprir seu papel. Se achamos que o esporte é suficientemente relevante a ponto de ter um ministério específico, precisamos definir uma política esportiva clara para o País. Mas ministério no Brasil serve para assegurar governabilidade, preencher cotas dos partidos da coalizão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nada se salva em termos de política esportiva por aqui?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;m 2016 vamos sediar uma Olimpíada no Rio. Ok. Mas queremos desenvolver seriamente quantas modalidades olímpicas até lá? Três? Trinta? Temos aptidão para todas elas? Vamos investir só nas quais já somos bons ou também nas quais precisamos melhorar? O Brasil nem sequer sabe responder a essas perguntas. O projeto do Ministério do Esporte para a Olimpíada no Rio em 2016 é só fazer a Olimpíada no Rio em 2016. É um projeto de obras, não um projeto esportivo. A Austrália, quando sediou os Jogos em 2000, criou um programa para a natação que dá frutos até hoje. Eles não queriam passar o vexame de não ganhar medalha dentro de casa. No Brasil impera a mentalidade da escavadeira: &amp;quot;Oba, vamos sediar uma Olimpíada porque assim podemos usar o orçamento pra fazer obra. Se ficarmos em último lugar no quadro de medalhas, não tem problema&amp;quot;. É vergonhoso ver os ginastas brasileiros, que são uns heróis, talentosíssimos, mendigando patrocínio. E ao mesmo tempo ver uma ONG levando dinheiro do governo para comprar camiseta. Que diabo o governo tem que comprar camiseta pra ONG?! Por outro lado, não acho que ONG deva formar atletas olímpicos. Como se forma um atleta de competição, eu não sei. O Brasil vive de modismos, de ídolos momentâneos, como a seleção de vôlei do Bernardinho, o Gustavo Kuerten no tênis, anos atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mas por que nunca aproveitamos essas modas para criar uma política esportiva consistente?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt; problema é que o Brasil não tem uma filosofia de trabalho nesse sentido, não segue nenhum dos dois modelos básicos de programas esportivos que conhecemos: o de participação maciça do Estado no desenvolvimento de atletas, como em Cuba ou na China, e o de formação nas escolas e universidades, como nos Estados Unidos. Aqui não temos nem um nem outro. Estamos perdidos no meio do caminho. Apesar de dizerem que nós temos a participação do Estado nos esportes, o fato é que o Brasil privatizou - e privatizou mal - os esportes. Entregou sem critério nenhum para federações e confederações, que não passam de feudos políticos. Então, quem cuida do esporte brasileiro? As ONGs, micro-organismos pulverizados e sem uma política unificada e organizada, ou as federações e confederações. Ou seja, quando é conveniente, o esporte é público, e aí pede dinheiro ao governo para os programas das ONGs, e quando não é conveniente, quando tem que prestar contas, ser transparente, reclama-se da interferência do governo em assunto privado. Eu sou a última pessoa a ser contra privatização de alguma coisa, mas vejo claramente uma apropriação indevida do esporte brasileiro pelo setor privado. Nosso modelo é o seguinte: a gerência é privada, mas os recursos são públicos. Assim fica fácil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qualquer semelhança com a Copa de 2014 é mera coincidência?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt; Copa do Mundo é um evento da Fifa. Não é de governo de país nenhum e ninguém obriga um governo a se oferecer para sediá-la. Quem tem vontade de receber uma Copa se candidata porque quer. E desde o começo conhece as regras estabelecidas pelo dono do negócio, no caso, a Fifa. Então não vale agora, no final do segundo tempo, vir discutir se o Brasil está vendendo sua soberania ao ceder a pressões da Fifa para mudar esta e aquela legislação interna. Isso é uma bravata, uma coisa nacionalista, ufanismo bobo. Quando apresentou sua candidatura, o Brasil sabia perfeitamente onde estava se metendo. E aí fica discutindo a filigrana da meia-entrada e da venda de bebida dentro dos estádios. Aliás, deveriam aproveitar o momento para liberar de vez a venda de bebida. Isso é uma hipocrisia. Bebe-se tranquilamente nas barraquinhas em torno do estádio. E até parece que as torcidas organizadas deixam de brigar porque não podem mais beber. É simples resolver a questão da violência. O cidadão arrumou encrenca? Que ele seja retirado, fichado e impedido de voltar. A Inglaterra fez isso e funcionou...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Você falava que o Brasil conhecia as regras do jogo quando apresentou a candidatura.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;or causa do nosso histórico futebolístico, nós até gostaríamos de acreditar que para a Fifa é uma honra fazer uma copa no Brasil, o &amp;quot;país do futebol&amp;quot;. Mas a Fifa, obviamente, não poderia estar ligando menos pra isso. O que ela quer é ganhar o dinheiro dela e acabou. Ela chega, não coloca um tostão, ganha bilhões e vai embora. Isso não é novidade. O projeto da Copa no Brasil está errado desde a partida, porque foi feito pela CBF, também uma empresa privada, a fim de preservar seus feudos políticos regionais. É um projeto sem sentido. O governo brasileiro entra com dinheiro público - dinheiro do meu, do seu, do nosso imposto - em um projeto privado destinado a atender somente a interesses privados. Aí vem o BNDES e financia estádios em locais que jamais terão público suficiente para fazer um payback do investimento. Jamais. Isso é dinheiro a fundo perdido. Nem o estádio do Corinthians vai dar retorno. Teria se o clube colocasse 60 mil pessoas lá dentro em todos os jogos. Mas vemos pelo Campeonato Brasileiro que a média de público do Corinthians, que tem a maior torcida do Brasil (os flamenguistas que me desculpem), mal chega à metade disso. Se o setor privado tivesse se interessado pela construção dos estádios, o BNDES poderia financiar a transformação urbana das cidades. Eu não vou citar quais, para não melindrar prefeitos e governadores, mas tem cidade aí que certamente faria melhor uso do dinheiro do BNDES se construísse metrô e corredor de ônibus.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por que o setor privado não se interessou pelos estádios?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;or que eles não vão dar dinheiro. Fizeram algum estudo econômico sério nas sedes da Copa? Desconheço. Vamos ter estádio digno de país com renda per capita de US$ 10 mil encravados em cidade com renda per capita que é um quinto disso. Como é que a iniciativa privada vai se interessar por algo assim? Mas o problema maior é mais antigo, vem antes da Copa. Nós devíamos estar nos perguntando por que o Brasil, com toda sua força de pentacampeão do mundo e gerador de craques, não tem estádios com nível internacional até hoje. A resposta é simples: porque não tem público, a média de público é deprimente, e não tem público porque o futebol brasileiro não é feito para atender o público. Quem programa um jogo de futebol para as 10 da noite de quarta-feira não está interessado na receita gerada pelo público. Mas deveria estar, porque um tipo de geração de receita não exclui o outro. Na Europa adotam um modelo de receita tripla: tem a parte da televisão, a do público pagante e a do marketing dos clubes. Só que lá, quando você vai assistir a um jogo de futebol, o estádio é limpo, confortável, seguro, tem transporte público na porta, comida de qualidade, lojas, lugar marcado, horário decente para que o jogo seja um programa familiar e um calendário imexível. Não tem esse negócio de adiar jogo porque vai haver um amistoso inútil da seleção contra o Gabão só para satisfazer interesse de patrocinador da federação. Desse modo, o público é garantido; e público garantido faz brilhar os olhos do setor privado. Mas o que temos no Brasil? Se a CBF não faz nada direito no futebol interno, como é que podemos esperar que ela possa fazer uma Copa direito?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Você estatizaria a CBF?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;u preferiria que não fosse privada. Ao contrário do que se fez no setor elétrico, por exemplo, em que a exploração do serviço foi concedida mediante licitação, nunca houve uma licitação que desse à CBF o direito e o monopólio de representar o futebol brasileiro. Mas não tem como mudar. Não há elemento jurídico para isso. Me incomoda que a CBF não esteja preocupada com o futebol brasileiro. Não vejo problema que ela ganhe dinheiro, desde que licitamente, mas acho mal resolvido o uso que ela faz dos símbolos da Nação. A CBF não tem dinheiro público, não tem subvenção, só que usa o verde-amarelo da nossa Bandeira, canta o Hino Nacional... Quem a elegeu para fazer isso por nós e quanto ela paga ao governo para usar esses símbolos? Então, eu preferiria que ela não fosse privada. Nós brasileiros damos muito mais à CBF do que a CBF dá para nós. O futebol brasileiro não amedronta mais adversário nenhum. Jogamos de igual para igual com a Costa Rica. E eu tenho certeza que a decadência está diretamente relacionada a essa administração da CBF.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Fifa alega que pode ter prejuízo de R$ 1,8 bilhão se não houver as adequações que ela espera na Lei Geral da Copa.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;rejuízo?! Como é que ela pode ter prejuízo num negócio em que não está gastando nada? Não estou entendendo essa conta. A Fifa deve estar procurando uma desculpa, pensando se vale a pena fazer a Copa no Brasil ou não. Mas ela não vai levar o evento para outro país. A relação entre Fifa e CBF é muito forte. A Fifa só tira a Copa do Brasil se o Ricardo Teixeira (presidente da CBF) quiser, não tem nada a ver com o governo brasileiro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual a sua avaliação sobre as denúncias de corrupção contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o impacto delas na organização da Copa?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;e parece que desde o início da gestão a presidente Dilma Rousseff tinha a ideia de contar com alguém de fora do ministério para tocar a Copa. É um evento específico, não precisava misturar com o dia a dia do ministério. Mas isso não vingou. O fato de a presidente assumir o controle da Copa mostrou a importância que o governo brasileiro está dando ao evento, o que é muito bom. Dá mais moral para o cronograma, para a execução das obras. Agora os envolvidos terão de despachar diretamente com a presidente da República, e ela já tem essa imagem de gestora determinada, incisiva. Talvez seja uma boa oportunidade de colocar alguém no ministério com perfil estritamente técnico, para que a pasta deixe de ser só essa simples repassadora de verba para ONGs. &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-654903578517434884?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/654903578517434884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/entrevista-com-elena-landau.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/654903578517434884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/654903578517434884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/entrevista-com-elena-landau.html' title='Entrevista com Elena Landau'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-TllyU3SZrJw/TqR3v-mGnFI/AAAAAAAAFtg/2f5ElzhD9fs/s72-c/shot004_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-3191790542891034458</id><published>2011-10-20T20:00:00.000-03:00</published><updated>2011-10-20T20:00:01.677-03:00</updated><title type='text'>As acusações contra os ministérios</title><content type='html'>&lt;strong&gt;O ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB)&lt;/strong&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-OPCwqMrLcR4/Tp4mVfpXqwI/AAAAAAAAFlk/A3CmjL1tWMU/s1600-h/os%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="os" border="0" alt="os" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-rCMusJjN1LM/Tp4mWOfxP-I/AAAAAAAAFls/8zyh0juHgIs/os_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="305" /&gt;&lt;/a&gt;Reportagem do dia 15 de outubro da revista &amp;quot;Veja&amp;quot; aponta que o atual ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), à frente da pasta desde 2006, recebeu propina na garagem do ministério em Brasília.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo a revista, que entrevistou o policial militar João Dias Ferreira, preso no ano passado acusado de fazer parte de um esquema supostamente organizado pelo partido comunista para desviar dinheiro público usando ONGs como fachada, Silva recebeu o dinheiro das mãos de uma espécie de faz-tudo do esquema, Célio Soares Pereira.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O PM contou à &amp;quot;Veja&amp;quot; que o esquema pode ter desviado mais de R$ 40 milhões nos últimos oito anos. &amp;quot;As ONGs, segundo ele, só recebiam os recursos mediante o pagamento de uma taxa previamente negociada que podia chegar a 20% do valor dos convênios. O partido indicava desde os fornecedores até pessoas encarregadas de arrumar notas fiscais frias para justificar despesas fictícias&amp;quot;, diz a reportagem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ainda na entrevista à revista, o policial afirma que, na gestão de Agnelo Queiroz no Ministério do Esporte (antecessor de Silva), o programa “Segundo Tempo” já funcionava como fonte do caixa dois do PCdoB, e que o gerente do esquema era o atual ministro Orlando Silva, então secretário executivo da pasta.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em outra denúncia levada ao ar pelo &amp;quot;Fantástico&amp;quot;, da TV Globo, a ONG Pra Frente Brasil, conveniada da pasta, foi colocada sob suspeita de desvio de dinheiro público, que deveria atender 18 mil crianças e adolescentes. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A gerente da ONG é a ex-jogadora de basquete Karina Rodrigues e atual vereadora do PCdoB, na cidade paulista de Jaguariúna. &lt;/p&gt;  &lt;hr /&gt;&lt;strong&gt;O ex-ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB)&lt;/strong&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-pjhSoAAA-Ls/Tp4mWq6cswI/AAAAAAAAFl0/0nWNtz1osdU/s1600-h/pedro%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="pedro" border="0" alt="pedro" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-mmynS-6z3sE/Tp4mXUWlvJI/AAAAAAAAFl8/V9kjMM8Eh7g/pedro_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="305" /&gt;&lt;/a&gt;A Polícia Federal prendeu mais de 30 pessoas ligadas direta ou indiretamente ao Ministério do Turismo. Entre os detidos estavam o então secretário-executivo e número dois na hierarquia da pasta, Frederico Silva da Costa, além do ex-presidente da Embratur Mário Moysés, o secretário nacional de Desenvolvimento de Programas de Turismo, Colbert Martins da Silva Filho, e diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) e empresários.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo a PF, foram detectados indícios de desvio de dinheiro público no convênio de R$ 4,4 milhões firmado em 2009 entre o ministério e o Ibrasi.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Costa operava como secretário-executivo da pasta desde 2008, promovido pelo então ministro petista Luiz Barreto. Seu superior imediato, o ministro do Turismo Pedro Novais, foi indicado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que nega a indicação e a atribuiu à bancada do partido na Câmara.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na edição do dia 20 de agosto, reportagem da “Folha S.Paulo&amp;quot; revelou que Novais, então deputado federal, apresentou emenda ao Orçamento da União para destinar R$ 1 milhão do ministério do Turismo à construção de uma ponte em Barra do Corda (450 km ao sul de São Luís). &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O fato ocorreu em dezembro do ano passado. A licitação da obra foi vencida pela empresa Planmetas Construções e Serviços, cuja sede fica em um apartamento e tem registro falso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Depois disso, o jornal publicou reportagens mostrando que sua mulher, Maria Helena de Melo, usava irregularmente um funcionário da Câmara como motorista particular e que Novais pagou sua governanta pessoal com salário da Câmara durante os sete anos em que foi deputado federal. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No dia 14 de agosto, Pedro Novais pediu demissão do cargo e voltou para seu mandato na Câmara. &lt;/p&gt;  &lt;hr /&gt;&lt;strong&gt;O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo (PT)&lt;/strong&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-cHK79SqdBXA/Tp4mYEEmlfI/AAAAAAAAFmE/BYRTR1vBrNE/s1600-h/pb%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="pb" border="0" alt="pb" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-HHRyJWp7ldw/Tp4mYsZkxoI/AAAAAAAAFmM/t7csuzUlpoE/pb_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="173" /&gt;&lt;/a&gt;Reportagem da revista Época de 20 de agosto afirmou que o ministro das Comunicações, o petista Paulo Bernardo, teria pegado carona em um avião de Paulo Francisco Tripoloni, dono da construtora Sanches Tripoloni, que foi uma das patrocinadoras da campanha ao Senado da mulher do ministro, Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Casa Civil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A mesma empresa toca a construção do Contorno Norte de Maringá, no Paraná, cujo valor atual já é o dobro do originalmente estipulado. Bernardo, ainda como ministro do Planejamento do governo Lula, incluiu a obra no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), livrando o empreendimento da dependência de emendas parlamentares.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em nota, Bernardo classificou as denúncias como “insinuações indevidas, algumas de forma absolutamente gratuita” e se colocou à disposição do Congresso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Antes dessas denúncias, Bernardo já tinha sido citado pelo ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Luiz Antônio Pagot como um dos envolvidos em negociações de contratos para obras rodoviárias e ferroviárias em execução ou a serem executadas no Paraná.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pagot caiu junto com mais de 20 pessoas ligadas ao Ministério dos Transportes. Em audiência na Câmara, ele poupou Bernardo e chamou de &amp;quot;invencionice&amp;quot; a citação de participação do ministro petista. &lt;/p&gt;  &lt;hr /&gt;&lt;strong&gt;O ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi (PMDB)&lt;/strong&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-nZT6nk-GH0I/Tp4mZWJDxjI/AAAAAAAAFmU/9-jq5iue4Mc/s1600-h/wr%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="wr" border="0" alt="wr" align="left" src="http://lh4.ggpht.com/-MbkYlwzw-II/Tp4maJ5lZbI/AAAAAAAAFmc/wZli1YI5H4U/wr_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="173" /&gt;&lt;/a&gt;Em entrevista à revista &amp;quot;Veja&amp;quot;, Oscar Jucá Neto chamou o PMDB, partido do então ministro da Agricultura Wagner Rossi e do vice-presidente, Michel Temer, de “central de negócios&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Neto é ex-diretor financeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). Ele foi exonerado do cargo por autorizar um pagamento irregular de cerca de R$ 8 milhões à empresa de um laranja.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo Neto, a Conab estaria atrasando o repasse de R$ 14,9 milhões à empresa Caramuru Alimentos para aumentar o montante a ser pago em R$ 20 milhões. Desse total, R$ 5 milhões seriam repassados por fora a autoridades do ministério. Rossi nega todas as acusações.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Outra reportagem da “Folha de S.Paulo” dizia que Rossi transformou a Conab num cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos do PMDB. Sobre as nomeações, o ministro disse que colocou “pessoas qualificadas” na estatal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em outra reportagem, a revista &amp;quot;Veja&amp;quot; apontou a existência de relações suspeitas entre funcionários do alto escalão do Ministério da Agricultura e lobistas. Estariam envolvidos Rossi e o então secretário-executivo da pasta Milton Ortolan. No mesmo dia, Ortolan pediu demissão do cargo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já segundo reportagem do &amp;quot;Correio Braziliense&amp;quot;, Rossi e um de seus filhos, o deputado estadual Baleia Rossi (PMDB-SP), viajaram várias vezes em um jatinho avaliado em US$ 7 milhões pertencente à Ourofino Agronegócios, que tem negócios com a pasta.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No dia 17 de agosto, Rossi não resistiu às denúncias e decidiu pedir demissão do cargo. &lt;/p&gt;  &lt;hr /&gt;&lt;strong&gt;O ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR)&lt;/strong&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-E0HTWmLyTD4/Tp4mashhXYI/AAAAAAAAFmk/eQyp_p_Zvcc/s1600-h/an%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="an" border="0" alt="an" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-BGj_ab84TJs/Tp4mbQGyWjI/AAAAAAAAFms/4kURsAjKVns/an_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="173" /&gt;&lt;/a&gt;As suspeitas começaram em 2 de julho, com uma reportagem da revista &amp;quot;Veja&amp;quot;, que relatou um suposto esquema de propinas no ministério que beneficiaria o PR, partido presidido pelo então ministro Alfredo Nascimento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em decorrência das denúncias, já caíram, até o momento, mais de 20 funcionários da pasta ou de autarquias ligadas ao setor, além do próprio ministro Nascimento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A gota d'água para a saída de Nascimento do cargo foi a divulgação do jornal &amp;quot;O Globo&amp;quot; de que a empresa do filho dele, está sob investigação de enriquecimento ilícito após registrar um aumento patrimonial de 86.500% e de manter contato com empresas que têm negócios com o ministério.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com a saída do ministério, Nascimento retoma as atividades como senador eleito no último pleito. Em discurso, apontou que as irregularidades surgiram no período que não era ministro e que iniciou uma sindicância interna para averiguar as denúncias. &lt;/p&gt;  &lt;hr /&gt;&lt;strong&gt;O ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP)&lt;/strong&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-nej6DM8NN7Y/Tp4mbxH2ABI/AAAAAAAAFm0/M0iCDm9PfyU/s1600-h/mn%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="mn" border="0" alt="mn" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-qw9bkh81lyA/Tp4mclWMl6I/AAAAAAAAFm8/DKaY-d49Y2Y/mn_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="173" /&gt;&lt;/a&gt;Reportagem publicada pela a revista “Veja” no dia 20 de julho afirma que o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), oferecia uma &amp;quot;mesada&amp;quot; de R$ 30 mil para deputados de seu partido em troca de apoio interno. Em nota, ele negou as denúncias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em outra reportagem, publicada pela revista &amp;quot;IstoÉ” do dia 30 de julho, afirma que Negromonte favorece empreiteiras que contribuíram na campanha eleitoral do partido em 2010.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo as acusações, o ministério também liberaria recursos para obras classificadas como &amp;quot;irregulares&amp;quot; pelo TCU (Tribunal de Contas da União).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em nota, ministro afirmou que as verbas destinadas às obras citadas pela reportagem foram aprovadas mediante projetos e licitações, e que os contratos foram realizados antes dele assumir o cargo. &lt;/p&gt;  &lt;hr /&gt;&lt;strong&gt;A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT)&lt;/strong&gt;   &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-Aesp3IjdHLM/Tp4mdSadPPI/AAAAAAAAFnE/7-4ScVrUF9s/s1600-h/gh%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="gh" border="0" alt="gh" align="left" src="http://lh5.ggpht.com/-4Ebyv-_FYyk/Tp4md687adI/AAAAAAAAFnM/wdCZ4vtOLDg/gh_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="173" /&gt;&lt;/a&gt;Reportagem da revista “Época”, de 20 de agosto, afirmou que a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), e seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, utilizaram um avião da construtora Saches Tripoloni, que foi uma das doadoras da campanha dela ao Senado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A mesma empresa toca a construção do Contorno Norte de Maringá, no Paraná, cujo valor atual já é o dobro do originalmente estipulado. Bernardo, ainda como ministro do Planejamento do governo Lula, incluiu a obra no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), livrando o empreendimento da dependência de emendas parlamentares.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por meio de nota, Gleisi afirmou que não utilizou aviões de particulares “no exercício do cargo público” e que, durante a campanha eleitoral ao Senado, os aviões fretados que usou tinham “contrato de aluguel firmado”. &lt;/p&gt;  &lt;hr /&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-rqDwhuW8q2g/Tp4mesYV2LI/AAAAAAAAFnU/IIKeydJSteQ/s1600-h/shot004%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 10px 0px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="shot004" border="0" alt="shot004" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/-s6KkqMJ-918/Tp4mfczSapI/AAAAAAAAFnc/U9SP9RYc2tY/shot004_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="220" height="276" /&gt;&lt;/a&gt;A revista &amp;quot;Época&amp;quot; publicou reportagem com base em vídeos, documentos e cheques, que integram uma investigação sigilosa do Ministério Público Federal e da Polícia Federal sobre irregularidades na ANP (Agência Nacional do Petróleo), autarquia especial vinculada ao Ministério de Minas e Energia, sob o comando de Edison Lobão (PMDB).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em uma das gravações, dois assessores da agência exigem propina de R$ 40 mil para resolver um problema de um cliente. A reportagem também obteve a cópia de um cheque que um dos assessores da ANP recebeu de um advogado ligado ao maior adulterador de combustível do país.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em nota, a agência afirma que as denúncias são de mais de dois anos atrás e que os chamados &amp;quot;assessores&amp;quot; da ANP já estão fora da instituição. O ministério ainda não se manifestou. &lt;/p&gt;  &lt;hr /&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O ministro do Desenvolvimento Agrário,&amp;#160; Afonso Florence (PT) e a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira (sem partido)&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-DudD0PoHOhI/Tp4mf6Aw93I/AAAAAAAAFnk/3WkUC3WMISY/s1600-h/af%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="af" border="0" alt="af" src="http://lh3.ggpht.com/-2iiHPP4oI8k/Tp4mg1exrNI/AAAAAAAAFns/i_UrWwbR50A/af_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="382" height="253" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Reportagem do programa “Fantástico” de julho mostrou a venda de lotes que deveriam ser destinados para famílias beneficiadas pela reforma agrária. Outra denúncia se refere a madeireiros que destroem florestas em áreas destinadas à reforma agrária na região Norte do país. O esquema envolveria integrantes de cargos de confiança do governo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em nota, o Incra afirmou que as denúncias serão apuradas e relatórios serão enviados para a Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para que esses órgãos investiguem os responsáveis. Caso não seja possível a retomada administrativa dos lotes, a autarquia entra com ação judicial pedindo a reintegração da posse.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como a denúncia envolve a reforma agrária e uma área de proteção ambiental, os ministros Afonso Florence (Desenvolvimento Agrário) e Izabella Teixeira (Meio Ambiente) estão sendo questionados por parlamentares.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em audiência na Câmara dos Deputados, a ministra afirmou que a responsabilidade é dos Estados e municípios que liberaram algumas das licenças para as construções, mas em todos os casos os proprietários respondem na Justiça e correm o risco de terem as construções demolidas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No caso das áreas de assentamentos vendidas - o que é ilegal -, Florence garantiu que o Incra já briga para tomar as terras de volta e os responsáveis respondem por processo criminal. &lt;/p&gt;  &lt;hr /&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fonte: UOL Notícias&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-3191790542891034458?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/3191790542891034458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/as-acusacoes-contra-os-ministerios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3191790542891034458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3191790542891034458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/as-acusacoes-contra-os-ministerios.html' title='As acusações contra os ministérios'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-rCMusJjN1LM/Tp4mWOfxP-I/AAAAAAAAFls/8zyh0juHgIs/s72-c/os_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-5330707249021318402</id><published>2011-10-09T19:11:00.001-03:00</published><updated>2011-10-09T19:11:10.522-03:00</updated><title type='text'>Aécio: “Eu estarei pronto, seja Lula ou Dilma.”.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Entrevista concedida à jornalista Christiane Samarco, publicada em “O Estado de S. Paulo”, edição de 09.10.11.&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-Tmt8XwU4c3A/TpIb-PiFSNI/AAAAAAAAFY0/cCPrJF8Q58s/s1600-h/shot005%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot005" border="0" alt="shot005" src="http://lh4.ggpht.com/-H33h6YtTXFA/TpIb_FfxcpI/AAAAAAAAFY4/IFQBZgVQ-HQ/shot005_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="420" height="337" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que se vê hoje no cenário nacional, projetando 2014, são duas candidaturas presidenciais no campo do governo: Lula ou Dilma Rousseff. Como a oposição não se colocou, as pressões já começaram. Os 41 deputados tucanos que se reuniram com o sr. há dez dias, para pressioná-lo a assumir uma pré-candidatura, têm razão de estar ansiosos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Conter essa ansiedade é uma das questões às quais tenho me dedicado. Mas acho muito bom que o PSDB tenha outros nomes, que serão discutidos na hora certa. José Serra é um nome que o partido terá de avaliar, por seu capital eleitoral e pela experiência política que tem. O governador Geraldo Alckmin (SP) é um nome sempre lembrado, como também são os governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR). É muito bom que o partido tenha quadros que possam despontar amanhã como candidatos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E qual é o seu projeto para 2014?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que eu disse aos companheiros do PSDB é que estarei à disposição do partido para cumprir meu papel, seja como candidato ou apoiador de um candidato que eventualmente tenha melhores condições de disputa do que eu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O sr. tem disposição para disputar a eleição presidencial com Dilma ou Lula?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se essa for a vontade do partido, estarei pronto para disputar com qualquer candidato do campo do PT, seja Lula ou Dilma. Eu disse com muita clareza aos deputados que não temos de nos preocupar se é Lula ou se é Dilma. Com cada um será um tipo de campanha. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Contra Lula seria uma campanha mais fácil, ou mais difícil? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acho, sinceramente, que é muito difícil alguém na Presidência, com a possibilidade da reeleição, deixar de disputar. Mas, se a disputa for com o ex-presidente Lula, acho que as diferenças ficarão ainda mais claras. Será a disputa da gestão pública eficiente contra o aparelhamento da máquina pública; a disputa da política externa pragmática em favor do Brasil versus a política atrasada em favor dos amigos. Será o futuro versus o passado. Mas deixo que o PT escolha seu candidato, da mesma forma como o PSDB escolherá o seu no momento certo, e não necessariamente serei eu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O sr. está dizendo que contra Lula pode ser até mais fácil? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nenhuma eleição será fácil, mas, seja quem for o candidato, entraremos na disputa de forma extremamente competitiva. Serão eleições com perfis diferentes. Não temo nenhuma das duas. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em 2010, tucanos de São Paulo e dos demais Estados se confrontaram na escolha do candidato a presidente, mas agora o PSDB paulista está dividido. Isso facilita a busca por um nome de consenso em 2014?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não vejo dessa forma. Acho que o PSDB amadureceu o suficiente para ver que, ou vamos todos unidos de verdade, ou não teremos êxito. E o PSDB tem figuras extremamente relevantes nesse processo. O governador Alckmin é uma liderança nacional com condições até de ser o candidato com êxito. O senador Aloysio Nunes é um dos mais qualificados quadros do Congresso e será um instrumento importante na construção da unidade do partido, seja em torno de quem for, e incluo aí o companheiro José Serra. O presidente FHC terá sempre um papel de orientador maior. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O sr. tem disposição para disputar eleições prévias no PSDB?     &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu estimulo as prévias. Essa proposta foi sugestão minha lá atrás, e defendo que elas ocorram no maior número possível de lugares onde houver mais de um candidato, já nas eleições municipais. Acho a prévia um instrumento de mobilização e de comprometimento do partido em torno de um projeto. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;As candidaturas presidenciais do PSDB foram basicamente sustentadas pelo DEM e pelo PPS. O esvaziamento do DEM pelo PSD sugere um novo quadro de alianças já para 2012? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O DEM perdeu espaço, realmente, mas nós do PSDB somos alternativa ao País não pelo número de cadeiras que temos, mas pelo que representamos, e por nossa capacidade de pensar, ousar e despertar confiança em parcelas importantes da sociedade. Defendo, para 2012, o que eu já defendia em 2006 e 2010, que é nós termos um leque cada vez mais amplo de alianças. E não o fiz apenas retoricamente. Exercitei isso na prática, pois em Minas nossa aliança é extremamente ampla, com partidos hoje da base do governo federal, como o PSB, o PDT, o PP. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Que papel terá o PSD nesse novo quadro? Ele está na mira do PSDB?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O PSD nasce a partir de uma liderança - o prefeito Gilberto Kassab (SP), que teve muita proximidade com o governador José Serra. Essa relação sempre existirá. O PSD apresentou-se como uma oportunidade de uma janela política para lideranças que estavam em dificuldades nos seus partidos e vejo que muitos dos novos integrantes da legenda têm relação conosco em nossas bases. Não tenho avaliação clara sobre qual será o papel do PSD, mas vejo com muita naturalidade que alguns setores do PSD tenham mais afinidade conosco do que com o PT. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual o quadro de alianças que o senhor vislumbra para 2014?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Teremos um quadro de alianças muito diferente do atual. O PSDB tem dois anos para se viabilizar como partido que tem a ousadia e a generosidade de ampliar suas alianças e apresentar ao País uma proposta que vá além do projeto de poder. Que seja um projeto de transformação. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;É este o desafio do PSDB agora? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na prática, estamos procurando refundar o PSDB em seu discurso. Temos de voltar a ser, aos olhos da sociedade brasileira, o interlocutor confiável que tem espírito público. As pesquisas mostram com muita clareza que a população confia nos líderes do PSDB e respeita nossas administrações estaduais mais do que outras. Temos de mostrar que somos capazes de projetar para o futuro um País mais eficiente, mais desenvolvido, com pessoas mais qualificadas por uma educação de qualidade. O PSDB tem de se apresentar como partido que tem a nova agenda para o Brasil. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Que agenda é essa? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O projeto original que trouxe o Brasil até aqui é do PSDB, mas o que está em execução agora é um software pirata. Nos temos de trabalhar muito para recolocar o original no lugar, porque o modelo que está aí se exauriu. Não apresenta nada e nada fala à saúde pública de qualidade. Na gestão FHC, fizemos a universalização do acesso à educação. Que qualificação essa educação teve de lá para cá? Absolutamente nenhuma. Do ponto de vista da gestão, não há novidades além da ampliação absurda de cargos públicos, com quase 40 ministérios funcionando sem nenhuma eficiência.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Já há parcerias PSDB-PSB em quatro Estados: SP, MG, PR e PB. Isso é meio caminho andado para uma aliança nacional em 2014, ou ainda falta pavimentar esse caminho? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não seria correto dizer que faremos uma aliança amanhã com o PSB, que hoje participa da base do PT e tem cargos no governo. Vamos esperar que as coisas aconteçam com naturalidade. Temos é de construir nosso discurso para agregar as forças que com ele se sintam à vontade. Esse é nosso papel. O tempo dirá que forças estarão a nosso lado. Só não acho fácil que, pela heterogeneidade do pensamento das forças políticas que convivem hoje sob o guarda-chuva do governo, elas cheguem todas unidas até o final. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Belo Horizonte vai apoiar a reeleição do prefeito Márcio Lacerda? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu deleguei essa questão para que a direção estadual do partido a conduzisse lá. A candidatura própria não está descartada, mas há uma conversa avançada no sentido da continuação da nossa participação no governo correto de Márcio Lacerda. Um governo que lançamos lá atrás com muita desconfiança, mas que faz uma gestão muito bem avaliada. Acho até que há uma afinidade muito maior de Lacerda conosco, na forma de governar e no que ele pensa, do que com o PT. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pesquisa interna mostra que o PSDB perdeu suas principais bandeiras para o PT. Dos medicamentos genéricos à Lei de Responsabilidade Fiscal, projetos do partido são mais creditados a Lula do que a FHC. Tem como recuperar essas bandeiras?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minha avaliação não é nada pessimista em relação ao PSDB e ao nosso futuro. Mesmo depois de três derrotas nas disputas presidenciais, a pesquisa nos coloca de forma muito clara como a principal alternativa ao modelo que está aí e que a meu ver chegará exaurido ao fim de 12 anos de poder. Se traz o alerta de que nosso principal erro foi negar o legado de Fernando Henrique, ela também aponta os erros cometidos no período pós-FHC. Pela primeira vez uma pesquisa mostra que a corrupção, o aparelhamento da máquina e a ineficiência da administração pública são questões que colaram de forma clara no PT. Temos nossos problemas, mas aqueles contra os quais disputaremos têm os deles, e são graves. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E como o PSDB vai tomar posse do legado que relegou? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um partido não cria raízes na sociedade sem bandeiras e sem agenda. A pesquisa mostra que 70% da população tem a percepção de que o Brasil começou a melhorar a partir do governo FHC e do Plano Real, e vem melhorando sucessivamente. Vamos enfatizar muito isso nas nossas próximas ações, falando do legado do PSDB e do nosso futuro. Somos o único partido com condições de se apresentar com uma nova agenda para o Brasil, até porque a agenda em execução hoje pelo PT é a que propusemos lá atrás, no governo FHC. É a estabilidade econômica, a política macroeconômica de metas de inflação, câmbio flutuante, superávit primário, modernização da economia com as privatizações e o Proer, que deu estabilidade ao sistema financeiro brasileiro. O PT não apresentou uma agenda nova. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mas o fato é que a presidente Dilma está com a popularidade em alta nas Regiões Sul e Sudeste, onde o PSDB sempre teve mais apoio popular. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É absolutamente natural que ela tenha uma boa avaliação neste momento, até porque existe uma comparação com o presidente Lula e algumas diferenças de personalidade e de comportamento. Nossa disputa lá adiante não vai se dar entre o céu e o inferno, entre os que acertam tudo e os que erram tudo. Vamos discutir modelos. Eu não tenho a dificuldade permanente que o PT tem de reconhecer méritos nos adversários. Lula teve acertos. O principal deles foi a manutenção da política macroeconômica, e o adensamento dos programas sociais foi seu o segundo maior acerto. Mas teve grandes equívocos. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No balanço geral, o governo Lula foi o mais popular desde a redemocratização. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O presidente Lula passou oito anos surfando nas medidas que foram implementadas por FHC - a estabilidade é a principal delas. Pôs um tucano no Banco Central e ficou negando tudo, como se não houvesse um Brasil antes dele. Isso é um erro e até uma certa falta de generosidade com o País. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Olhando para trás, quais foram os grandes equívocos do governo Lula? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O aparelhamento da máquina pública como jamais se viu antes neste país foi o mais grave deles, porque abriu o caminho para a corrupção generalizada dentro do governo. E quem diz isso não sou eu. É a presidente Dilma, no momento em que demite da forma que fez figuras notórias próximas ao governo anterior. E a outra grande lacuna que o governo passado deixou foi, em um ambiente de prosperidade econômica, altíssima popularidade pessoal do presidente e ampla base no Congresso, Lula não ter encaminhado nenhuma das reformas estruturantes que poderiam estar permitindo, aí sim, que o Brasil tivesse muito mais protegido contra eventuais crises. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Que avaliação o senhor faz hoje do governo Dilma? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É um equívoco falar em governo Dilma, porque esta administração está no nono ano. Não dá para ela se apropriar dos êxitos e se eximir dos equívocos do antecessor. Em termos de gestão pública, esses nove anos de PT foram um atraso. Nós andamos para trás. Diferentemente do que ocorre em vários Estados, o governo federal não estabeleceu um mecanismo de metas ou de avaliação que avançasse no sentido de uma gestão pública de maior qualidade. E, infelizmente, a presidente caminha na mesma direção que caminhou o governo Lula. Não há por parte do governo nenhuma articulação nem demonstração de vontade política de enfrentar contenciosos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor acha que ela perdeu o timing de fazer reformas? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O presidente Lula teve um momento extremamente favorável para encaminhar reformas no campo tributário, previdenciário e do próprio Estado brasileiro, contando com o apoio da oposição - e eu me incluo nesse apoio, mas optou por não enfrentar. Eu aprendi que as grandes reformas se fazem no início do governo, quando se tem capital político, se tem uma autoridade ainda sem qualquer desgaste para poder impor de alguma forma essas reformas àqueles que lhe apoiam. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mas ela está fortalecida por essa imagem de quem fez a faxina contra a corrupção. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O PT abriu mão de ter um projeto de País para se satisfazer com um projeto de poder. Algumas figuras do PT, a quem respeito, concordarão comigo. Vai chegar ao fim desses 12 anos de poder e vamos fazer um grande benefício ao PT, levando-o novamente à oposição, para que possa resgatar sua origem e valores que perdeu ao longo de sua trajetória. O PT foi um partido muito importante para o Brasil, que representava a classe trabalhadora, mas ao longo do exercício do poder se perdeu e se tornou igual e, em alguns aspectos, pior que os outros. Nosso esforço é para que o PT possa reciclar-se na oposição. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O sr. falou em fazer um favor ao PT, recolocando-o na oposição, mas correligionários seus dizem que é sua atuação, no campo da oposição, que está um pouco apagada no Senado.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Política é a arte de administrar o tempo. Cada um tem sua forma de agir e sua personalidade. Vamos aguardar se o tempo mostra se estou equivocado, ou não. Nosso grande esforço agora, ao qual tenho me dedicado além das questões legislativas, é no campo partidário, ajudando o presidente Sérgio Guerra na reorganização estrutural do partido. Um partido que tem um projeto nacional como o PSDB não pode deixar de ter representação nacional em sete Estados (AM, RO, DF, MT, RN, PI, SE) como ocorre hoje. Então, estamos reciclando o partido nesses Estados e abrindo para alianças, inclusive visando ao futuro.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-5330707249021318402?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/5330707249021318402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/aecio-eu-estarei-pronto-seja-lula-ou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5330707249021318402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5330707249021318402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/aecio-eu-estarei-pronto-seja-lula-ou.html' title='Aécio: “Eu estarei pronto, seja Lula ou Dilma.”.'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-H33h6YtTXFA/TpIb_FfxcpI/AAAAAAAAFY4/IFQBZgVQ-HQ/s72-c/shot005_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-9148154579857335286</id><published>2011-10-09T17:39:00.001-03:00</published><updated>2011-10-09T17:39:13.929-03:00</updated><title type='text'>O tempo passa...</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Autor: João Jenidarchiche.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-P6iEYK446Qc/TpIGa2nmx7I/AAAAAAAAFYk/ZnoT7LUEivM/s1600-h/Posterglostora%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Posterglostora" border="0" alt="Posterglostora" src="http://lh4.ggpht.com/-Cl1SePbfkL0/TpIGb7l-gtI/AAAAAAAAFYo/-FSy3LBUFvE/Posterglostora_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="271" height="386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aqui entre nós:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você já leu “O Esporte” – “O Governador” – “Folha da Manhã” - “O Correio Paulistano” - “A Hora” – “O Pasquim” - “Tico Tico” “Noite Ilustrada” – “Folha da Noite” – “Notícias Populares” - “Revista do Rádio” - “A Cigarra” - “Realidade” - “O Cruzeiro”? Falando em Cruzeiro, lembra do Amigo da Onça?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A azia era tratada com Sal de Frutas ENO, ou com Sal de Uvas Picôt?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já andou de Romiseta, de Lambreta, de Cadilac, de Pontiac, de Aéro Willys, de Fissori, de Vemaguete, de Doufini, de Gordine, de Simca Jangada, de Mércury, de Rabo de Peixe, de Packard, de Hudson, de Buick, de Nasch, de De Soto, de Simca Chambord, de Esplanada?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E de bonde, chegou a andar? Aquele aberto ou o camarão?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Juntou Figurinhas das Balas Futebol? Das balas seleções? E das balas Pão Duro? Você colava as figurinhas com Goma Arábica ou cola feita com água e farinha de trigo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tua bicicleta era Monark ou Bianchi?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Conheceu os Móveis de Aço Fiel?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já ofereceu uma música para alguém em parque de diversão ou quermesse? Era música da Libertá Lamarque?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando resfriado, tomou injeção de Eucaliptol? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Seu pai usava chapéu Prada, Cury ou Ramenzzoni? E palheta, você chegou a usar? Boina também?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra quando todas as geladeiras eram brancas e todos os telefones eram pretos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já teve um terninho de marinheiro? Tirou fotografia com algum?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já matou passarinho com estilingue? E com visgo, pegou algum?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a ter uma calça Rancheiro, feita de brim Curinga, “aquele que não encolhe”?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O café de sua casa era Piloto, Jardim, Caboclo, Paraventi, ou Jambo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sua mãe utilizava ovo de madeira para coser as meias? E a linha era Corrente?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tua mãe te dava Limonada Purgativa, Lacto Purga, Magnésia Leitosa, Salamargo, Entero Viofórmio, Magnésia de Philips, Óleo de Ríssino, Magnésia Bisurada ou Magnésia São Pelegrino?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já dançou boleros ao som de discos do Trio Los Panchos, de Benvenido Granda, de Gregório Barros, de Lucho Gatica? Os discos eram da RCA Vitor, Philips, Continental, Odeon, Copacabana ou Poligran?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tua TV era Semp, Windsor, Admiral, Colorado, Empyre ou Zenith?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Seus ídolos eram o Rock Lane, o Zorro, O Búfalo Bil, o Fantasma, o Durango Kid, Roy Rogers, o Tom Mix ou o Hopalong Casside?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você fumou cigarros Aspásia, Saratoga, Sir, Negritos, Conchitas, Star, Fulgor, Yolanda, Everest, Lincoln, Luiz XV, Misbela, Vai e Vem, Hípicos, Petilondrinos, Macedônia, Pulmann, Castelões, Liberty, Astória, Columbia, Monitor, Kent, Beverly, Fio de Ouro, Lord, Big Bem, Líricos, Elmo liso e com ponta, Neusa? E cigarrilhas Tálviz?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E cigarro mentolado (já comprado pronto ou você passava o bastão de menta no papel)?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a cheirar rapé? Fez cigarro de folha de jornal? E de talo de xuxu? De cigarrinho de chocolate aposto que você gostava.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assistiu Marcelino Pão e Vinho? Lá Violetera? Sangue e Areia? Ben-Hur? Tempos Modernos? Volta ao Mundo em 80 dias? 20 Mil Léguas Submarina?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Jogou futebol com bola de capotão? Usava chanca? Passava sebo nela? Jogava de alf direito, alf esquerdo ou center alf? O goleiro do teu time usava joelheira? Você usava gorrinho?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Era chegado num drops Kids ou Dulcora?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Usa até hoje Leite de Colônia ou Leite de Rosas?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra das Molas Suedem (aquelas que nunca cedem)?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra das orquestras Copacabana, Roberto Ferri, Sílvio Mazzuca, Perez Prado, Biribas Boys, Osmar Milani, Erlon Chaves, Radamés Inghatalli? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por falar em baile, você ia com calça boca de sino?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você é do tempo em que os padres rezavam missa de costas para os fiéis?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra quando a bateria de carro era chamada de acumulador? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra dos acumuladores Heliar e Saturno?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você já dormiu numa cama Patente? O colchão era da Probel?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Teu sanfoneiro preferido era o Sivuca, o Mário Zan, o Carlinhos Mafazzolli, o Ucho Gaeta, a Adelaide Chioso ou o Mário Genari Filho? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E no cavaquinho: Valdir Azevedo ou Jacó do Bandolin?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já teve um bibloquê?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a conhecer algum pracinha da FEB?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra das missas rezadas em latim?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por falar em missa, lembra que as mulheres usavam véus para comungar?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na tua casa já teve moringa? E filtro Sallus?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já usou ternos risca de giz? Usava gravata com prendedor? Colocava distintivos na lapela e lencinho no bolso do paletó? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já usou fitinha preta na lapela em sinal de luto? Chegou a usar colete? E suspensório? E cachecol?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já teve relógio de bolso? Aposto que o de pulso era Mirvani, Movado, Eska, ou Mido, certo? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Usou camisa Volta ao Mundo? E abotoaduras?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a assistir o seriado A Deusa de Joba?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Usava nos cabelos &lt;b&gt;Quina Petróleo Sandar&lt;/b&gt;, Seiva Rica Flora, Brilhantina Royal, Royal Brilhante, &lt;b&gt;Glostora&lt;/b&gt;, Gumex, Óleo de lavanda Bourbon, Óleo Dirce? Após a barba, usava Aqua Velva?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E o teu pente era Flamengo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você usava gintan ou sem-sem? E Astringosol?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acompanhou O Direito de Nascer, Escrava Isaura, Estúpido Cupido, Irmãos Coragem, Redenção?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já teve um radinho Spicka?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nos olhos pingava Lavolho ou Colírio Moura Brasil?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Bebia Fogo Paulista, Biter, Creme de Ovos, Grapete, Kimel, Amargo Gambarota, Ferro Quina Bisleri, Trentini, Vinho Quinado, Genciana, Anisete, Passarela? Chegou a tomar a Cerveja Preta Mossoró?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Usava meias Lupo e Lobo? E lenços Presidente?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Voou pela Real Transportes Aéreos (aquela do corcundinha) e pela Cruzeiro do Sul? E nos Dart Herald da Sadia? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já tomou Cebefosfan, Licor de Cacau Xavier, Regulador Xavier, Pílulas de Vida do Doutor Ross, Pílulas de Lussem, Cibalena, Emulsão de Scott, Elixir de Capeba Composto, Hepacolan Xavier, Cafiaspirina? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A tosse, era curada com Fimatosan? E a bronquite com Rhum Creosotado? Tomou Biotônico Fontoura? Se tomou aposto que leu o livro de Jeca Tatu. Certo? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já teve um par de sapatos Clark?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já tomou vinho Reconstituinte Silva Araújo? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lavava-se com sabonete Lifeboy, Eucalol, Vale Quanto Pesa, Carnaval ou Linda Ross? Após o banho chegou a usar o talco Ross? E o óleo e o talco Jonhson? Chegou a usar creme Rugol, Antissardina, pomada Minâncora? E Creme Ponds?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já tomou Cremogena?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tua mãe lustrava os móveis com óleo de Peroba ou com Lustrol?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Teve uma máquina fotográfica Kapsa? Aquela de caixão?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando bebê, em dor de ouvido, sua mãe lhe ministrava Aurissedina? Vai dizer que ela nunca aqueceu um pano com óleo Singer quente e colocou-o sobre seu ouvido.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por falar em mãe ela usava cera Dominó, Fidalga ou Parquetina? E a preferência era por sabão Campeiro, Cristal, Solevante, Moreninho, Vencedor ou Platino? Aposto que já usou sabão de cinzas também, certo? Desculpe a intimidade: usou papel higiênico Tico Tico?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E sabão em pó era Lux ou Rinso?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A máquina de costura de sua mãe era Vigorelli, Singer ou Elgin?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sua mãe tinha preferência por qual óleo: Lírio, Solevante, Delícia ou Salada?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A maça de tomate (atual extrato de tomate), era Amália?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aposto que teus cintos e carteiras eram da Lazko. Certo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já usou piteira?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já colocou azul de metileno nas balas dadas aos amigos? Por falar em balas lembra das balas Paulistinha e balas e doces Confiança?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já teve um violão Del Vechio? Um Di Giorgio? E uma harmônica Rampazzo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já escalou um pau de sebo em festa junina?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já usou aquela pulseirinha de cobre para reduzir a pressão arterial?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tua caneta era Park 21, 51 ou Sheafers?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Usou creme dental Signal (aquele das listas vermelhas) e Eucalol?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a jogar batalha naval?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já teve uma Gaita Hering?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sua mãe usava ferro a carvão? Ela passava escovão no assoalho?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Desculpa a intimidade mas você se lavava em tina ou em bacia? Esfregava-se com bucha?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a se comunicar na língua do P?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra dos lanterninhas no cinema?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou acender cigarro no sol, com lente de óculos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já assistiu a Paixão de Cristo em circo? E Deus lhe Pague?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tomava Toddy, Vic Maltema ou Ovomaltine? E Arrozina? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sua mãe usava colorau?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vocês tinham Super Flit? E Espiriteira?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para insetos era Detefon ou Neocid?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para brilho no alumínio era Cito Pox?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para clarear as roupas brancas usava o Anil Colmann?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para engomar a camisa do pai era com Goma Pox?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Gostava de Alvarenga e Ranchinho, Jararaca e Ratinho, Torres Florêncio e Rieli, Titulares do Ritmo, Quatro Azes e um Curinga, Bando da Lua, Dupla Ouro e Prata, as Irmãs Galvão, Bob Nelson, Cascatinha e Inhana, Motinha e Nha Fia, do Zé Fidelis, do Pagano Sobrinho, Nhô Totico, da Nhá Barbina, Wilma Bentivegnha, do Ivon Cury, Ciro Monteiro, Caco Velho, Agostinho dos Santos, Altemar Dutra, Nora Ney, do João Dias (nem falo de Francisco Alves, do Mazzaropi, do Fuzarca e Torresmo, do Pimentinha e Arrelia, do Piolim, Carequinha, do Vicente Leporaci, Amaro César, Enzo de Almeida Passos, Moraes Sarmento, Henrique Lobo, Blota Júnior, Sonia Ribeiro, Randal Juliano, Maria Estela Barros, Odair Batista do arquivo musical? E do J. Silvestre? Lembra do regional do Rago? E do regional do Santana? E do Zimbo Trio?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já teve uma mala da Primícia? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já usou cueca feita com saco de farinha?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra dos móveis provençal?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a ver a tua mãe abanando o fogão à lenha com tampa de panela?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na dor de dente você usava Guaiacól? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a ser operado da garganta e do apendicite (É que hoje em dia tais operações são muito raras)? Por falar em garganta, com o que sua mãe pincelava a sua?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Assistia as séries Bonanza, Bat Masterson, Vigilante Rodoviário, Rin Tim Tim? Lembra das trapalhadas do Sargento Garcia na série do Zorro?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Gostava da voz do Walter Foster? e da do Hélio Ribeiro? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você tinha radio vitrola? E relógio Cuco?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sua irmã brincava com bambolê? Usava calças da Levis, blusa de banlon e saia plissada? O pano era do Tecidos Zogby?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ouvia a PRK 30? a Escolinha de dona Olinda, o Edifício Balança mais não cai, O pic up do Pica Pau, Hoje é domingo, Grande Jornal Falado Tupy, Parada de Sucessos, Hora da Ave Maria (com Pedro Geraldo Costa), Repórter Esso, O crime não compensa, Cadeira de Barbeiro, Expresso da Alegria, Broto também tem saudades, Astros do disco, Na beira da túia, Histórias das malocas, Família Trapo, Entrega do prêmio Roquete Pinto, Esta noite se improvisa, O céu é o limite, Concerto para a Juventude, Gincana Kibon?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sua mãe moia toucinho para fazer banha, ou já utilizava a Gordura de Coco Brasil?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já tomou raspadinha de gelo com groselha?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a ter um par de alpargatas roda?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já teve sapatos de verniz?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por falar em sapatos, aposto que você já usou aquelas chapinhas na biqueira e no salto para reduzir o desgaste do couro da sola, certo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Viu algum filme em terceira dimensão?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sua mulher levou enxovais Artex para o casamento?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A tua vedete preferida do teatro rebolado era a Elvira Pagã, Luz Del Fuego, Mara Rubia, Carmem Verônica, Virgínia Lane (a vedete do Brasil) Sonia Mamede, Renata Fronzi ou Marli Marley?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra do Topo Gigio? E do Sigismundo? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já escorregou em Tobogã?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já fez anel com caroço de Jatobá? Brincou de unha na mula? Jogou figurinha à bafo?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Lembra do Biriba (mascote do Botafogo) e do Biriba do tênis de mesa? E biribinha, chegou a comer em festas de aniversário e de casamento?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Chegou a pedir benção e santinho para padre?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Teu ídolo do volante foi: Chico Landi, Ascari, Farina ou Juan Manoel Fangio?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Você saia na chuva com galocha e capa de chantung?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Teu lápis era John Faber ou Castell? &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É meu, o tempo passa...&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-9148154579857335286?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/9148154579857335286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/o-tempo-passa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/9148154579857335286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/9148154579857335286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/o-tempo-passa.html' title='O tempo passa...'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-Cl1SePbfkL0/TpIGb7l-gtI/AAAAAAAAFYo/-FSy3LBUFvE/s72-c/Posterglostora_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-6022574899825599767</id><published>2011-10-02T19:58:00.001-03:00</published><updated>2011-10-02T19:58:53.676-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Frances Hagopian</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Entrevista concedida por Frances Hagopian, cientista política de Havard, aos jornalistas Gabriel Manzano e Roldão Arruda, publicada em “O Estado de S. Paulo”, edição de 02.10.2011.&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-88vIfpMOrvY/Tojsp4sUrlI/AAAAAAAAFRE/OcwZgUrNFhY/s1600-h/shot006%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot006" border="0" alt="shot006" src="http://lh3.ggpht.com/-_QuzGjH5Yj0/TojsrPZGoqI/AAAAAAAAFRI/6eCDT5-dU2Q/shot006_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="370" height="372" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;● Há uma grande insatisfação, no Brasil, com os partidos e os políticos. O governo tem uma aliança de 14 partidos, manda demais, domina o Legislativo...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É a mesma queixa que se faz no Chile, em países da Europa, até nos Estados Unidos. Lá a Casa Branca envia uma reforma da saúde, ou leis para o meio ambiente, e elas ficam 18 meses até mais, encalhadas. Isso de fato complica a democracia, pois os governos acabam não dando respostas a questões urgente da sociedade. Mas acho que, no geral, a democracia amadureceu por aqui, está melhor do que há 20 anos. Os partidos, pelo menos os grandes, se fortaleceram. Refiro-me a dois ou três, os âncoras, com grandes bancadas e com presidenciáveis.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;● Um desses âncoras, o PSDB, vive um momento difícil. O PT incorporou as bandeiras da social-democracia e ele perdeu espaço, votos e o discurso. De que modo deveria reagir?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nos anos 90, na Inglaterra, ocorreu o mesmo. Tony Blair levou o Partido Trabalhista para o centro e os conservadores ficaram sem chão – e isso durou 15 anos. Também no Chile se fez a Concertación e foi a mesma coisa. Isso é parte do jogo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;● Mas aqui o PSDB precisa encontrar um rumo. De que modo?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que a democracia social viveu aqui foi interessante. Por razões ideológicas, que eu entendi, o partido deu um primeiro passo à direita, para reformar o Estado. Perceberam que não dava para avançar em saúde ou educação com um Estado desestruturado, na bancarrota. Precisavam recuperar a solvência fiscal, vender as empresas de aço, depois outras, fazer uma reforma administrativa, a previdenciária. E veja, foi o PSDB que deu essa guinada para a centro-direita. Pois agora devia assumir o que fez, valorizar metas como os investimentos na infraestrutura, sanear o sistema fiscal. Acredito que eles podem destacar-se nesse espaço, de centro-direita, se tiverem coragem para fazer isso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;● Mas uma guinada para a direita, por menor que seja, é política e eleitoralmente arriscada. No Brasil ‘é proibido’ ser de direita...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não estou dizendo que um partido da social-democracia deva “se reinventar” como partido de direita. A coragem de que falo é para debater metas concretas, ousadas. Seria um bem para o País. O debate político aqui tem áreas de consenso, como melhorar a educação, que é tarefa urgente para se chegar à justiça social. Mas você pode ter um grande projeto, que inclua novas reformas, modernizar portos, atacar de fato toda a infraestrutura. Isso pode ser feito de diferentes maneiras, e uma delas é diminuindo o tamanho do Estado, para recuperar recursos e destiná-los, aí sim, às urgências sociais. Como se vê, estas são causas da social-democracia. Sei que isso nos leva a outra questão, que é a de definir o que é uma social-democracia em 2012. É um bom debate. Sabemos que ela é certamente diferente dos anos 90 ou dos anos 70. O País teria muito a ganhar abrindo essa discussão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;● Como fica o PT nesse cenário?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O problema das esquerdas, como já se viu na Europa, sempre foi descobrir como se manter fiel às suas bases e moderar o discurso para ganhar eleições. O PT fez isso em 2002. No longo prazo, esse movimento para o centro pode matar sua identidade como partido de esquerda. Se isso se agravar, aparece outro partido de esquerda e lhe toma o lugar. A propósito, lembro-me de um artigo do Thomas Friedman, que veio ao Brasil e escreveu que Lula e FHC faziam uma dança do tipo nado sincronizado. E atribuiu essa dança à globalização.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;● Marina Silva tentou criar uma alternativa, em 2010, e chegou aos 20% do eleitorado. Há os indignados na Espanha e protestos de jovens por toda parte. Para a sra., o que isso representa?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não acho que a crise seja no modelo político. Eu não ligaria os votos de Marina aos indignados da Espanha. Se há uma crise, é econômica, uma crise de globalização. Não temos um governo mundial, mas sim uma economia mundial. A economia muda mais rápido do que os governos conseguem regular. Pactos vão caindo e as pessoas se sentem inseguras. Mas não vejo como superar isso com políticas nacionais ou de partidos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;● Enfim, a sra. acha que a insatisfação política no Brasil é apenas parte de uma crise maior?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu não acho que o Brasil esteja vivendo uma crise. Há diferenças de opinião, dentro da normalidade. E olhe que, hoje, a normalidade não é pouca coisa.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-6022574899825599767?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/6022574899825599767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/entrevista-com-frances-hagopian.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6022574899825599767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6022574899825599767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/entrevista-com-frances-hagopian.html' title='Entrevista com Frances Hagopian'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-_QuzGjH5Yj0/TojsrPZGoqI/AAAAAAAAFRI/6eCDT5-dU2Q/s72-c/shot006_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-1828881576686672197</id><published>2011-10-02T18:41:00.001-03:00</published><updated>2011-10-02T18:41:54.167-03:00</updated><title type='text'>Sobra dinheiro, falta vigilância</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista concedida pelo antropólogo Roberto DaMatta à jornalista Monica Weinberg, publicada na revista Veja, edição de 26/09/2011.&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-yl6GG636ghY/TojamqcoKdI/AAAAAAAAFQw/p86152DzzAY/s1600-h/shot003%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot003" border="0" alt="shot003" src="http://lh6.ggpht.com/-gDO06KZBHVw/TojaoPW9gKI/AAAAAAAAFQ0/7SE4Uxz2a9U/shot003_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="370" height="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual é a parcela de culpa do PT nos altos níveis de corrupção no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na era petista, essa praga que toma o estado brasileiro disseminou-se à vontade, a ponto de a população indignar-se e ir às ruas protestar. Assim que chegou ao poder, o partido enterrou de vez o ideal de pureza do qual tinha o monopólio. Para pôr de pé seu projeto, aderiu às piores práticas do velho clientelismo: troca de favores, cargos e dinheiro. Desse modo, conseguiu formar a Arca de Noé que é a coalizão na qual se apoia hoje e que lhe confere tanta força. Também deixou vago o espaço de uma oposição rigorosa, intolerante e dura, que deveria agora estar fiscalizando a farra no estado. É preciso lembrar àqueles que mandam na corte de Brasília que a máquina pública não é um veículo de enriquecimento e de aristocratização de seus funcionários. Veja o descalabro que é a evolução do patrimônio dos políticos brasileiros. Sua fortuna cresce a velocidade comparável apenas ao ritmo que embalou os barões de estradas de ferro nos Estados Unidos do século XIX. Algo está muito errado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por que o Brasil é um dos campeões mundiais de corrupção?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt; Primeiro, porque nosso estado é grande e centralizador de verbas e não atua com metas claras pelas quais precise prestar contas à sociedade. Sobra dinheiro e falta vigilância. Além disso, estamos falando de um mal de raízes muito antigas, entranhado no caldo cultural brasileiro desde os primórdios da colonização portuguesa. Foi ali que se fincaram as bases da ideia antimoderna de estado que persiste até hoje.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quais seriam essas bases?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Temos um modelo de estado generoso, condescendente e que faz vista grossa aos pecadilhos de seus altos funcionários em detrimento do mérito e da eficiência. Ou seja: é um verdadeiro pai, mas apenas para quem se encastela na máquina e para os que orbitam ao seu redor. Ali impera a lógica dos privilégios e dos favores, como se fosse a extensão da própria casa daqueles que estão sob suas asas. São velhas práticas que já se observavam à chegada de dom João VI. Quando desembarcou no Rio de Janeiro, um de seus primeiros atos foi confiscar um lote de casas para dar de presente à corte. Mais tarde, o então imperador dom Pedro I sairia distribuindo títulos de nobreza aos parentes da marquesa de Santos, então sua amante. A proclamação da República não representou uma verdadeira ruptura dessa lógica. Mudou o regime, mas não a maneira de governar, tampouco a mentalidade reinante. Antes, inchava-se a máquina pública com parentes de sangue. Com o PT, o parentesco obedece à proximidade ideológica.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por que as instituições não conseguem coibir os absurdos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Porque não sabemos distinguir o público do privado. É preciso contar com um conjunto de instituições de dimensão pública que ajude a fazer a transição do núcleo familiar para a vida em sociedade, demarcando bem as fronteiras. Nos países europeus e nos Estados Unidos, são as próprias escolas que tratam de ensinar às pessoas, desde muito cedo, que as regras de casa, onde cada um é especial e tem seus privilégios, simplesmente não podem se reproduzir na rua. Enquanto há pelo menos dois séculos se aprende ali a discernir o público do privado no bê-á-bá, no Brasil, em pleno século XXI, ainda se acha essa uma ideia estranha. Nossos maus hábitos se replicam, e se aprofundam, no âmbito do estado. Também nossas leis não ajudam a rechaçar a praga da corrupção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A matriz jurídica no Brasil visa a garantir que determinadas pessoas em certas posições jamais sejam punidas. Para elas sempre há uma brecha legal. Foi o que ocorreu recentemente no caso da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), filha do ex-governador Joaquim Roriz. Apesar de todas as evidências de ter acumulado dinheiro ilicitamente, Jaqueline foi absolvida por seus pares, porque eles entenderam que ela teria prevaricado antes de se tornar deputada. Sendo assim, não haveria motivo para cassar seu mandato, o que a levaria à perda do cargo e da imunidade parlamentar, abrindo a possibilidade de ela ir a julgamento. Esse caso é emblemático de como a lei, ao se moldar ao perfil de poder do réu, se toma antiética. A leniência nesses casos é regra não exceção. O estado brasileiro usa as leis para manter os maus costumes. É vital inverter essa lógica perversa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O sistema eleitoral brasileiro precisa mudar?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sim, e o voto distrital seria um avanço. A experiência mostra de forma contundente que esse sistema é eficaz por aproximar a sociedade dos políticos que ela elegeu, já que encurta o caminho para a cobrança de resultados e para a fiscalização. Pode fazer enorme bem ao país. Pois aqui ainda há uma distância espantosa entre eleitores e eleitos, que se beneficiam disso para fazer o que bem querem em seu cargo. Enfatizo que é preciso consolidar instituições que tratem de garantir que o estado trabalhe em benefício da sociedade - e não em favor de si mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em sua opinião, o governo se mete demais na vida das pessoas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O PT cultiva um especial apreço pelos marcos regulatórios, uma excrescência que se dissemina em nosso país à revelia do bom-senso. O hábito vem de uma ideia atrasada segundo a qual o estado teria a resposta para todos os males da população - o que obviamente não tem. É um ideário que guarda parentesco direto com o populismo clássico. De acordo com essa corrente, sempre caberá mais um sob as asas benevolentes do estado, que acolhe e protege a todos. Para mim, está claro que isso não passa de uma maneira adocicada de não encarar questões amargas, que têm a ver com metas, mérito e com o bom gerenciamento dos recursos que são, afinal, dos cidadãos. O estado é hoje onipresente, mas o que ele precisa ser é eficiente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor pode dar um exemplo de intromissão indevida do estado?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A discussão sobre a regulamentação da imprensa, que quando achamos que está morta teima em voltar à cena, é particularmente revoltante. Não vejo outro nome&amp;#160; para isso senão fundamentalismo. Nos Estados Unidos, a liberdade de imprensa é um dos valores constitucionais mais caros. É sagrada. Já dizia Thomas Jefferson (1743-1826), em palavras de extrema lucidez, que preferia uma imprensa sem governo a um governo sem imprensa, sempre, segundo ele, &amp;quot;considerando que todos possam ler jornais&amp;quot;. São ideias avançadas e consolidadas que parecem passar ao largo das preocupações do PT, mais voltado para o seu projeto de se manter no poder o maior tempo possível. Mesmo que não tenha um plano definido sobre o que quer para o país e esteja perdido em um caldo ideológico confuso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quais são as indefinições do PT?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há uma grande indefinição no PT quanto ao que o Brasil deve ser. Ouve-se de tudo: socialista, protossocialista, pós-socialista, capitalista. Falta também ao partido definir de uma vez por todas o que pensa sobre direitos humanos. Apoiar ditaduras mundo afora é uma contradição não só com sua trajetória, mas também com seu discurso atual - o mesmo que levou o partido ao poder. Em meio a dúvidas tão fundamentais, emerge um paradoxo. Mesmo que o país já se baseie em um sistema econômico moderno e competitivo, que o PT acolhe e em certa medida impulsiona, persiste até hoje uma forte resistência de petistas a valores universais como liberdade, competição e meritocracia. É algo inaceitável para um país que se pretende peça relevante de um mundo globalizado.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por que há tanta resistência à ideia da meritocracia no Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A ideia de distinguir as pessoas por suas competências e talentos especiais sempre foi rechaçada pela maioria porque vai de encontro à própria maneira como nos entendemos no mundo: o brasileiro se sente estranho e desconfortável em situações nas quais os papéis não estão predefinidos, mas precisam ser conquistados à distância das relações de parentesco e amizade. No fundo, temos verdadeira alergia ao igualitarismo, segundo o qual todos dão a largada do mesmo ponto e cada um chega a um lugar diferente dependendo do próprio esforço e resultado. Eu mesmo passei boa parte de minha vida profissional fora do Brasil para fugir desse tipo de dogma.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que mais o incomodava no ambiente universitário brasileiro?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nas instituições públicas, impera a regra do tradicional funcionalismo - uma camisa de força para o trabalho intelectual. Muita gente na universidade, que gosta de estar sob tais normas, faz jornada das 9 da manhã às 5 da tarde. Como se fosse possível a quem ambiciona produzir algo verdadeiramente relevante e original encerrar o expediente com o critério do cartão de ponto. Comprar um reagente ou qualquer outro material é uma via-crúcis. Quem julga o processo é um burocrata de Brasília sem nenhuma sintonia com a cabeça do cientista. E as greves? Evidentemente, respeito o protesto, mas a paralisação das aulas é inadmissível. Professor indignado deve dar mais aulas ainda. De tudo, no entanto, o que mais me agastava era a isonomia salarial. É inadmissível ganhar o mesmo que um profissional que fica contando os minutos para ir para casa, Como o grande gerente do ensino superior de elite no Brasil, o estado não tem contribuído para tornar a academia brasileira criativa e inovadora.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em sua mais recente pesquisa, o senhor estudou o comportamento dos brasileiros no trânsito. O que concluiu?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O trânsito mostra de forma inequívoca como o brasileiro tem horror a situações em que é colocado em igualdade de condições com os outros. Porque, ainda que uns dirijam suas limusines e outros, carrinhos populares, ou que uns tenham dinheiro para molhar a mão do guarda e outros não, o sinal vermelho será o mesmo para todos. Ultrapassá-lo significa pôr a própria vida e a dos outros em risco. As 40000 mortes no trânsito registradas no Brasil por ano são, em grande parte, o resultado da absurda e homicida tentativa de sobrepor-se à regra. O sistema de favores e privilégios, tão eficiente em outras esferas, não garante a invulnerabilidade dos que desrespeitam as regras de trânsito. Para um antropólogo como eu, ainda que com todos os entraves, o Brasil oferece um campo inesgotável para a investigação científica.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sua mulher foi diagnosticada com a doença de Alzheimer. Como é lidar com isso?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Essa doença é terrível porque rouba a alma do doente, subtraindo dele o que nos torna, afinal, humanos: a capacidade de expressar de forma elaborada nossas ideias e emoções. A doença de rainha mulher, Celeste, foi diagnosticada há sete anos, e hoje&amp;#160; ela já não fala, só sorri. Claro que faço projeções sobre esse sorriso. Será que é para mim? Celeste foi perdendo a capacidade motora e cognitiva aos poucos. No princípio, até pensei: &amp;quot;Não deve ser tão complicado&amp;quot;. Mas com o tempo a doença mostrou seu lado mais perverso. É doloroso demais perceber que da pessoa que conheci há 48 anos, por quem me apaixonei perdidamente e com quem formei uma família, só ficou o corpo, como uma lembrança do que já foi. Ela ainda está aí, mas não dá para traduzir em palavras a falta que me faz.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;Foto: VEJA&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-1828881576686672197?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/1828881576686672197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/sobra-dinheiro-falta-vigilancia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1828881576686672197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1828881576686672197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/10/sobra-dinheiro-falta-vigilancia.html' title='Sobra dinheiro, falta vigilância'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-gDO06KZBHVw/TojaoPW9gKI/AAAAAAAAFQ0/7SE4Uxz2a9U/s72-c/shot003_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-6244718306306630784</id><published>2011-09-24T14:57:00.001-03:00</published><updated>2011-09-24T14:57:35.631-03:00</updated><title type='text'>Baderneiros e mimados</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Entrevista com ROGER SCRUTON&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-cP3kFPuHKEI/Tn4aCr136-I/AAAAAAAAFM0/5G5rmgd1KBA/s1600-h/shot006%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; margin-left: auto; border-top: 0px; margin-right: auto; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot006" border="0" alt="shot006" src="http://lh4.ggpht.com/-lFbMSKrZHbQ/Tn4aDa2cN1I/AAAAAAAAFM4/F4HcOBLFpoI/shot006_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="380" height="292" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um bom número de intelectuais ingleses interpretou a onda de vandalismo em Londres e arredores como atos de jovens niilistas sem maiores repercussões. O senhor concorda?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Acho essa explicação muito simplista. Muitos desses desordeiros são realmente niilistas, que não acreditam em nada e não se identificam com nenhuma instituição, crença ou tradição capaz de fazer florescer em cada um deles o senso de responsabilidade e o respeito pelo próximo. Alguns não têm emprego. Mas, na maior parte dos casos, eles agiram por uma escolha deliberada. Desemprego e niilismo sempre existiram. Ninguém mencionou como uma das causas da baderna a deformação causada nesses jovens pelas políticas do estado do bem-estar social. Diversos estudos mostram com clareza a vinculação desses programas assistencialistas com a proliferação de uma classe baixa ressentida, raivosa e dependente. Não quero ser leviano e culpar apenas as políticas socialistas pelos tumultos. As pessoas promovem arruaças por inúmeras razões. Entre os jovens, a revolta é uma condição inerente, um padrão de comportamento. Mas é preciso um pouco mais de honestidade intelectual para buscar uma resposta mais concreta sobre o que ocorreu em Londres. Por debaixo do verniz civilizatório, todo homem tem dentro de si um animal à espreita. Infelizmente, se esse verniz for arrancado, o animal vai mostrar a sua cara. A promessa de concessão de direitos sem a obrigatoriedade de deveres e de recompensas sem méritos foi o que arrancou o verniz nessa recente eclosão de episódios de vandalismo na Inglaterra.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Os distúrbios em Londres e os protestos no Cairo, em Atenas, em Madri e em Tel-Aviv são um mesmo “grito dos excluídos”?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sou cético em relação à ideia de que os protestos que eclodiram em diversos pontos do mundo têm a ver com exclusão, com o suposto aumento no número de pobres ou com concentração de renda. Os baderneiros de Londres são, pelos padrões do século XVIII, ricos. Desculpe-me, mas é resultado de exclusão depredar uma cidade porque você tem só um carro, um apartamento pequeno pelo qual não paga aluguel, recebe mesada do governo sem ter de fazer nada para embolsá-la, compra três cervejas, mas gostaria de beber quatro, e acha que ter apenas um televisor em casa é pouco? Não. Ver exclusão nesses episódios só faz sentido na cabeça de um professor de sociologia. É um absurdo também comparar os tumultos de Londres com os eventos no Oriente Médio. Os jovens do Egito exigiam algo do governo. Os jovens ingleses não dão a mínima para o governo ou para as instituições.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;No seu último livro, o senhor afirma que o otimismo é mais nocivo para os indivíduos e para as nações do que o pessimismo. Como o otimismo pode ser tão prejudicial?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não falo do otimismo como virtude, nem da esperança ou da fé, que servem para a elevação espiritual do indivíduo e fomentam inovações e avanços. O otimismo prejudicial é o desmedido ou, como disse o filósofo Arthur Schopenhauer, o otimismo mal-intencionado, inescrupuloso. É o tipo de pensamento que está por trás de todas as tentativas radicais de transformar o mundo, de superar as dificuldades e perturbações típicas da humanidade por meio de um ajuste em larga escala, de uma solução ingênua e utópica, como o comunismo, o fascismo e o nazismo. Otimismo e utopia em excesso geralmente acabam em nada, ou, pior, dão em totalitarismo. Lenin, Hitler e Mao pertencem a essa categoria de otimistas inescrupulosos. A crise financeira e institucional da Europa é a mais recente consequência do pensamento utópico e do otimismo exagerado que são a base, o fundamento e a força propulsora da União Europeia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pode-se reduzir a União Europeia apenas a uma manifestação de otimismo utópico e insensato?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É uma ilusão, se não uma loucura, acreditar que os alemães e os gregos podem pertencer à mesma organização e se adequar às mesmas normas financeiras. Como impor a mesma moeda, o mesmo sistema e o mesmo modo de vida ao alemão trabalhador, cumpridor das leis, respeitador da hierarquia, e ao grego fanfarrão e avesso às normas? Arrisco-me a dizer que a União Europeia é um fracasso porque contém as insanidades institucionais do velho experimento comunista. Assim como o comunismo soviético, a União Europeia é um objetivo inalcançável, pois foi escolhido pela sua pureza, que exige que todas as diferenças sejam atenuadas, os conflitos superados, e no qual a humanidade deve se encontrar como que sob uma unidade metafísica que jamais pode ser questionada ou posta à prova.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Apesar do colapso do comunismo e de outras tragédias semelhantes, as pessoas continuam caindo por causas utópicas. Por quê?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O pensamento utópico sobrevive porque não se trata de uma ideia de fato, mas de um substituto de uma ideia, algo que serve de alívio para a difícil — e geralmente depressiva — tarefa de ver as coisas como elas são realmente. É uma forma de vício, um curto-circuito que afasta os indivíduos da razão e do questionamento racional e efetivo. O pensamento utópico nos remete diretamente para um objetivo, passando por cima da viabilidade do projeto. É fácil digeri-lo e se embeber do seu otimismo mal-intencionado e sem fundamento. O problema vem depois, quando a utopia termina em fiasco.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O ambientalismo é a grande utopia moderna?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há dois tipos de ambientalista. O primeiro sonha com soluções amplas, inalcançáveis, cujo objetivo real não é promover o bem de ninguém nem do planeta, mas sim inflar o ego de seus criadores. O segundo é realista, segue o caminho conservador e reconhece que o que deve ser feito em prol do ambiente é difícil, atinge um número limitado de pessoas ou de lugares e exige sacrifícios reais. O problema é que a questão ambiental foi parar nas mãos erradas. A esquerda transformou a proteção do meio ambiente em uma causa, em um movimento que necessita de intervenções estatais, em um assunto no qual há culpados e vítimas. No caso, os culpados são os capitalistas e a vítima é o planeta. A esquerda adora o culto à vítima. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Que tradição é essa?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É uma tradição esquerdista, que vem desde o século XIX e de Karl Marx, em particular. Consiste em julgar toda forma de sucesso humano a partir do fracasso dos outros. Com base nisso, engendrar um plano de salvação para os mais fracos. Esse é um dos motivos pelos quais os movimentos de esquerda continuam a fazer sucesso. Eles sempre oferecem uma causa justificável e uma vítima a ser resgatada. No século XIX, a esquerda pretendia salvar os proletários. Nos anos 60, a juventude. Depois, vieram as mulheres e, por último, os animais. Agora, eles pretendem resgatar o planeta, a maior de todas as vítimas que encontraram para justificar seus atos. Ora, as questões ambientais são reais e não podem ser enclausuradas na ideologia de esquerda. Temos o dever de cuidar do ambiente e sacrificar os nossos desejos para garantir um lar, um futuro para as próximas gerações. O problema é radicalizar a questão no bojo de um movimento com conotações até religiosas. Preservar o ambiente virou uma questão de fé. Está na hora de acabar com o pensamento de que a sociedade é um jogo de soma zero, segundo o qual se um ganhar o outro tem de perder. Com práticas ambientais sustentáveis, todos ganham.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Onde mais se revela essa ideia da “soma zero” das relações humanas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ela é o refrão central dos socialistas, é o principal inimigo da caridade, da gentileza e da justiça. Na política internacional, essa forma de pensar se expressa com toda a clareza no antiamericanismo. Os Estados Unidos, a maior economia do mundo, o maior poderio militar, se tornaram o alvo principal dos ressentidos, dos que se consideram fracassados por causa do sucesso alheio. O ataque às Torres Gêmeas, há dez anos, é uma mostra do que o ressentimento coletivo estimulado pela falácia da soma zero é capaz de causar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por que o senhor critica tanto a política de imigração dos países europeus?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A imigração em massa não é um assunto fácil. Basta escrevermos a palavra imigração para sermos mal interpretados. Não sou contra a imigração. Minha opinião é que os imigrantes só se adaptarão a um país se forem incorporados legal e culturalmente à nação que os recebe. Para que isso dê certo, os forasteiros precisam superar o sentimento de distância que eles possuem em relação ao novo país. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos, no passado. Os países europeus fazem justamente o oposto ao incentivar o multiculturalismo: encorajam as comunidades de estrangeiros a manter sua cultura e identidade, a não se misturar. Dessa forma, os imigrantes passam a se definir como diferentes, afastados, excluídos da comunidade, o que só faz crescer as tensões entre os grupos étnicos. Os recentes tumultos em Londres devem-se, em parte, ao multiculturalismo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Análises como essa sua visão têm sido atacadas por, potencialmente, fomentar atentados como o que traumatizou a Noruega, em julho.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Isso é justo? Alguém culpa Jean-Paul Sartre pelo genocida cambojano Pol Pot? Karl Marx deve ser culpado pelos assassinatos de Stalin? Os socialistas alemães são responsáveis pelos atos da organização terrorista Facção do Exército Vermelho? Extremistas como o norueguês Anders Breivik podem agir em parte motivados por ideias, sim, da mesma forma que eu ou qualquer outra pessoa. Sempre que um lunático de extrema direita pratica um crime terrível, os intelectuais de esquerda se unem para, em coro, dizer: é culpa do pensamento conservador. Eles se esquecem dos crimes muito mais graves que foram cometidos em nome dos ideais de esquerda. Indivíduos como Breivik cometem crimes não por causa das ideias que eles comungam com outras pessoas, mas por causa de algo que os afasta, isola e diferencia de outras pessoas. Eles matam por total e absoluto desprezo por vidas inocentes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que é fazer parte de uma minoria no mundo acadêmico?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eu acordei do meu delírio socialista durante os tumultos de maio de 1968, em Paris. No meio da destruição, das barricadas e das janelas quebradas, percebi que aqueles estudantes estavam intoxicados pelo simples desejo de destruir coisas e ideias, sem a mínima preocupação em colocar algo relevante no lugar. Foi difícil aceitar que meu futuro era me tornar um pária intelectual em meio à maioria esmagadora de esquerdistas. Em todo o mundo, as universidades têm uma declarada inclinação pela esquerda. É difícil explicar o motivo dessa propensão esquerdista, algo que persiste desde o Iluminismo. Na minha tentativa de desvendar esse mistério, cheguei à seguinte conclusão: quando uma pessoa começa a pensar sobre as grandes questões que afligem o homem e a sociedade, tende a aceitar as posições da esquerda, pois elas parecem oferecer soluções. Ao pensar além, ao se aprofundar, a pessoa aprende a duvidar e rejeita o argumento esquerdista. Nas universidades muita gente pensa, mas poucas refletem profundamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que é um conservador?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É alguém que considera a liberdade um valor, um objetivo, mas não chama isso de um ideal. O conservador reflete sobre coisas reais e sabe que a liberdade verdadeira é obtida sob leis e regras, pois sem instituições não há liberdade, mas selvageria.    &lt;hr /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="2"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista publicada na Revista Veja, ano 44, n° 38&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-6244718306306630784?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/6244718306306630784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/09/baderneiros-e-mimados.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6244718306306630784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6244718306306630784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/09/baderneiros-e-mimados.html' title='Baderneiros e mimados'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-lFbMSKrZHbQ/Tn4aDa2cN1I/AAAAAAAAFM4/F4HcOBLFpoI/s72-c/shot006_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-473936651187685025</id><published>2011-09-15T23:20:00.001-03:00</published><updated>2011-09-15T23:20:50.567-03:00</updated><title type='text'>Carta do PMDB</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Aos peemedebistas e aos brasileiros &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Brasil, fruto do trabalho de toda a sociedade, com nossa participação política, conquistou um alto patamar de crescimento econômico com distribuição de renda, a partir de uma política econômica que sempre esteve na base de nosso programa, fazendo com que brotasse de segmentos antes pobres uma nova e pujante classe média. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como coautores desta conquista, é chegada a hora de nos dedicarmos, profundamente, à garantia de permanentes avanços para todos os brasileiros, com políticas sociais que garantam tal mobilidade social. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Fazendo com que cresça esta nova classe média, com a correspondente melhora de sua qualidade de vida, e se reduza a pobreza que porventura ainda exista. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Isto só será possível se, em todos os municípios do Brasil, nossos companheiros promoverem ações que correspondam às demandas desta nova realidade social que ajudamos a fazer acontecer, e que, a partir da mobilização partidária para as próximas eleições, queremos ser precursores de seus novos avanços. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Compromissos do PMDB com o povo brasileiro &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Diante da preliminar de compromisso com a permanente mobilidade social de nossa gente, o PMDB lista, para o debate e o oferecimento de sugestões, nos municípios, nos estados e, por último, em congresso a ser realizado em Brasília no dia primeiro (1º) de dezembro vindouro, temas vinculados ao nosso programa partidário, à nossa proposta de governo e também às sugestões de nossa Comissão Executiva Nacional: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1) Lutar pela democratização do conhecimento entre todos os brasileiros, para garantir: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Universalização do Ensino Fundamental Qualificado para a alfabetização de todos os brasileiros até eles completarem oito (08) anos de idade; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Universalização do Ensino Médio. Ensino em Turno Integral: 1º Turno para a formação pedagógica e 2º Turno para a formação técnica profissionalizante; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Ensino Superior: garantir, progressivamente, o acesso para todos os jovens concluintes do ensino médio; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2) Reforçar nosso compromisso com a materialização da garantia constitucional de Saúde Pública Universal, Gratuita e de Qualidade, defendendo os indispensáveis avanços do SUS, inclusive com fonte de suficiente financiamento vinculada ao Orçamento nos três níveis da Administração Pública; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3) Promover a participação da sociedade na política de segurança, por meio da instalação dos Conselhos Comunitários de Segurança; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Estimular a instalação das Delegacias da Mulher; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Instalar delegacias para apuração de crimes raciais; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;- Difundir a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4) Lutar pela garantia da estabilidade econômica, baixa inflação, controle das contas públicas e crescimento sustentável em todo território nacional; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5) Garantir a liberdade de imprensa, que é luta nossa desde a criação do MDB;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;6) Estimular a pesquisa e a produção científica, a partir da interação do cabedal de conhecimento das universidades públicas, com vistas à progressiva inserção do conhecimento e da produção nacionais no mercado globalizado; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;7) Implantar a meritocracia no serviço público, com metas coerentes com a realidade de cada ente federado, e os correspondentes planos de carreira e de remuneração; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;8) Promover a transparência absoluta na gestão pública, disponibilizando o acesso a todos os atos administrativos por via da rede mundial de computadores; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;9) Revisar o pacto federativo, com a distribuição do bolo tributário nacional proporcionalmente aos encargos dos entes federados, com a garantia de equidade fiscal para a população; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;10) Defender a Reforma Política, pois a Democracia é feita com partidos políticos fortes e, em tal reforma, deveremos lutar pelo fortalecimento dos partidos e pela valorização dos cidadãos; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;11) Reiterar nosso compromisso com a sustentabilidade ambiental, que deve andar de braços dados com o desenvolvimento humano e social em todas as regiões do país, como, por exemplo, nossas posições na revisão do Código Florestal Brasileiro; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;12) Estimular a participação das empresas brasileiras, públicas e privadas, nos negócios de interesse e oportunidade para a nação brasileira em todo o mercado globalizado, inclusive com mecanismos de defesa contra as práticas protecionistas ou predatórias; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;13) Zelar pela tradição da diplomacia brasileira, que ganhou respeito internacionalmente pela defesa da Democracia na organização estatal e da paz entre os povos; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;14) Promover a participação qualificada de nossos militantes em todas as redes sociais, levando nossas mensagens e propostas ao conhecimento de todas as comunidades de nosso país, vale dizer, a todos os brasileiros; e &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;15) Renovar nosso compromisso com a classe trabalhadora brasileira, observando a tendência das sociedades desenvolvidas, com a modernização permanente da jornada de trabalho e da seguridade social.&amp;quot; &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-473936651187685025?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/473936651187685025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/09/carta-do-pmdb.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/473936651187685025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/473936651187685025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/09/carta-do-pmdb.html' title='Carta do PMDB'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-7032947909128257443</id><published>2011-09-06T22:20:00.001-03:00</published><updated>2011-09-07T20:35:43.336-03:00</updated><title type='text'>2012 já começou?</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-vQs5lCQ848M/TmbG4QcQvNI/AAAAAAAAFBk/z3V9HqZXGK0/s1600-h/shot003%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="shot003" border="0" alt="shot003" src="http://lh6.ggpht.com/-JYQaj0LEmK0/TmbG5DD3SYI/AAAAAAAAFBo/uelgKZI7gt8/shot003_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="306" height="283" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Autor:&amp;#160; Manoel Alves, professor, sociólogo, doutor pela UFPA/NAEA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;As negociações para as eleições de 2012 estão em ritmo acelerado. Em Belém, há indícios de que o PSDB e o PMDB podem caminhar juntos. Os tucanos teriam apoio do grupo de Jader Barbalho à disputa na capital e, em contrapartida, apoiariam o PMDB em Ananindeua. Almir Gabriel volta à arena política em condições de concorrer pelo PTB à prefeitura com o apoio do Prefeito Duciomar Costa e quiçá das Organizações Rômulo Maiorana. Rompendo a polarização apresentam-se Edmilson Rodrigues (PSOL); Arnaldo Jordy (PPS), e Priante (PMDB) contando com lastro próprio, sem o empenho efetivo de Jader Barbalho. O PT procura um candidato.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Observamos no tabuleiro político alguns movimentos de partidos e lideranças políticas antecipando a chegada de 2012. Contudo, trata-se de pauta ainda limitada a um nicho muito reduzido da sociedade. O eleitor, o principal personagem nesse tabuleiro não pôs essa questão na sua agenda de interesse. Antes teremos uma um plebiscito, no qual o eleitor terá de se manifestar sobre um tema – divisão do Pará - que não consiste em si uma pauta positiva, seria preferível gastarmos nossas energias buscando estratégias de superação dos gargalhos de infra-estrutura e logística social. Mas em todo caso trata-se de uma agenda democrática e legitima.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O eleitor como se comportará em 2012? Do ponto de vista eleitoral predominará o comportamento orientado por uma pauta racional (interesse). Os partidos, os políticos e eleitores buscarão maximizar as vantagens que podem obter considerando os seus interesses. Na democracia representativa os eleitores perseguem seus próprios interesses, ordenam os candidatos/partidos segundo uma ordem de preferência; os governos ofertam políticas públicas para ganhar as preferências dos eleitores e serem eleitos. Quando os governantes não conseguem ganhar a preferência do eleitor a derrota é certa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O cidadão vota no candidato/partido, no qual acredita que lhe proporcionará mais benefícios do que qualquer outro. Os partidos, os eleitores e os políticos agem racionalmente na busca de certas metas claramente especificadas, no caso dos políticos: os votos necessários para suas eleições. Assim estabelecem alianças, acordos, e coligações. Mas nem sempre os cálculos feitos resultam em vitória.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O PT terá dificuldades em 2012, em Belém. Exatamente por falta de nomes competitivos, somado a crise de credibilidade. Afinal eles estavam no governo estadual e não foram capazes de convencer o eleitor de que: 1) o PT é melhor do que os outros partidos; 2) o PT faz a diferença a favor da população; 3) suas lideranças são mais eficientes, competentes, são de fato éticos; 4) a política, ou o modo petista de governar é pautado por princípios republicanos. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O eleitor observa que os discursos não correspondem à prática. O PTB, PSDB, PMDB, PPS, ainda tem o PSOL, ou melhor, o Edmilson, tudo pode acontecer, afinal são cinco fortíssimos candidatos; três máquinas governamentais: municipal (prefeito), estadual (governador) e federal (a presidenta). O prefeito Duciomar, que alguns consideravam politicamente “morto”, colocou uma “pedra” no caminho do governador Simão Jatene. Hoje o maior desafeto do atual governador, é sem dúvida Almir Gabriel. E o prefeito escalou-o para disputar à prefeitura com o apoio da maquina municipal contra o candidato do PSDB que conta com o apoio do Jatene. Imaginemos como seria Jatene governando o estado com Almir sendo prefeito de Belém, e seu principal opositor?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas, e o eleitor? Antes de sair procurando candidatos, deve eleger os principais problemas, as soluções para os mesmos, o custo para resolvê-los, aonde obter os recursos, o prazo necessário para mitigá-los, os responsáveis pela execução, as parcerias necessárias. A classe média não usa os serviços publico: hospitais públicos, nem as escolas, os seus entretenimentos não são em espaços públicos - populares, o transporte não é público. Em Belém vários bairros se tornaram territórios dominados pelo crime.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Um fato que merece reflexão: No Estado do Pará as melhores escolas municipais nas séries iniciais estão na Transamazônica, em Altamira. Ademais a população carcerária mais jovem do Brasil está no Pará; e Belém apresenta os maiores índices de criminalidade. Nossos jovens estão nas ruas assaltando, ocupando as prisões, e os que estão nas escolas não estão aprendendo o mínimo aceitável. Esses fatos por si só merecem uma reflexão; decisões e atitudes do próximo prefeito de Belém.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-7032947909128257443?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/7032947909128257443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/09/2012-ja-comecou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7032947909128257443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7032947909128257443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/09/2012-ja-comecou.html' title='2012 já começou?'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-JYQaj0LEmK0/TmbG5DD3SYI/AAAAAAAAFBo/uelgKZI7gt8/s72-c/shot003_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-101968458725803025</id><published>2011-09-06T20:36:00.001-03:00</published><updated>2011-09-06T20:36:22.932-03:00</updated><title type='text'>Pedido de afastamento de dois diretores da OAB-PA</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Belém, 06 de setembro de 2011&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Exmo. Sr.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Presidente Seccional Jarbas Vasconcelos&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;OAB - Seção do Pará&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ref.: Pedido de Licença&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Senhor Presidente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Honrados em cumprimentá-lo, servimo-nos do presente para informar-lhe que estamos apresentando nosso pedido de licença temporária, em razão dos acontecimentos desencadeados pela venda irregular do imóvel pertencente a Subseção de Altamira.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Registramos, por oportuno, que o presente pedido encontra forte motivação na notificação efetivada pelo Conselho Federal, no que pertine a apresentação de&amp;#160; defesa nos autos do Pedido de Intervenção formulado pela Subseção de Altamira, que em relatório preliminar apontou graves violações ao Estatuto e Regulamento Geral da OAB. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nesse contexto, entendendo não termos concorrido para o cometimento das violações apontadas e, sobretudo, motivados pelos princípios éticos que determinam a nossa consciência profissional; em nome da transparência, princípio do qual não abriremos mão, até que tudo seja apurado e explicado para sociedade, apresentamos nosso expresso pedido de licença temporária, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, podendo ser renovado ou antecipado, neste caso, havendo decisão do E. Conselho Federal.&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Diante das considerações acima, sugerimos a V.Exa. que proceda da mesma forma, pois nossa permanência na direção da entidade retira-nos a isenção necessária que deve prevalecer para que tudo seja esclarecido, bem assim, ratifica a nossa irrestrita confiança no Conselho Federal e na comissão de apuração. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Cientes de que V.Exa. compreenderá que esse gesto não revela nenhum reconhecimento de culpa, mas, sobretudo, atitude de grandeza dos que fazem da Ordem dos Advogados Brasil seu ideário de justiça, apresentamos nesta oportunidade a presente comunicação de licenciamento, para que surta os devidos efeitos legais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Atenciosamente,&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Evaldo Pinto&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Vice-presidente da OAB/PA&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Jorge Mauro Oliveira de Medeiros&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Secretário-adjunto OAB/PA&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-101968458725803025?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/101968458725803025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/09/pedido-de-afastamento-de-dois-diretores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/101968458725803025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/101968458725803025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/09/pedido-de-afastamento-de-dois-diretores.html' title='Pedido de afastamento de dois diretores da OAB-PA'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-2496264638877456684</id><published>2011-08-20T21:36:00.001-03:00</published><updated>2011-08-20T21:36:21.335-03:00</updated><title type='text'>100 erros de português</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. Veja os cem erros mais comuns do português e use esta relação como um roteiro para fugir deles.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;1 - &amp;quot;Mal cheiro&amp;quot;, &amp;quot;mau-humorado&amp;quot;. Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2 - &amp;quot;Fazem&amp;quot; cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3 - &amp;quot;Houveram&amp;quot; muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4 - &amp;quot;Existe&amp;quot; muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam ideias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;5 - Para &amp;quot;mim&amp;quot; fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;6 - Entre &amp;quot;eu&amp;quot; e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;7 - &amp;quot;Há&amp;quot; dez anos &amp;quot;atrás&amp;quot;. Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;8 - &amp;quot;Entrar dentro&amp;quot;. O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;9 - &amp;quot;Venda à prazo&amp;quot;. Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;10 - &amp;quot;Porque&amp;quot; você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;11 - Vai assistir &amp;quot;o&amp;quot; jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;12 - Preferia ir &amp;quot;do que&amp;quot; ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;13 - O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;14 - Não há regra sem &amp;quot;excessão&amp;quot;. O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: &amp;quot;paralizar&amp;quot; (paralisar), &amp;quot;beneficiente&amp;quot; (beneficente), &amp;quot;xuxu&amp;quot; (chuchu), &amp;quot;previlégio&amp;quot; (privilégio), &amp;quot;vultuoso&amp;quot; (vultoso), &amp;quot;cincoenta&amp;quot; (cinqüenta), &amp;quot;zuar&amp;quot; (zoar), &amp;quot;frustado&amp;quot; (frustrado), &amp;quot;calcáreo&amp;quot; (calcário), &amp;quot;advinhar&amp;quot; (adivinhar), &amp;quot;benvindo&amp;quot; (bem-vindo), &amp;quot;ascenção&amp;quot; (ascensão), &amp;quot;pixar&amp;quot; (pichar), &amp;quot;impecilho&amp;quot; (empecilho), &amp;quot;envólucro&amp;quot; (invólucro).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;15 - Quebrou &amp;quot;o&amp;quot; óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;16 - Comprei &amp;quot;ele&amp;quot; para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;17 - Nunca &amp;quot;lhe&amp;quot; vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;18 - &amp;quot;Aluga-se&amp;quot; casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;19 - &amp;quot;Tratam-se&amp;quot; de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;20 - Chegou &amp;quot;em&amp;quot; São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;21 - Atraso implicará &amp;quot;em&amp;quot; punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;22 - Vive &amp;quot;às custas&amp;quot; do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não &amp;quot;em vias de&amp;quot;: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;23 - Todos somos &amp;quot;cidadões&amp;quot;. O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;24 - O ingresso é &amp;quot;gratuíto&amp;quot;. A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;25 - A última &amp;quot;seção&amp;quot; de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;26 - Vendeu &amp;quot;uma&amp;quot; grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;27 - &amp;quot;Porisso&amp;quot;. Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;28 - Não viu &amp;quot;qualquer&amp;quot; risco. É nenhum, e não &amp;quot;qualquer&amp;quot;, que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;29 - A feira &amp;quot;inicia&amp;quot; amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;30 - Soube que os homens &amp;quot;feriram-se&amp;quot;. O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;31 - O peixe tem muito &amp;quot;espinho&amp;quot;. Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O &amp;quot;fuzil&amp;quot; (fusível) queimou. / Casa &amp;quot;germinada&amp;quot; (geminada), &amp;quot;ciclo&amp;quot; (círculo) vicioso, &amp;quot;cabeçário&amp;quot; (cabeçalho).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;32 - Não sabiam &amp;quot;aonde&amp;quot; ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;33 - &amp;quot;Obrigado&amp;quot;, disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: &amp;quot;Obrigada&amp;quot;, disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;34 - O governo &amp;quot;interviu&amp;quot;. Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;35 - Ela era &amp;quot;meia&amp;quot; louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;36 - &amp;quot;Fica&amp;quot; você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;37 - A questão não tem nada &amp;quot;haver&amp;quot; com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;38 - A corrida custa 5 &amp;quot;real&amp;quot;. A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;39 - Vou &amp;quot;emprestar&amp;quot; dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;40 - Foi &amp;quot;taxado&amp;quot; de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;41 - Ele foi um dos que &amp;quot;chegou&amp;quot; antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;42 - &amp;quot;Cerca de 18&amp;quot; pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;43 - Ministro nega que &amp;quot;é&amp;quot; negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;44 - Tinha &amp;quot;chego&amp;quot; atrasado. &amp;quot;Chego&amp;quot; não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;45 - Tons &amp;quot;pastéis&amp;quot; predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;46 - Lute pelo &amp;quot;meio-ambiente&amp;quot;. Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;47 - Queria namorar &amp;quot;com&amp;quot; o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;48 - O processo deu entrada &amp;quot;junto ao&amp;quot; STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não &amp;quot;junto ao&amp;quot;) Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não &amp;quot;junto aos&amp;quot;) leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não &amp;quot;junto ao&amp;quot;) banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não &amp;quot;junto ao&amp;quot;) Procon.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;49 - As pessoas &amp;quot;esperavam-o&amp;quot;. Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;50 - Vocês &amp;quot;fariam-lhe&amp;quot; um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca &amp;quot;imporá-se&amp;quot;). / Os amigos nos darão (e não &amp;quot;darão-nos&amp;quot;) um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo &amp;quot;formado-me&amp;quot;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;51 - Chegou &amp;quot;a&amp;quot; duas horas e partirá daqui &amp;quot;há&amp;quot; cinco minutos. Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;52 - Blusa &amp;quot;em&amp;quot; seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;53 - A artista &amp;quot;deu à luz a&amp;quot; gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu &amp;quot;a luz a&amp;quot; gêmeos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;54 - Estávamos &amp;quot;em&amp;quot; quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;55 - Sentou &amp;quot;na&amp;quot; mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;56 - Ficou contente &amp;quot;por causa que&amp;quot; ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;57 - O time empatou &amp;quot;em&amp;quot; 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;58 - À medida &amp;quot;em&amp;quot; que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;59 - Não queria que &amp;quot;receiassem&amp;quot; a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;60 - Eles &amp;quot;tem&amp;quot; razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;61 - A moça estava ali &amp;quot;há&amp;quot; muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;62 - Não &amp;quot;se o&amp;quot; diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;63 - Acordos &amp;quot;políticos-partidários&amp;quot;. Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;64 - Fique &amp;quot;tranquilo&amp;quot;. O u é pronunciável depois de q e g e antes de e e i.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;65 - Andou por &amp;quot;todo&amp;quot; país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;66 - &amp;quot;Todos&amp;quot; amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;   &lt;br /&gt;67 - Favoreceu &amp;quot;ao&amp;quot; time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;68 - Ela &amp;quot;mesmo&amp;quot; arrumou a sala. Mesmo, quando equivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;69 - Chamei-o e &amp;quot;o mesmo&amp;quot; não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não &amp;quot;dos mesmos&amp;quot;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;70 - Vou sair &amp;quot;essa&amp;quot; noite. É este que designa o tempo no qual se está ou objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;71 - A temperatura chegou a 0 &amp;quot;graus&amp;quot;. Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;72 - A promoção veio &amp;quot;de encontro aos&amp;quot; seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;73 - Comeu frango &amp;quot;ao invés de&amp;quot; peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;74 - Se eu &amp;quot;ver&amp;quot; você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;75 - Ele &amp;quot;intermedia&amp;quot; a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;76 - Ninguém se &amp;quot;adequa&amp;quot;. Não existem as formas &amp;quot;adequa&amp;quot;, &amp;quot;adeqüe&amp;quot;, etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;77 - Evite que a bomba &amp;quot;expluda&amp;quot;. Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale &amp;quot;exploda&amp;quot; ou &amp;quot;expluda&amp;quot;, substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas &amp;quot;precavejo&amp;quot;, &amp;quot;precavês&amp;quot;, &amp;quot;precavém&amp;quot;, &amp;quot;precavenho&amp;quot;, &amp;quot;precavenha&amp;quot;, &amp;quot;precaveja&amp;quot;, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;78 - Governo &amp;quot;reavê&amp;quot; confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem &amp;quot;reavejo&amp;quot;, &amp;quot;reavê&amp;quot;, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;79 - Disse o que &amp;quot;quiz&amp;quot;. Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;80 - O homem &amp;quot;possue&amp;quot; muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;81 - A tese &amp;quot;onde&amp;quot;... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;82 - Já &amp;quot;foi comunicado&amp;quot; da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém &amp;quot;é comunicado&amp;quot; de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria &amp;quot;comunicou&amp;quot; os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;83 - Venha &amp;quot;por&amp;quot; a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo, almoço, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;84 - &amp;quot;Inflingiu&amp;quot; o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não &amp;quot;inflingir&amp;quot;) significa impor: Infligiu séria punição ao réu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;85 - A modelo &amp;quot;pousou&amp;quot; o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;86 - Espero que &amp;quot;viagem&amp;quot; hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também &amp;quot;comprimentar&amp;quot; alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;87 - O pai &amp;quot;sequer&amp;quot; foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;88 - Comprou uma TV &amp;quot;a cores&amp;quot;. Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV &amp;quot;a&amp;quot; preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;89 - &amp;quot;Causou-me&amp;quot; estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não &amp;quot;foi iniciado&amp;quot; esta noite as obras).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;90 - A realidade das pessoas &amp;quot;podem&amp;quot; mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso : A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não &amp;quot;foram punidas&amp;quot;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;91 - O fato passou &amp;quot;desapercebido&amp;quot;. Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;92 - &amp;quot;Haja visto&amp;quot; seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;93 - A moça &amp;quot;que ele gosta&amp;quot;. Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;94 - É hora &amp;quot;dele&amp;quot; chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;95 - Vou &amp;quot;consigo&amp;quot;. Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não &amp;quot;para si&amp;quot;).&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;96 - Já &amp;quot;é&amp;quot; 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não &amp;quot;são&amp;quot;) 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;97 - A festa começa às 8 &amp;quot;hrs.&amp;quot;. As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não &amp;quot;kms.&amp;quot;), 5 m, 10 kg.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;98 - &amp;quot;Dado&amp;quot; os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;99 - Ficou &amp;quot;sobre&amp;quot; a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;100 - &amp;quot;Ao meu ver&amp;quot;. Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-2496264638877456684?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/2496264638877456684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/08/100-erros-de-portugues.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/2496264638877456684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/2496264638877456684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/08/100-erros-de-portugues.html' title='100 erros de português'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-8920543927495173481</id><published>2011-08-12T10:43:00.001-03:00</published><updated>2011-08-12T10:43:16.999-03:00</updated><title type='text'>Nota da advogada Paula Frassinetti</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;VERGONHA&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ruy Barbosa, em 1914 escreveu:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.&amp;quot;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Aproprio-me das palavras de nosso patrono, cuja sabedoria encontra-se indiscutivelmente atualizada aos nossos tempos, para lamentar que a minha instituição construída da luta contra os poderosos, da defesa dos injustiçados, calcada na ausência do medo de desagradar, se veja hoje desviada de seu papel, envolvida numa grande trapalhada que vem atingindo a todos nós advogados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E se assim o faço, rompendo com um silencio que impunha a mim mesmo, de nunca subir ao palanque, mantendo-me na posição de plateia, é porque não sei onde andam os que deveriam me defender como advogada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Estou falando em nome próprio, portanto não percam tempo procurando apoio a grupelhos ou interesses outros em meu desabafo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Minha manifestação é a de uma advogada militante que se sente atingida pela vergonha e que assiste o achincalhe de nossa instituição e de nossa profissão, sem perceber quem ao final irá salvá-la.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Como advogada que sou, aprendi nos bancos da Universidade e com a militância diária que o exercício da dignidade envolve o meu exercício profissional, num elo de resistência inatingível.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não admito que ninguém ouse macular uma instituição que não é minha, mas de todos os advogados, inclusive e principalmente dos que escrupulosamente exercem o seu mister.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não admito ter que ouvir piadas e indiretas nos corredores dos fóruns e mesmo dentro de um taxi acerca dos inexplicáveis acontecimentos que atingem a Instituição que deveria me representar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Hoje é dia do advogado e eu me orgulho disso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas também é dia de muita vergonha, que é como me sinto diante dos acontecimentos acerca dos quais não vislumbro soluções reparadoras.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Finalizo com Ruy, na sua conhecida &amp;quot;Oração aos Moços&amp;quot;, ainda tão pertinente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Mãos à obra da reivindicação de nossa perdida autonomia; mãos à obra da nossa reconstituição interior; mãos à obra de reconciliarmos a vida nacional com as Instituições nacionais; mãos à obra de substituir pela verdade o simulacro politico da nossa existência entre as nações. Trabalhai por essa que há de ser a salvação nossa. Mas não buscando salvadores. Ainda vos podereis salvar a vos mesmos. Não é sonho, meus amigos: bem sinto eu, nas pulsações do sangue, essa ressurreição ansiada. Oxalá não se me fechem os olhos, antes de lhe ver os primeiros indícios no horizonte. Assim o queira Deus.&amp;quot;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;E reitero com Ruy, oxalá não se me fechem os olhos, ante de lhe ver os primeiros indícios no horizonte. Assim o queira Deus.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Paula Frassinetti - OAB-Pa 2731&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Em 11.08.2011&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-8920543927495173481?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/8920543927495173481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/08/nota-da-advogada-paula-frassinetti.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/8920543927495173481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/8920543927495173481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/08/nota-da-advogada-paula-frassinetti.html' title='Nota da advogada Paula Frassinetti'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-6551572900679792799</id><published>2011-08-11T12:02:00.001-03:00</published><updated>2011-08-11T12:02:12.870-03:00</updated><title type='text'>Nota da Bancada em defesa do Governo do PT</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;A Bancada dos Deputados Estaduais do Partido dos Trabalhadores na ALEPA vem a público esclarecer que as notícias veiculadas nesta terça-feira, (09), nos veículos de comunicação privados e na Agência Pará (site do governo) estão muito longe de espelhar a verdade ou apuração correta de informações. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para relembrar o que efetivamente ocorreu e repor a verdade que está faltando ao noticiário e ao governo do Estado, lembramos que:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1. O documento do BNDES enviado em Junho de 2011, ao atual governo do Pará não afirma que a prestação de contas está errada. No 2º parágrafo o documento reitera: “Ainda que os gastos apresentados sejam despesas de capital e estejam de acordo com as normas e procedimentos do BNDES, não será possível aceitarmos a aprovação em virtude da sua inadequação a lei autorizativa”. Conforme mostra o documento em anexo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2. Ou seja, o BNDES não diz que é irregular a prestação de contas, ao contrário, afirma que é de acordo com normas e procedimentos. O que não está de acordo é a Lei autorizativa que nas entrelinhas BNDES diz que é irregular.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3. Bom, agora que estamos nivelando as informações com a verdade dos fatos, devemos contextualizar e dizer boa parte dos deputados e deputadas, que hoje são da base aliada do governo do Pará e que foram, em 2010, oposição à gestão petista, sem nenhum respeito ao povo do Pará e aos prefeitos, primeiro procrastinaram a aprovação do empréstimo de R$ 366 milhões ao governo do Estado do Pará, o qual foi à alternativa apontada pelo governo federal, através do BNDES, a fim de ajudar a amenizar as perdas de mais R$ 400 milhões que o Pará teve com o déficit ocasionado pela crise econômica mundial de 2008.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;4. Com o atraso proposital da autorização para o empréstimo junto ao BNDES, o governo então ficou refém de tê-lo aprovado na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA), no final do 1º semestre de 2010. Como o projeto de lei foi enviado ainda 2009, passou esse tempo todo sofrendo mudanças que visavam apenas prejudicar a aplicação regionalizada e justa dos recursos e para tanto, os deputados da oposição à época criaram diversos mecanismo para prejudicá-la.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;5. Como se sabe e foi noticiado à época, o empréstimo tinha a clara função de dar continuidade às obras paralisadas por conta da crise mundial e não para custeio. Mas a lei 7424/2010 aprovada na ALEPA feriu essa finalidade e foi aprovada cheia de condicionantes ilegais. Uma lei toda cheia de retalhos e ilegal, podemos assim afirmar, foi o que alguns deputados produziram e aprovaram.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;6. O governo do PT, que teve à frente uma ex-senadora da República, tendo sido também, ex-vereadora e vice-prefeita de Belém, sabia que enfrentava uma oposição disposta a tudo para tirar-lhe o poder que o povo lhe garantiu e Ana Júlia, orientada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), vetou as partes que tornavam a versão da lei maquiavelicamente devolvida pela ALEPA, de forma ilegal. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;7. Na ALEPA, os parlamentares da oposição ao governo do PT e que hoje são a base aliada do atual governo, derrubaram o veto, mantendo a ilegalidade da lei, contaminando-a, portanto, como reconheceu este ano, um deputado da base do governo, na tribuna da ALEPA, que a guerra eleitoral contaminou a aprovação da lei e tornou-a cheia de vícios, como de fato aconteceu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;8. O governo do Estado então entrou na Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade da Lei, questionando os pontos que a tornavam ilegal, até por saber que todos os empréstimos do BNDES têm rigor na concessão e que o empréstimo que ficou conhecido como 366, embora fosse para restituir as perdas do Pará com a crise de 2008, passaria por todos os rigores de qualquer empréstimo tomado junto ao BNDES. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;9. Como a origem da lei é um erro, há de se considerar possível que haja contradições, entre o planejado e o executado, mas as obras e ações para as quais os recursos estavam destinados foram todos aplicados inalteradamente corretamente, sem nenhuma irregularidade, assim como poderiam ser facilmente corrigidos todos os percalços, caso houvesse boa fé da gestão tucana, mas não é isso que o governador e sua equipe propagandeiam, haja vista que existem prazos para correções e ajustes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;10. Frisamos que o problema é na origem do erro, os quais o veneno continua fazendo efeito, agora, naqueles que o injetaram na máquina pública. Como somos responsáveis com o uso do dinheiro público e sua devida aplicação na melhoria da qualidade de vida da maioria da população, esperamos que sejam finalmente feitas as correções desta lei absurda, pois quando aprovada pela oposição do governo Ana Júlia, servia apenas para atravancar os investimentos previstos pelo governo popular e democrático, prejudicando o principal público beneficiário da ação do Estado para com a sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;11. A falta de responsabilidade com o povo paraense adiou a continuidade de obras fundamentais como a pavimentação de diversas estradas, a conclusão das obras do Hospital da Santa Casa, o Novo Hospital de Urgência e Emergência em Ipixuna do Pará, a recuperação de várias rodovias estaduais, o tão aguardado Centro de Convenções de Santarém, entre tantas outras obras que foram boicotadas pela oposição, hoje base aliada de Jatene. Se fossem responsáveis, ajudariam a melhorar a vida de milhões de paraenses com a aprovação do “366” no tempo certo e sem ilegalidades, como agora estão sendo questionadas pelo BNDES e que nossa gestão quis evitar, o tempo todo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;12. Portanto, o atual governo do Pará e sua base aliada, precisam consertar urgentemente o erro que cometeram em 2010, aprovando uma lei ilegal, que como sabíamos, seria um dia ou outro, desmascarada e derrubada, como está sendo. Mas como a covardia e a falta de humildade do PSDB e demais aliados do governo do Estado não lhes permitem assumir que tiveram responsabilidade com o ônus trazido agora à tona, ao invés de levantar impropérios, deveriam é consertar seus erros do passado e desmontar o palanque eleitoral contra o Partido dos Trabalhadores e trabalhar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;13. O PT não aceitará repartir esse ônus como se tivesse sancionado uma lei ilegal sem os devidos vetos. Também não aceitamos que a gestão do PT, da companheira Ana Júlia seja criticada como se tivesse errado ou cometido alguma irregularidade, não sem as devidas condições de defesa e arguição do contraditório, como esperamos ter dos mesmos veículos de comunicação que se propuseram noticiar os alardes e argumentos do atual governo contra nossa gestão e legenda.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;14. Em relação às notas ficais que estariam em duplicidade, nossos técnicos e ex-secretários necessitam de ter acesso a todos os documentos, e não apenas ao Relatório da AGE que é parcial, para poderem assim ser feita a analise e as devidas respostas que será feitas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;15. O que nos parece é que o governo do PSDB tenta criar factoides para esconder a grande índice de desaprovação, segundo recente pesquisa divulgada na imprensa, utilizando-se dos mais baixos recursos retóricos e acusações sobre questões inconclusas, e que alguns parlamentares estaduais e até federais, aproveitam-se para desviar a atenção do povo sobre evidentes desvios dos recursos públicos envolvendo pessoas próximas ao governador, como hoje podemos constatar, como a máfia que está sendo desvendada na ALEPA.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;16. Por fim, reafirmamos nossa confiança na seriedade dos técnicos e ex-secretários de Estado e em nossa ex-governadora Ana Júlia tanto em relação à lisura dos procedimentos, quanto à correta aplicação dos recursos públicos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Bancada do PT na ALEPA.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Belém, 10 de Agosto de 2011.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-6551572900679792799?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/6551572900679792799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/08/nota-da-bancada-em-defesa-do-governo-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6551572900679792799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6551572900679792799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/08/nota-da-bancada-em-defesa-do-governo-do.html' title='Nota da Bancada em defesa do Governo do PT'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-454539152627478690</id><published>2011-08-09T21:29:00.001-03:00</published><updated>2011-08-09T21:54:44.391-03:00</updated><title type='text'>Carta endereçada a Jarbas Vasconcelos, assinada por Conselheiros Federais da OAB</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Excelentíssimo Senhor Presidente Jarbas Vasconce­los e demais dignos Diretores da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nós, Conselheiros Fede­rais pela delegação do Pará junto ao Conselho Federal e Conselheiros Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil-PA, exercendo manda­to que nos foi conferido pela classe nas eleições de 2009, vimos externar a V. Exa. e aos demais Diretores, aos que exercem mandatos e cargos na Seccional do Pará e às advogadas e advogados deste Estado, o nosso profundo descontentamento pela inaceitável exposição, nega­tiva e deletéria à dignida­de da advocacia e da OAB, como vem sendo promovida em todos os meios de impren­sa e rede mundial de compu­tadores nesses últimos dias. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Jamais se viu, em qual­quer época, nossa entidade de classe sofrer tanto opró­brio e nós, advogadas e advogados, tanta desonra. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Desde o dia 03 de julho último, assistimos, estarre­cidos, denúncias e confis­sões de uma pletora sem fim de irregularidades quan­to à condução de um assunto que poderia ter seguido os mais comezinhos princípi­os constitucionais da impessoalidade e da moralidade, exigíveis de toda a adminis­tração pública e, mais especialmente, os deveres éticos que conformam essa entida­de centenária e justificam sua estatura moral como representante preferencial da soci­edade civil brasileira. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Apelamos ao bom-senso e hombridade de V. Exa., em respeito e submissão aos princípios da moralidade e da impessoalidade, em homenagem à honorabilidade da OAB e em cumprimento aos termos do compromisso assumido por V. Exa. quando empossado na Presidência da OAB-PA, que se licencie do cargo de presidente até que a Comissão de Sindicância do Conselho Federal conclua seus trabalhos, como única maneira de prevenir maiores danos e maiores perdas ao patrimônio moral de nossa instituição. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nunca é demais lembrar o compromisso assumido por V. Exa. &amp;quot;Prometo manter, de­fender e cumprir os princípi­os e finalidades da OAB, exer­cer com dedicação e ética as atribuições que me são delegadas e pugnar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da advocacia.&amp;quot; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Belém, 04 de agosto de 2011.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Assinam a carta os Conselheiros Federais Ângela Sales, Frederico Coelho de Souza e Roberto Lauria.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;Publicada em o “Diário do Pará”, edição de 09.08.2011&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-454539152627478690?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/454539152627478690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/08/nota-assinada-por-conselheiros-federais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/454539152627478690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/454539152627478690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/08/nota-assinada-por-conselheiros-federais.html' title='Carta endereçada a Jarbas Vasconcelos, assinada por Conselheiros Federais da OAB'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-1558270864610619243</id><published>2011-07-25T23:48:00.001-03:00</published><updated>2011-07-25T23:48:42.198-03:00</updated><title type='text'>Nota do SINDJUF-PA/AP</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;DENÚNCIA &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 8ª REGIÃO NÃO RECONHECE DIREITO CONSTITUCIONAL E PUNE&amp;#160; SEUS SERVIDORES EM GREVE &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O&amp;#160;&amp;#160; Sindicato&amp;#160;&amp;#160; dos&amp;#160;&amp;#160; Trabalhadores&amp;#160;&amp;#160; do&amp;#160;&amp;#160; Poder&amp;#160;&amp;#160; Judiciário&amp;#160; Federal&amp;#160;&amp;#160; dos&amp;#160;&amp;#160; Estados&amp;#160;&amp;#160; do&amp;#160;&amp;#160; Pará&amp;#160;&amp;#160; e Amapá&amp;#160; – SINDJUF-PA/AP, vem&amp;#160; a público &lt;strong&gt;DENUNCIAR que aproximadamente 100 (cem) Servidores do TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 8ª REGIÃO foram PUNIDOS com desconto no salário e estão passíveis de serem DEMITIDOS em razão de suas participações em movimento paredista&lt;/strong&gt; iniciado no dia 15 de junho do ano de 2011 em curso, em prol da revisão salarial da categoria.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; flagrante&amp;#160;&amp;#160; violação&amp;#160;&amp;#160; ao&amp;#160; direito&amp;#160; de&amp;#160; greve&amp;#160; previsto&amp;#160;&amp;#160; na constituição&amp;#160;&amp;#160; da&amp;#160; República Federativa&amp;#160;&amp;#160; do&amp;#160;&amp;#160; Brasil,&amp;#160;&amp;#160; os contracheques&amp;#160; de&amp;#160;&amp;#160; julho/2011 de&amp;#160;&amp;#160; todos&amp;#160;&amp;#160; aqueles Trabalhadores&amp;#160; que participaram da GREVE consignaram o desconto integral dos dias parados, registrados como se &lt;strong&gt;FALTAS INJUSTIFICADAS&lt;/strong&gt; fossem, o que poderá ensejar um processo administrativo sumário por abandono de cargo, conforme os artigos 138 e 140&amp;#160; da Lei nº 8.112/1990. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Tal postura administrativa pode configurar crime contra a liberdade sindical, além de ofender o direito de greve, descumprir a Decisão emanada do STF no Mandado de Injunção nº 712-8&amp;#160;&amp;#160; que estendeu as garantias da Lei nº 7783/1989 aos Servidores Públicos, sem contar o menosprezo&amp;#160;&amp;#160; à&amp;#160;&amp;#160; Resolução&amp;#160;&amp;#160; 468/2009,&amp;#160;&amp;#160; do&amp;#160;&amp;#160; próprio TRT-8ª&amp;#160;&amp;#160; Região&amp;#160; que,&amp;#160;&amp;#160; embora&amp;#160;&amp;#160; seja&amp;#160;&amp;#160; objeto&amp;#160;&amp;#160; de contestação&amp;#160;&amp;#160; pelas&amp;#160;&amp;#160; vias&amp;#160;&amp;#160; legais,&amp;#160;&amp;#160; foi&amp;#160;&amp;#160; rigorosamente&amp;#160;&amp;#160; cumprida&amp;#160;&amp;#160; pela&amp;#160;&amp;#160; entidade&amp;#160; sindical&amp;#160;&amp;#160; durante&amp;#160;&amp;#160; o movimento paredista, como toda a legislação atinente à greve. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ressalte-se que várias decisões dos Tribunais Pátrios, inclusive do Supremo Tribunal Federal,&amp;#160; já&amp;#160;&amp;#160; pacificaram&amp;#160;&amp;#160; o&amp;#160;&amp;#160; entendimento&amp;#160;&amp;#160; de&amp;#160;&amp;#160; que&amp;#160;&amp;#160; ausência&amp;#160;&amp;#160; por&amp;#160;&amp;#160; greve&amp;#160;&amp;#160; não&amp;#160;&amp;#160; constitui&amp;#160;&amp;#160; &lt;strong&gt;FALTA INJUSTIFICADA&lt;/strong&gt;, como no Acórdão abaixo: &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;EMENTA: DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DIREITO DE GREVE. SERVIDOR PÚBLICO EM ESTÁGIO PROBATÓRIO. FALTA POR MAIS DE TRINTA DIAS. DEMISSÃO. SEGURANÇA CONCEDIDA.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1. A simples circunstância de o servidor público estar em estágio probatório não&amp;#160;&amp;#160; é&amp;#160;&amp;#160; justificativa&amp;#160;&amp;#160; para&amp;#160;&amp;#160; demissão&amp;#160;&amp;#160; com&amp;#160;&amp;#160; fundamento&amp;#160;&amp;#160; na&amp;#160;&amp;#160; sua&amp;#160;&amp;#160; participação&amp;#160;&amp;#160; em movimento grevista por período superior a trinta dias. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;2. A ausência de regulamentação do direito de greve não transforma os dias de paralização em movimento grevista em faltas injustificadas.&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;3. Recurso extraordinário a que se nega seguimento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;(STF, 1ª. Turma, RE 226966. Relatora:&amp;#160; Ministra CÁRMEN LÚCIA, Data da Decisão: 11/11/2008). (grifos nossos)&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; CONSELHO&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; NACIONAL&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; DE&amp;#160;&amp;#160; JUSTIÇA&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; (CNJ)&amp;#160;&amp;#160; também&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; já&amp;#160; manifestou-se claramente a respeito nos autos do PP-&amp;#160; 0003909-31.2010.2.00.0000.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Causa assombro que o&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160;&amp;#160; Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, cuja Presidência é exercida&amp;#160;&amp;#160; pelo&amp;#160;&amp;#160; Desembargador Federal&amp;#160;&amp;#160; Dr. JOSÉ MARIA QUADROS DE ALENCAR, oriundo do quinto constitucional da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB/PA, recusa-se a qualquer&amp;#160;&amp;#160; tentativa de negociação dos dias parados, negando-se a receber a entidade sindical representativa dos servidores e desdenhando das inúmeras peças protocoladas nesse sentido pelo SINDJUF-PA/AP e até pela Federação dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal e MPU –FENAJUFE, quando a &lt;strong&gt;Resolução 125 do CNJ&lt;/strong&gt; estabeleceu que a CONCILIAÇÃO é instrumento efetivo de pacificação social, solução e, pasmem, &lt;u&gt;prevenção&lt;/u&gt; de litígios e tem que ser utilizada como mecanismo permanente pelos tribunais no Brasil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Parece que o Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, ao invés de respeitar as orientações legais, jurisprudenciais e administrativas, além do Decreto Lei 206/2010 (que reconhece o direito de negociação dos servidores públicos, cf. Convenção 151/OIT) prefere aplicar a regra malsinada do ditado popular: Casa de Ferreiro, espeto de pau.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;Belém, 22 de julho de 2011. &lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;SINDICATO DOS TRABALHADORES DO PODER JUDICIÁRIO FEDERAL DOS ESTADOS DO PARÁ E AMAPÁ - SINDJUF-PA/AP.      &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-1558270864610619243?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/1558270864610619243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/nota-do-sindjuf-paap.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1558270864610619243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1558270864610619243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/nota-do-sindjuf-paap.html' title='Nota do SINDJUF-PA/AP'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-5605537717259412197</id><published>2011-07-18T11:52:00.001-03:00</published><updated>2011-07-18T12:10:20.840-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com o advogado Mauro Santos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Entrevista concedida ao “Diário do Pará”, edição de 17.07.2011.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-zihJMaOYhA0/TiRM2TXu8ZI/AAAAAAAAElM/QHB272YDUnc/s1600-h/shot0014.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="shot001" border="0" alt="shot001" src="http://lh3.ggpht.com/-DPzqAz6HcpI/TiRM2whDaQI/AAAAAAAAElQ/GfZOwic8RhU/shot001_thumb2.jpg?imgmax=800" width="300" height="297" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: Qual o rumo a tomar para que a Ordem reestabeleça sua credibilidade junto à sociedade, depois desse episódio?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: A Ordem dos Advogados do Brasil é maior que seus dirigentes. Tenho certeza que as irregularidades denunciadas serão apuradas e os responsáveis pelas mesmas serão rigorosamente punidos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: Que providências devem ser tomadas para a apuração dos fatos?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: A sindicância instaurada pelo Conselho Federal vai apurar os fatos e sugerir a penalidade civil e penal dos envolvidos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: Três comissões foram formadas para investigar a venda e a fraude na assinatura - duas pelo presidente regional, e a outra pelo Conselho Federal. Elas poderão chegar a resultados idênticos ou discrepantes?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Com todo o respeito que os membros que compõem as duas comissões merecem, por sinal pessoas sérias e dignas, desnecessário é esclarecer que a única comissão que possui isenção e, sobretudo, independência, para apurar os fatos denunciados é a designada pelo Conselho Federal. É importante não esquecer que membros da diretoria da OAB-Pará, a princípio, estão envolvidos nos Iamentáveis fatos denunciados. Ou seja, quem está sob investigação não pode tentar fugir das consequências e responsabilidade de seus atos, nomeando comissões de apuração, como se não tivesse nenhuma ligação e responsabilidade com os fatos que serão apurados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: A renúncia de toda a diretoria e dos conselheiros seria uma solução?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Por coerência, em respeito aos ditames da ampla defesa e do contraditório, distintamente da pregação alucínada do doutor Jarbas Vasconcelos em caso recente, não se pode cogitar qualquer penalidade aos envolvidos até que os fatos sejam apurados. Todavia, como conselheiro, visando a apuração isenta e independente dos fatos pela Comissão de Sindicância instaurada pelo Conselho Federal, sugiro que os diretores envolvidos, inclusive o presidente, se afastem de seus cargos até a conclusão dos trabalhos da referida Comissão. É importante registrar o desconforto dos conselheiros seccionais com os fatos narrados.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: O senhor pretende renunciar ao mandato caso medidas de fato moralizadoras não sejam tomadas para esclarecer os fatos e punir os responsáveis?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Não existe a menor possibilidade de renúncia de minha parte. Minha consciência e história não permitem tal ilação. Parafrasendo Juscelino Kubitscheck “Deus não me deu o dom da covardia”. Ou seja, em qualquer situação ﬁcarei em companhia dos demais conselheiros, sérios e que são muitos, defendendo os ideais sempre defendidos pela nossa instituição.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-5605537717259412197?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/5605537717259412197/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/entrevista-com-o-advogado-mauro-santos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5605537717259412197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5605537717259412197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/entrevista-com-o-advogado-mauro-santos.html' title='Entrevista com o advogado Mauro Santos'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/-DPzqAz6HcpI/TiRM2whDaQI/AAAAAAAAElQ/GfZOwic8RhU/s72-c/shot001_thumb2.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-5067427914723192958</id><published>2011-07-15T10:11:00.001-03:00</published><updated>2011-07-15T10:21:53.268-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com o advogado Sábato Rossetti</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista concedida ao “Diário do Pará”, edição de 15.07.2011.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-uDjA8j6D33s/TiA8c4rR7VI/AAAAAAAAEjI/Xu0bFMKO2kI/s1600-h/shot007%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot007" border="0" alt="shot007" src="http://lh4.ggpht.com/-6Xa2KZb_pD0/TiA8dpSBoOI/AAAAAAAAEjM/mPgZFXNW-28/shot007_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="245" height="293" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P – O Sr. Vê alguma responsabilidade direta do presidente Jarbas Vasconcelos no episódio?&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R - Pela análise dos fatos e pelas notícias veiculadas na mídia em geral, fica patente que o presidente do Conselho é quem responde por esses atos e deve ser alvo de apuração policial para que seja desvendado crime de falsificação de assinatura e do uso de documento falso. O presidente deve ser chamado na delegacia da Polícia Federal para se explicar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P - A renúncia dele, Jarbas Vasconcelos, resolveria o impasse e restabeleceria a credibilidade da instituição, abalada pela transação mal explicada?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R - É comum, quando se investiga a conduta de dirigente de um órgão ou entidade com o grau de gravidade como é o caso, que esse dirigente seja afastado para não interferir nas investigações. Porém, no caso da OAB do Pará, a situação é agravada por se revelar um caso de ameaça à ordem pública. Porque essa conduta criminosa que se noticia e que se apura nas diferentes esferas impõe que não somente se afaste o dirigente mas, mas toda a diretoria, afinal todos subscreveram um documento em que o próprio vice-presidente informa que sua assinatura foi falsificada. Se o presidente resolver renunciar, essa medida pode conter a crise institucional que afronta a moralidade e a própria OAB, mas não o isenta de, juntamente com os outros dirigentes, responderem em eventual inquérito policial. De fato, a questão dessa venda está mal explicada, e ficou pior quando o adquirente que diz ter pago o valor do imóvel com seu próprio dinheiro, porque seria um bom negócio, devolve o imóvel e quer desfazer a compra. Aí fica mesmo comprometida a situação que exige do presidente do Conselho Seccional e do Conselho Federal uma boa explicação.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P - A renúncia coletiva da atual diretoria seria outra solução?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R - Como eu disse antes, a renúncia coletiva pode abafar o caso, mas não isentará os dirigentes das explicações que deverão ser cobradas pela sociedade e pelas autoridades policiais. Mas, repito, a renúncia resgata a imagem da própria OAB, que deve com serenidade examinar essa possibilidade que se mostra viável.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P - Jarbas Vasconcelos pediu prisão para dos fraudadores e falsificadores de assinaturas da Assembleia Legislativa, fazendo a OAB substituir o Ministério Público. Não caberia também pedir a prisão dos fraudadores da OAB?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R - Campanhas combatendo a corrupção na Assembleia Legislativa, como foi essa última, a que combateu o nepotismo no Judiciário, juízes &amp;quot;TQQ&amp;quot;, sob a acusação de que magistrados não apareciam para trabalhar nas segundas e sextas-feiras, seriam sérias e louváveis se a OAB/PA desse exemplo à sociedade, começando com o corte profundo na sua própria carne, banindo de seus quadros dirigentes que se envolvem em escândalos desse tipo. Isso deve ser levado em conta pela sociedade que acompanha esses acontecimentos, porque a OAB que ao longo das últimas décadas combate a imoralidade, o desvio de dinheiro público, a utilização para benefício próprio dos cargos e do patrimônio público não poderia jamais permitir em seus quadros dirigentes imersos nesse escândalo, que no Pará não conheço, no âmbito da instituição, qualquer precedente. Servi a instituição com sacrifício pessoal de 1984 a 2006, nunca imaginei a desmoralização tomar conta da OAB. É preciso que o crime de falsificação de documento público (procuração) e seu uso no seio da OAB seja apurado, e os responsáveis punidos da mesma forma que a OAB pede a punição daqueles que praticaram crime contra a administração pública. Afinal, a lei é igual para todos devendo a OAB ser a primeira a dar o exemplo.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-5067427914723192958?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/5067427914723192958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/entrevista-com-o-advogado-sabato.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5067427914723192958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/5067427914723192958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/entrevista-com-o-advogado-sabato.html' title='Entrevista com o advogado Sábato Rossetti'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-6Xa2KZb_pD0/TiA8dpSBoOI/AAAAAAAAEjM/mPgZFXNW-28/s72-c/shot007_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-7986754055065076492</id><published>2011-07-11T21:07:00.001-03:00</published><updated>2011-07-11T21:07:51.536-03:00</updated><title type='text'>Nota do Conselho Federal da OAB</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-wnBYm_wrqV0/ThuQUs5gIdI/AAAAAAAAEh0/Y98cvyPcPbg/s1600-h/shot002%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot002" border="0" alt="shot002" src="http://lh5.ggpht.com/-3ZQFF8_wYyU/ThuQVtATjwI/AAAAAAAAEh4/CJptM_jbHxk/shot002_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="250" height="134" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) designou hoje Comissão de Sindicância para apurar fatos relativos à suposta venda de terreno da Subseção de Altamira, no Estado do Pará. O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, declarou-se impedido por ser a OAB-PA sua Seccional de origem, passando o processo à responsabilidade do vice-presidente do Conselho Federal da OAB, Alberto de Paula Machado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O vice-presidente da OAB Nacional designou a corregedora nacional da OAB e secretária-geral adjunta do Conselho Federal da entidade, Márcia Machado Melaré, e mais dois conselheiros federais da entidade, Francisco Anis Faiad (do Mato Grosso) e José Alberto Simonetti (do Amazonas), para integrar uma comissão que terá como objetivo apurar as denúncias de irregularidades em torno da comercialização de terreno. A Comissão viajará ao Estado do Pará nos próximos dias.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;Fonte: Assessoria de Imprensa do Conselho Federal da OAB&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-7986754055065076492?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/7986754055065076492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/nota-do-conselho-federal-da-oab.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7986754055065076492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/7986754055065076492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/nota-do-conselho-federal-da-oab.html' title='Nota do Conselho Federal da OAB'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-3ZQFF8_wYyU/ThuQVtATjwI/AAAAAAAAEh4/CJptM_jbHxk/s72-c/shot002_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-1218646834617923754</id><published>2011-07-11T21:01:00.001-03:00</published><updated>2011-07-11T21:09:28.717-03:00</updated><title type='text'>Nota da OAB-PA sobre a venda do terreno de Altamira</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-M61fvl0jGPU/ThuO6mnxIII/AAAAAAAAEhs/dDPVMfk_RTo/s1600-h/shot001%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="shot001" border="0" alt="shot001" src="http://lh4.ggpht.com/-PC0fyTuejfQ/ThuO7vrGlaI/AAAAAAAAEhw/AiwkfImZwb0/shot001_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="250" height="138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Após dez dias fora de Belém, o presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, reassumiu a função e decidiu nomear duas comissões para apurar os fatos relacionados à venda do terreno pertencente à instituição, localizado em Altamira, e à denúncia de falsificação da assinatura do vice-presidente Evaldo Pinto. As comissões atuarão da seguinte forma:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;1 – A primeira Comissão é formada pelos conselheiros Jaime Começanha Balesteros Filho, Elias Antonio Albuquerque Chamma e Afonso Marcius Vaz Lobato, para apresentar um parecer sobre a venda do terreno até o dia 02 de agosto próximo, uma terça-feira. A comissão analisará todos os dados referentes à controvertida operação e levará em conta o pedido de desfazimento da compra e venda do referido terreno e a renúncia ao bem por parte do conselheiro Robério d'Oliveira e o pedido de bloqueio dos valores pagos pela compra, feito pelo conselheiro Ismael Moraes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;2 – A segunda comissão nomeada por Jarbas Vasconcelos fará uma sindicância interna para apurar a grave denúncia de falsificação de assinatura do vice-presidente da OAB-PA, Evaldo Pinto, na procuração pública outorgada pela Diretoria da instituição para concretizar a venda do imóvel de Altamira. A comissão analisará a denúncia feita pelo próprio vice-presidente Evaldo Pinto assim como a informação prestada pela chefe do Jurídico da OAB-PA, Cynthia de Nazaré Portilho Rocha, que colocou seu sigilo telefônico à disposição, de que teria sido ela a autora da assinatura, feita a pedido do vice-presidente, sendo esta, segundo ela, uma prática recorrente durante sua ausência. Esta comissão terá 15 dias para apresentar um parecer sobre a denúncia. Integram a comissão o presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, Aluisio Augusto Martins Meira, que a preside, o juiz do mesmo Tribunal Edilson Araújo dos Santos, e o presidente da Comissão de Ét! ica da entidade, Sebastião Barros do Rego Baptista.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os membros das referidas comissões serão nomeados por Portaria da Secretaria da Ordem, com a disponibilização dos autos. A cópia integral de ambos os processos também foi encaminhada ao vice-presidente do Conselho Federal, Alberto de Paula, propondo que um membro da OAB Nacional seja designado para acompanhar o caso in loco.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com essas medidas, o Presidente espera que os fatos sejam devidamente esclarecidos para que não pairem dúvidas na sociedade, na classe e na imprensa quanto às responsabilidades de cada um, preservando-se o nome e o prestígio da OAB, que está acima das questões suscitadas pela recente polêmica.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="1"&gt;Fonte: ASCOM OAB-PA&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-1218646834617923754?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/1218646834617923754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/nota-da-oab-pa-sobre-venda-do-terreno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1218646834617923754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1218646834617923754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/nota-da-oab-pa-sobre-venda-do-terreno.html' title='Nota da OAB-PA sobre a venda do terreno de Altamira'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-PC0fyTuejfQ/ThuO7vrGlaI/AAAAAAAAEhw/AiwkfImZwb0/s72-c/shot001_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-1087769833023589230</id><published>2011-07-10T18:18:00.001-03:00</published><updated>2011-07-10T18:20:54.844-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Sérgio Couto</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Entrevista publicada em o “Diário do Pará”, edição de 10.07.2011, sobre o episódio da venda de um imóvel da OAB, em Altamira-PA, onde foram encontradas irregularidades, inclusive a falsificação da assinatura do vice-presidente da seção do Pará.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sérgio Couto é advogado militante em Belém-PA e foi presidente da OAB-PA.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-moxttfC9rBY/ThoXsMJUoqI/AAAAAAAAEgo/GevL2XN6e8k/s1600-h/shot011%25255B9%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot011" border="0" alt="shot011" src="http://lh4.ggpht.com/-UlqRTxC578M/ThoXs9sC57I/AAAAAAAAEgs/Y74U4V7Ie_w/shot011_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="300" height="332" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: O presidente Jar­bas Vasconcelos agiu corretamente no episódio?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Ninguém age corretamente em caso de alguma prática criminal. Isso tudo é uma vergonha muito grande. Resta saber se ele tem partici­pação nisso. Vou torcer para que não tenha.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: A imagem da OAB sai manchada depois do que ocorreu?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Manchada? Isso é pouco. É muito pouco. A meu modo de sentir, a ima­gem, a credibilidade e a res­peitabilidade da instituição, que tanto nos custou para construir, está sendo destruí­da pelas tropelias dessa diretoria, contra a qual lutei com todas as minhas for­ças, mas fui derrotado, em­bora não tenha sido vencido. Eu bem sabia que isso tudo iria acontecer pelo compor­tamento deles em episódios anteriores. Mas prevaleceu o egoísmo, a vaidade, a irres­ponsabilidade dos que deram apoio aos que lá estão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: Fala-se em pressionar o doutor Jarbas Vasconcelos para que ele renuncie, pou­pando a entidade de um des­gaste ainda maior com a per­manência dele no cargo. O senhor concorda com isso?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Concordo. Mas é di­fícil. Acho que em toda a história da OAB, de todas as seccionais do país, jamais aconteceu o que está acon­tecendo no Pará. Está todo mundo boquiaberto. Estupefato. Assustado, mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: A Corregedoria das comarcas da região metro­politana de Belém decidiu abrir sindicância para apu­rar a fraude na assinatura do doutor Evaldo Pinto. O se­nhor defende esse tipo de procedimento?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Claro. Tudo o que for feito no sentido de apurar qualquer irregularidade co­metida, seja lá por quem quer que seja, eu não só defendo como estimulo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: O Ministério Público não deveria entrar no caso?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Se houve crime, ainda que em tese, o Ministério Pú­blico tem o dever de agir. Essa é sua missão institucional, que essa diretoria da OAB quis usurpar, pedindo prisão pre­ventiva e indisponibilidade de bens, fora do devido proces­so legal, sem contraditório e sem direito a ampla defesa no caso repugnante da Assem­bleia Legislativa. Uma vergo­nha vergonhosa, como se diz no vulgo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: A gestão do doutor Jarbas Vasconcelos tem sido à altura das suas expectati­vas, mesmo depois do episó­dio da venda mal explicada do terreno?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Infelizmente, não. Ele (Jarbas Vasconcelos) tem en­volvido a instituição em epi­sódios de seu interesse pes­soal e político que só têm desgastado a imagem públi­ca e a respeitabilidade da mesma, pelas quais tanto lu­tamos. Administrativamente, tem sido medíocre. Apagado. Institucionalmente, tem sido midiático. Procura os holofo­tes. Parece que tem necessi­dade de status social e in­telectual. Não hesita em se servir da instituição e do con­ceito que ela tem. Não tem servido à instituição. Tem se servido dela. Isso é horrível! É deplorável! E toda vez que se critica, ou se discorda dele ou de algum ato da diretoria ou do Conselho, já tem uma manifestação ameaçado­ra pré-formatada: 'vou proces­sar!'. 'Isso é insatisfação polí­tica'. Ora... ora... ora...&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: Como o senhor está vendo esse imbróglio que cul­minou com a descoberta da falsificação da assinatura do vice da OAB. Evaldo Pinto?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Eu não estava sabendo disso. Soube do caso deplorá­vel da venda do terreno em Altamira. Isso, para mim que estou longe, é uma surpresa. Se houve alguma falsificação, é caso de polícia! É crime.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;P: O senhor pode fazer as considerações que enten­der pertinentes para finalizar essa entrevista...&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;R: Estou fora do país e só tomei conhecimento dos acontecimentos pelo meio eletrônico. Quando se desfez o negócio de Altamira, assim me manifestei como sendo a síntese do meu pensamen­to: 'Parece que prevaleceu o bom senso com a desistên­cia da irregular compra do terreno de Altamira. Não há interesse político subjacente nenhum. Isso é desculpa esfarrapada de quem foi flagra­do no deslize. No erro. Na falta de bom senso. Eu me re­voltei e iria ingressar em juízo porque o ato foi moral e eti­camente condenável. Deplo­rável, mesmo. A lei não es­gota a ética e a moral, todos sabemos. E a OAB não pre­cisa vender nenhum patrimô­nio. Principalmente em uma área tão futurosa. Então, não me venha com essa ladainha de vítima, de injustiçado. Se quiserem, ingressem em juízo contra mim. Mas que não vou permitir o uso indevido e in­teresseiro da entidade, isso não vou. De qualquer manei­ra, parabenizo a prevalência do bom senso, mas nossa ima­gem institucional, mais uma vez, sai duramente arranhada.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-1087769833023589230?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/1087769833023589230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/entrevista-com-sergio-couto.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1087769833023589230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1087769833023589230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/entrevista-com-sergio-couto.html' title='Entrevista com Sérgio Couto'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-UlqRTxC578M/ThoXs9sC57I/AAAAAAAAEgs/Y74U4V7Ie_w/s72-c/shot011_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-1189747782434370734</id><published>2011-07-09T09:12:00.001-03:00</published><updated>2011-07-09T09:12:33.029-03:00</updated><title type='text'>Os denunciados do mensalão</title><content type='html'>&lt;p&gt;01. José Dirceu&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;02. Delúbio Soares&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;03. José Genoíno&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;04. Marcos Valério&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;05. Rogério Tolentino&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;06. Cristiano Paz&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;07. Ramon Hollerbach&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;08. Simone Vasconcelos&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;09. Geiza Dias&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;10. Kátia Rabello&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;11. José Roberto Salgado&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;12. Ayanna Tenório&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;13. Vinicius Samarane&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;14. João Paulo Cunha&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;15. Henrique Pizzolato&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;16. Pedro Corrêa&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;17. Pedro Henry&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;18. João Cláudio Genú&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;19. Enivaldo Quadrado&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;20. Breno Fischberg&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;21. Carlos Alberto Quaglia&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;22. Valdemar Costa Neto&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;23. Jacinto Lamas&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;24. Bispo Rodrigues&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;25. Roberto Jefferson&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;26. Romeu Queiroz&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;27. Emerson Palmieri&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;28. José Borba&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;29. Paulo Rocha&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;30. Anita Leocádia&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;31. João Magno&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;32. Professor Luizinho&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;33. Anderson Adauto&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;34. José Luiz Alves&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;35. Duda Mendonça&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;36. Zilmar Fernandes&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-1189747782434370734?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/1189747782434370734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/os-denunciados-do-mensalao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1189747782434370734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1189747782434370734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/07/os-denunciados-do-mensalao.html' title='Os denunciados do mensalão'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-3832934808837297226</id><published>2011-06-28T20:38:00.001-03:00</published><updated>2011-06-28T20:52:21.677-03:00</updated><title type='text'>Como foi a morte de Diana</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Entrevista concedida à repórter Juliana Linhares, publicada nas “Páginas Amarelas” da revista “Veja”, edição 2223 – ano 44 – nº 26 – 29 de junho de 2011&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-SRkSwW-08uA/TgpoQVRQEiI/AAAAAAAAD_E/wd4wQXbleNw/s1600-h/shot001%25255B9%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="shot001" border="0" alt="shot001" src="http://lh5.ggpht.com/-bzIVP9mv4ME/TgpoR3KDcGI/AAAAAAAAD_I/WLTN3akWMDQ/shot001_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800" width="360" height="345" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Médico mineiro que ajudou no atendimento à princesa fala sobre as medidas heroicas – e erros de atendimento – no acidente que matou a mulher mais famosa do mundo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;N&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;ão é possível afirmar que a princesa Diana morreu por ser quem era - sempre pairará uma dúvida cruel: os ferimentos sofridos por ela no acidente de carro em 31 de agosto de 1997 seriam fatais de qualquer maneira ou o resgate demorou mais ainda por envolver a mulher mais famosa do mundo? É possível, porém, sustentar que Diana teve os últimos resquícios de vida intensivamente prolongados porque os médicos dedicaram um esforço excepcional às chamadas medidas heroicas justamente por ela ser quem era. O cirurgião cardíaco Leonardo Esteves Lima, 46, acompanhou os últimos momentos da princesa no Pitié-Salpêtrière, o maior hospital de Paris, onde ele havia feito residência, mestrado e doutorado. Hoje baseado em Brasília, onde é coordenador de cirurgia cardíaca adulta do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal. Lima relembra aquela dramática madrugada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como o senhor foi convocado para tratar da princesa?&lt;/strong&gt; À 1h30 da madrugada, recebi um telefonema do hospital pedindo que eu me apresentasse para uma emergência. Naquela noite, eu não era o plantonista. Quem estava de plantão na área de cirurgia cardíaca era um dos chefes do departamento, o doutor Alain Pavie. Fui chamado apenas para ajudá-lo. Nessa hora, ninguém me disse que se tratava de um acidente com Diana.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como Diana chegou ao hospital?&lt;/strong&gt; Entubada e inconsciente. Seu coração ainda funcionava, mas, quando ela entrou no hospital e foi levada para a UTI, teve uma parada cardíaca. Era a segunda daquela noite, como saberíamos depois.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quando aconteceu o que pode ter sido o primeiro erro no atendimento a Diana? &lt;/strong&gt;O primeiro telefonema feito para a polícia, do local do acidente, foi à 0h26. A ambulância que levou Diana ao hospital só chegou ao Pitié-Salpêtrière às 2h06. Portanto, uma hora e quarenta minutos após o resgate. Vou me ater à minutagem dos eventos do acidente para poder explicar onde é que vemos os possíveis erros. A polícia chegou ao local da batida à 0h30. Dez minutos depois, chegou a equipe médica de resgate. Diana estava presa nas ferragens do carro. Do lado de fora, o médico injetou em suas veias morfina, soro fisiológico e drogas para manter a pressão e a frequência cardíaca. Ela foi removida do Mercedes-Benz à 1 hora da manhã. Nesse momento, teve a primeira parada cardíaca. Ainda na rua, foi reanimada pelo médico. À 1h18, foi colocada na ambulância, que deixou o local à 1h41. Durante a viagem de vinte e seis minutos para o hospital, a ambulância parou por cinco minutos, por ordem do médico, que constatou que a pressão de Diana havia caído dramaticamente. A ambulância viajou em velocidade baixa, por instrução do médico. Quais foram os problemas? Ele decidiu estabilizar a paciente no local, em vez de levá-la de imediato para o hospital. O trajeto entre o local do acidente e o hospital, àquela hora da noite, levaria menos de dez minutos. O que se esperava da equipe é que todas as manobras tivessem sido feitas dentro da ambulância e em movimento. Isso é o que nos Estados Unidos se chama de &lt;em&gt;scoop and run&lt;/em&gt;: checar os batimentos cardíacos e correr para o hospital.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E por que o médico não fez isso?&lt;/strong&gt; Eu chamo esse comportamento de síndrome de esmeraldite. Você não pode tratar um paciente, e apenas um, como uma esmeralda. Por ela ser a princesa Diana, ele quis fazer algo melhor do que já fazia. E, se tivesse feito a coisa como sempre fez, talvez a tivesse poupado. O problema é que ela estava com uma hemorragia interna que só poderia ser estancada em um hospital.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O médico sabia dessa hemorragia?&lt;/strong&gt; Sim, porque externamente ela só tinha um ferimento superficial - um pequeno corte no supercílio -, e isso não podia ter causado a parada cardíaca. Ela estava sangrando por dentro, e a única forma de parar o sangramento era abrir o corpo, colocar o dedo em cima do buraco e costurá-lo. Mas houve pelo menos mais um problema. A comunicação entre a ambulância e o hospital falhou. Mesmo tendo conhecimento de que se tratava de um sangramento torácico, o médico não pediu ao hospital, pelo telefone, que um cirurgião especializado na área fosse chamado para compor a equipe que atenderia Diana. Quem teve de fazer a primeira cirurgia a que a princesa foi submetida naquela noite, uma toracotomia, foi um cirurgião-geral, que não é especializado em cirurgia torácica. A toracotomia é um rasgo que, no caso dela, ia da lateral direita do corpo até o meio do peito e que serve para localizar de onde o sangue está vindo. O rasgo foi feito logo abaixo do mamilo; em seguida, com um aparelho chamado finocheto, o médico forçou e afastou as costelas da princesa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Aí também houve erro?&lt;/strong&gt; Não exatamente. Ele abriu esse lado do peito, porque imaginava que o sangramento viesse do pulmão direito. Quando constatou que vinha, na verdade, do coração, portanto lá do outro lado, pediu a ajuda de um especialista. Diana havia sofrido dois rompimentos. A membrana que envolve o coração, chamada pericárdio, tinha se rasgado do lado direito e o coração, no lado esquerdo, havia se rasgado da veia pulmonar interior esquerda. Essa é a veia que leva sangue oxigenado do pulmão para o coração. Os dois rasgos se deram por causa da batida. Na hora do impacto, os órgãos internos de Diana, que estava sem cinto de segurança, se chocaram contra a parede do tórax e se romperam nesses dois lugares. Em consequência da veia rompida, o sangue vazava para a membrana que envolve o coração e, depois, escapava pelo buraco do pericárdio para o hemitórax direito, onde fica o pulmão direito. A quantidade de sangue que foi para esse pulmão era enorme, cerca de 5 litros. Para uma mulher de 36 anos, isso equivale a quase todo o sangue do seu corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que aconteceu em seguida?&lt;/strong&gt; Finalmente, o doutor Alain Pavie chegou ao centro cirúrgico. E encontrou uma situação de guerra. Um dos médicos estava com a mão diretamente no coração de Diana, fazendo massagem, outro cuidava da transfusão de sangue, outro dava choques. Pavie completou a abertura do tórax dela, dessa vez até a outra lateral do corpo. Para chegar lá, serrou o esterno, osso que fica no meio do tórax. Quando atingiu o coração, viu que vinha de lá o sangramento e, rapidamente, fechou o buraco. Mas a princesa nunca mais voltou. Há especialistas que ainda veem uma terceira falha no procedimento. Diana poderia ter sido colocada em assistência circulatória, que é uma máquina de coração e pulmão artificial. Mas essa manobra só dá certo quando o paciente é posto na máquina menos de meia hora após a primeira parada cardíaca. Ou seja, só teria funcionado se o socorrista a tivesse levado para o hospital rapidamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diana sofreu muito?&lt;/strong&gt; Logo depois da batida, ela deve ter sentido uma dor violenta por causa dos rompimentos. Mas a dor durou apenas alguns minutos. Diana chegou a dizer algumas frases para o médico que a atendeu na rua (ela disse &amp;quot;O que aconteceu?&amp;quot; e &amp;quot;Meu Deus&amp;quot; diversas vezes). Quando começou a perder sangue, foi ficando inconsciente e a dor parou. Daí em diante, não sentiu mais nada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Onde o senhor estava enquanto as duas operações eram feitas?&lt;/strong&gt; No centro cirúrgico. O corpo médico se comportava com muito comedimento, mas, dos paramédicos para baixo, era um alvoroço só. Nos corredores do hospital só se ouvia &amp;quot;Lady Di. Lady Di&amp;quot; (fala com a pronúncia francesa, com o som de i no final de Di). Quando entrei na sala, chamado pelo doutor Pavie, os médicos já estavam desistindo das manobras de reanimação. Havia pelo menos vinte pessoas em cima da princesa. Em uma situação normal, elas seriam a metade disso. Os médicos saíam com uma aparência exausta, tirando as luvas encharcadas de sangue. Alguns tinham os olhos fundos e avermelhados de cansaço. Aquela maratona de duas horas (ela foi declarada morta às 4 da manhã) não teria durado mais de uma, não fosse ela uma pessoa famosa. Para mim e para outro colega, sobrou o serviço menor, o de fechar o corpo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que viu quando se aproximou?&lt;/strong&gt; A sala media 64 metros quadrados e estava a uma temperatura de 19 graus. Pelo chão havia incontáveis curativos, aventais, tudo manchado de sangue. A princesa se encontrava deitada no centro, com lâmpadas ligadas em cima dela. Metade do tronco estava aberta e coberta de sangue. O corpo já estava gélido. Coloquei minhas luvas e costurei o peito dela. Quando já estava indo embora, uma enfermeira me pediu: “Doutor, coitada, costure o corte na testa dela&amp;quot;. O rosto de Diana estava perfeito, só tinha mesmo aquele cortezinho, que eu fechei com pontos de cirurgia plástica, para não deixar cicatriz.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Enquanto o senhor fechava o corte, foi possível observar outros detalhes?&lt;/strong&gt; Era uma mulher muito bonita. Tinha uma pele branquíssima e ainda estava com um pouco de maquiagem, uma sombra azulada nos olhos. Quando eu a vi, eles estavam entreabertos. Em algum momento, veio uma enfermeira e os fechou. Depois, ela foi colocada em um saco plástico e levada para a morgue.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Diana estava grávida, como acredita o pai de seu namorado, Dodi al Fayed, que também morreu no acidente?&lt;/strong&gt; Durante os procedimentos, essa hipótese nem sequer foi aventada. Quando ela entrou no hospital, fizeram, evidentemente, um exame de sangue nela. Mas o teste que detecta gravidez não foi realizado, porque em uma urgência como essa isso não tem a menor importância. A não ser, é claro, que ela estivesse com uma gravidez avançada. E, no momento em que chegou ao hospital, ela não falou nada, porque estava em choque. Na época da tragédia, Lúcia Flecha de Lima (mulher de um ex-embaixador do Brasil na Inglaterra e amiga de Diana) me telefonou para perguntar a mesma coisa.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor vê algum fundamento na tese de que houve uma conspiração para matar a princesa?&lt;/strong&gt; Não. Ela teve o mais empenhado de todos os tratamentos. Mas sei que há muita gente que acredita nisso. Eu mesmo recebi cartas da Interpol, até 2008, querendo saber detalhes do que houve no hospital.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor se emocionou com esse caso? &lt;/strong&gt;Não. Eu não tinha relação alguma com Diana, ela não era minha paciente. Além disso, não tinha aquela euforia que muitas pessoas têm em relação à família real inglesa. Eu nem sabia que Diana estava na França.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Qual era o estado de espírito dos médicos quando se reuniram, depois que tudo acabou?&lt;/strong&gt; Não houve essa reunião. Houve uma debandada. Os médicos tinham outros casos urgentes para cuidar. Além disso, precisavam fazer relatórios dos materiais que foram usados naquelas cirurgias. Tudo precisava ser justificado e reposto. Alain Pavie e outros dois se sentaram para fazer um relatório oficial, já que se tratava de um caso que teria um enorme desdobramento. No fundo, existia um sentimento de impotência, de que muito esforço fora gasto para, no fim, não adiantar nada.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O senhor conseguiu dormir naquela noite? &lt;/strong&gt;Sim. Eu cheguei em casa já de manhã e liguei para o meu pai, que também é cirurgião cardiovascular. Nossa conversa foi médica; ele me perguntou o que havia sido feito, e eu expliquei. Em seguida, contei a história para minha companheira e fui dormir. Médicos cirurgiões estão sempre com sono, porque a gente trabalha muito. Cena vez, eu estava em um jantar e uns ladrões invadiram a festa. Fizeram todo mundo deitar no chão. Enquanto o dono da festa foi obrigado a sair para pegar o dinheiro, eu cheguei a cochilar. Minha mulher quase me matou.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sua reação não mudou depois de ver toda a dimensão que o caso ganhou? &lt;/strong&gt;Muito pouco. Naquela época, eu já havia operado 6000 pessoas. De lá para cá, operei outras 10000. Mas é claro que foi um momento marcante.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-3832934808837297226?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/3832934808837297226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/como-foi-morte-de-diana.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3832934808837297226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/3832934808837297226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/como-foi-morte-de-diana.html' title='Como foi a morte de Diana'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-bzIVP9mv4ME/TgpoR3KDcGI/AAAAAAAAD_I/WLTN3akWMDQ/s72-c/shot001_thumb%25255B5%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-934236172613424374</id><published>2011-06-24T00:03:00.001-03:00</published><updated>2011-06-24T00:05:26.823-03:00</updated><title type='text'>Festa macabra</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Autores: Demétrio Magnoli&lt;font size="4"&gt;¹&lt;/font&gt; e Adriano Lucchesi&lt;font size="4"&gt;²&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="4"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-L1G7zZXRcOY/TgP-cDvIFUI/AAAAAAAAD5w/Vfq_rAQcXOY/s1600-h/rob%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="rob" border="0" alt="rob" src="http://lh6.ggpht.com/-p4n2e6wL3Sk/TgP-cyDzp7I/AAAAAAAAD50/xnSH0OPfqH0/rob_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="320" height="286" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Há uma percepção crescente de que a aritmética da Copa do Mundo é um tanto instável&amp;quot;, escreveu o Times de Johannesburgo um mês depois do triunfo da Espanha nos campos sul-africanos. &amp;quot;Temos estádios em excesso para nosso próprio uso. Talvez devêssemos exportar estádios para o Brasil, que fará sua Copa do Mundo?&amp;quot;. A constatação estava certa; a sugestão, errada. O Brasil, país do futebol, terá o mesmo problema que a África do Sul, país do rúgbi. Aqui, como lá, a festa macabra da Fifa é um sorvedouro implacável de recursos públicos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mafiosos usam a linguagem da máfia. Confrontado com evidências de corrupção na organização que dirige, Sepp Blatter avisou que tais &amp;quot;dificuldades&amp;quot; seriam solucionadas &amp;quot;dentro de nossa família&amp;quot;. As rendas de radiodifusão e marketing da Fifa ultrapassaram os US$ 4 bilhões no ciclo quadrienal encerrado com a Copa da África do Sul. O navio pirata já se moveu para o Brasil, onde a Fifa articula com seus sócios a rapina seguinte.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O brasileiro João Havelange planejou a globalização do futebol, expandindo a Copa para 24 seleções, em 1982, e 32, em 1998. Blatter concluiu a transformação, rompendo a regra de rodízio de sedes entre Europa e América. Como constatou a Sports Industry Magazine, sob um processo milionário de licitação do direito de hospedagem, as ofertas nacionais assumiram &amp;quot;a forma de promessas de mais e mais pródigos novos estádios para os jogos e novos hotéis luxuosos para uso dos dirigentes da Fifa e de fãs endinheirados&amp;quot;. A Copa é um roubo: as despesas são pagas com dinheiro público, de modo que a licitação &amp;quot;constitui, de fato, um esquema de extração de renda concebido para separar os contribuintes de seus tributos&amp;quot;.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O saque decorre da conivência de governos em busca de prestígio e de negociantes em busca de oportunidades. Na Europa a rapinagem é circunscrita por uma cultura política menos permeável à corrupção e pela existência prévia de modernas infraestruturas hoteleiras, esportivas e de transportes. Por isso a Fifa seleciona seus próximos alvos segundo critérios oportunistas de vulnerabilidade. Encaixam-se no perfil África do Sul e Brasil, países emergentes que ambicionam desfilar no círculo central do mundo, assim como a semiautoritária Rússia, sede de 2018, e a monarquia absoluta do Qatar, que bateu a Grã-Bretanha na disputa por 2022.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Antes das Copas, consultores associados às redes mafiosas produzem radiosas profecias sobre os efeitos econômicos do evento. Depois, quando emergem os resultados efetivos, eles já estão entregues à fabricação de ilusões no porto seguinte. A África do Sul gastou US$ 4,9 bilhões em estádios e infraestruturas, que gerariam rendas imediatas de US$ 930 milhões derivadas do afluxo de 450 mil turistas, mas só arrecadou US$ 527 milhões dos 309 mil turistas que de fato entraram no país.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O verdadeiro legado positivo da Copa de 2010 foi a mudança de paradigma no sistema de transporte público urbano, pela introdução de ônibus, em corredores dedicados, e do Gautrain, trem rápido de conexão com o aeroporto de Johannesburgo. Os ônibus enfrentavam selvagem resistência dos sindicatos de operadores de peruas, superada pelo imperativo urgente do evento esportivo. O Gautrain serve exclusivamente à classe média, com meios para adquirir bilhetes cujos preços excluem a população pobre. Mas o argumento de que sem uma Copa, não se realizariam obras necessárias de mobilidade urbana equivale a uma confissão de incompetência da elite dirigente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Eventos esportivos globais tendem a gerar ruínas urbanas, mesmo em países mais inclinados a zelar pelo interesse público. Japoneses e sul-coreanos ainda subsidiam a manutenção das arenas da Copa de 2002. As dívidas contraídas para as obras da Olimpíada de Atenas e da Eurocopa de 2004 aceleraram a marcha rumo à falência da Grécia e de Portugal. A África do Sul incinerou US$ 2 bilhões na construção e reforma das dez arenas da Copa. Todas, com exceção do Soccer City, de Johannesburgo, usado para jogos de rúgbi e shows, figuram hoje como monumentos inúteis, conservados pela injeção de dinheiro público. A Cidade do Cabo paga US$ 4,5 milhões ao ano pela manutenção da arena de Green Point, erguida ao custo fabuloso de US$ 650 milhões e usada apenas 12 vezes depois da Copa. Lá se desenrola um melancólico debate sobre a alternativa de demolição do icônico estádio, emoldurado pela magnífica Table Mountain.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Brasil decidiu ultrapassar a África do Sul. Aqui, serão 12 arenas, a um custo convenientemente incerto, mas bastante superior aos dispêndios sul-africanos. As futuras ruínas já drenam vultosos recursos públicos, mal escondidos sob as rubricas de empréstimos do BNDES e subsídios estaduais e municipais. O governo paulista prometeu não queimar o dinheiro do povo na festa macabra da Fifa, mas o alcaide Gilberto Kassab assinou um cheque público de US$ 265 milhões destinado ao estádio do Corinthians. São 16 centros educacionais, para 80 mil estudantes, sacrificados por antecipação no altar de oferendas às máfias da Copa. O gesto de desprezo pelas necessidades verdadeiras dos contribuintes reproduz iniciativas semelhantes adotadas, Brasil afora, por governos estaduais e municipais.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo a lógica perversa do neopatriotismo, a Copa é um artigo de valor só mensurável sob o prisma da restauração do &amp;quot;orgulho nacional&amp;quot;. De fato, porém, a condição prévia para a Copa é a cessão temporária da soberania nacional à Fifa, que assume funções de governo interventor por meio do seu Comitê Local. O poder substituto, nomeado por Blatter, já obteve o compromisso federal de virtual abolição da Lei de Licitações e pressiona as autoridades locais pela revisão das regras de concorrência pública. Malemolentes, ao som dos acordes de um verde-amarelismo reminiscente da ditadura militar, cedemos os bens comuns à avidez dos piratas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="4"&gt;¹&lt;/font&gt; Sociólogo e doutor em Geografia Humana pela USP&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="4"&gt;² &lt;/font&gt;Administrador de empresas e Mestre em Turismo Sustentável &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Fonte: “Estado de S. Paulo”, edição de 23.06.2011&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-934236172613424374?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/934236172613424374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/festa-macabra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/934236172613424374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/934236172613424374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/festa-macabra.html' title='Festa macabra'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/-p4n2e6wL3Sk/TgP-cyDzp7I/AAAAAAAAD50/xnSH0OPfqH0/s72-c/rob_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-1092008367635740434</id><published>2011-06-15T21:54:00.001-03:00</published><updated>2011-06-15T22:00:47.329-03:00</updated><title type='text'>ALEPA: MP pede a prisão de três envolvidos em fraudes em licitações</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Foram presos na manhã de hoje, a pedido do Ministério Público do Estado, Sandro Rogério Nogueira Sousa Matos e José Carlos Rodrigues de Sousa, que estão sendo investigados pela participação em esquema fraudulento de licitações na Assembleia Legislativa do Estado (Alepa). Sérgio Duboc, outro envolvido no esquema, ainda encontra-se foragido. A prisão preventiva foi requerida pelos promotores de justiça Arnaldo Célio da Costa Azevedo e Milton Luís Lobo Menezes, O mandado de prisão foi decretado pelo juiz Pedro Pinheiro Sotero, da vara de inquéritos e medidas cautelares.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo os promotores de justiça a preventiva de Sandro Rogério (membro da comissão de licitação da Alepa), José Carlos ((sócio da Croc Tapioca) e Sérgio Duboc (ex-diretor do Detran) foi requerida em virtude dos investigados terem cometido de crime de falsificação de documentos públicos, corrupção e outras fraudes.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Além disso, ficou comprovado, após apreensão de um gravador digital na residência de José Carlos, na última operação de busca e apreensão, que havia um conluio entre os três que tiveram mandado de prisão expedido, para tentar ludibriar as investigações, combinando depoimentos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Nas gravações, Sandro Rogério diz a José Carlos como esse deve proceder nos depoimentos e propõe que este último assuma a culpa, dizendo que exercia influência junto às empresas concorrentes e por isso vencia as licitações. Em troca o grupo responsável pelas fraudes pagaria os custos do advogado de José Carlos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em outros trechos relevantes da gravação José Carlos afirma ter provas suficientes para incriminar Daura Hage, no caso Alepa, inclusive envolvendo um senador da República. Mas que ele (José Carlos) poderia calar-se caso os problemas com a JC Rodrigues fossem resolvidos, insinuando que precisa de muito dinheiro para inserir-se no mercado novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com isso, ficou caracterizado que havia uma clara intenção dos envolvidos em apagar vestígios do que tinham feito e escapar da justiça. “Diante do desenrolar da investigação, percebe-se que os representados agem ilicitamente na cooptação de testemunhas tentando prejudicar as investigações, colocando em risco a ordem social, futura instrução criminal e por consequência, aplicação da lei penal”, concluiu o juiz Pedro Sotero em sua decisão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A operação de hoje, denominada Nagasaki, é continuação da operação Hiroshima, deflagrada no dia 19 de abril, que apreendeu documentos e dinheiro na residência de doze pessoas investigadas de envolvimento em fraudes na folha de pagamento da Alepa. Na mesma ocasião, foram apreendidos no gabinete de Sérgio Duboc, à época diretor do Detran, processos licitatórios da Casa Legislativa no tempo em que este trabalhou lá em gestões anteriores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A apreensão desses processos deslanchou mais uma linha de investigação, que culminou na descoberta de uma verdadeira quadrilha atuando para favorecer empresas ligadas a Daura Irene Xavier Hage em processos licitatórios, cujos proprietários são seus parentes mais próximos. Com isso, apareceram nomes de empresas como Croc Tapioca, Real Metais e Serviços Técnicos, With Gomes Comercial e Serviços, JW Comércio de Materiais de Construção, entre outras.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os envolvidos que tiveram a prisão preventiva decretada serão encaminhados para o sistema carcerário. O Sandro Rogério foi encaminhado para a Prisão Estadual Metropolitana I, em Marituba, e José Carlos Rodrigues para o Centro de Triagem do Coqueiro. Os Promotores de Justiça Arnaldo Azevedo e Milton Menezes darão entrevista coletiva às 12h.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;font size="1"&gt;Fonte: Edson Gillet/Edyr Falcão – ASCOM MPE&lt;/font&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-1092008367635740434?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/1092008367635740434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/alepa-mp-pede-prisao-de-tres-envolvidos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1092008367635740434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/1092008367635740434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/alepa-mp-pede-prisao-de-tres-envolvidos.html' title='ALEPA: MP pede a prisão de três envolvidos em fraudes em licitações'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-4385652464814216682</id><published>2011-06-13T18:36:00.001-03:00</published><updated>2011-06-13T18:36:15.553-03:00</updated><title type='text'>Carta de Dilma Rousseff a Fernando Henrique Cardoso por ocasião dos seus 80 anos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-WTerC2mrM8c/TfaClhHJ0FI/AAAAAAAADwk/rEh603VynGw/s1600-h/dilfh%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="dilfh" border="0" alt="dilfh" src="http://lh4.ggpht.com/-B1tAZMPEUdU/TfaCnNU59aI/AAAAAAAADwo/IZ_iT5PicAQ/dilfh_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="320" height="257" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-cbe2JQsZSHU/TfaCn4AnbpI/AAAAAAAADws/DF_ATYxjhD0/s1600-h/1%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="1" border="0" alt="1" src="http://lh5.ggpht.com/-Bhi3rLEEqPA/TfaCohwY1cI/AAAAAAAADww/7li9UzMNOlc/1_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="342" height="90" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-MKJ0jdDMCfc/TfaCprME1rI/AAAAAAAADw0/Ao5N5diuAyg/s1600-h/2%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="2" border="0" alt="2" src="http://lh4.ggpht.com/-6l_PPlTMLUA/TfaCqqHvKWI/AAAAAAAADw4/ubYaM7bbZ50/2_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="345" height="357" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh3.ggpht.com/-J2rIo7JVy-E/TfaCrbDTXyI/AAAAAAAADw8/QEHSnQ0FqRw/s1600-h/3%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="3" border="0" alt="3" src="http://lh6.ggpht.com/-oGHqgg90IPM/TfaCsgBZLYI/AAAAAAAADxA/avJiCxw-H4g/3_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="342" height="352" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://lh4.ggpht.com/-fWiFzWh9xR0/TfaCur-fsmI/AAAAAAAADxE/SzSxC6QcOF8/s1600-h/4%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="4" border="0" alt="4" src="http://lh6.ggpht.com/-uZKZJ71PxPQ/TfaCyagC21I/AAAAAAAADxI/aEA4G2X2IYU/4_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="345" height="299" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font color="#ff0000" size="1"&gt;&lt;strong&gt;A fonte da letra usada na postagem é denominada “Segoe Print”. Não é a letra da presidente Dilma Rousseff.&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-4385652464814216682?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/4385652464814216682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/carta-de-dilma-rousseff-fernando.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4385652464814216682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4385652464814216682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/carta-de-dilma-rousseff-fernando.html' title='Carta de Dilma Rousseff a Fernando Henrique Cardoso por ocasião dos seus 80 anos'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-B1tAZMPEUdU/TfaCnNU59aI/AAAAAAAADwo/IZ_iT5PicAQ/s72-c/dilfh_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-6482520066952972877</id><published>2011-06-13T01:42:00.001-03:00</published><updated>2011-06-13T01:56:49.482-03:00</updated><title type='text'>Cidade mais violenta do país vive explosão populacional</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: jornal “O Estado de S. Paulo”, edição de 12.06.2011&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Autor: Daniel Bramatti&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-I2jqFVRyUaA/TfWYgGRX69I/AAAAAAAADwE/WbwgVj3XkJ4/s1600-h/este1%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="este1" border="0" alt="este1" src="http://lh4.ggpht.com/-FREA3Zaln-o/TfWYg_4r2BI/AAAAAAAADwI/vNbb185LeD8/este1_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="149" height="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Pela linha férrea entre Parauapebas e o porto de São Luís, no Maranhão, o minério de ferro se esvai do Pará e os imigrantes chegam. Três noites por semana, centenas deles desembarcam em Marabá, a cidade mais violenta do Brasil, mas também objeto dos sonhos dos recém-chegados, atraídos pela expectativa de empregos em uma siderúrgica de US$ 3,2 bilhões e outros empreendimentos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A onda migratória faz com que Marabá, principal município do sudeste paraense, passe pela mais radical transformação urbana em andamento no País: de 2009 até 2014, sua população terá um incremento de 50% e chegará a 306 mil pessoas, segundo estudo da própria Vale, controladora da siderúrgica e até do trem que despeja os novos moradores. Já a prefeitura, que sonha fazer da cidade a capital do futuro Estado de Carajás, prevê que o número de habitantes dobrará no mesmo período.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O crescimento é desordenado, para dizer o mínimo. Nos últimos anos, dezenas de ocupações irregulares - nove delas com mais de 11 mil famílias - brotaram nos três principais setores da cidade, cujo desenho segue as curvas dos Rios Tocantins e Itacaiúnas. Nos bairros regularizados, os aluguéis mais que dobraram.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os 30 mil empregos diretos e indiretos relacionados à siderúrgica ainda são uma miragem - a obra está em fase de terraplanagem e ocupa algumas centenas de operários. Além disso, oito em cada dez imigrantes não têm a qualificação mínima necessária para ocupar as vagas que serão abertas, segundo estimativa da prefeitura.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não há bairro que esteja livre do tráfico e do consumo de crack e óxi, drogas derivadas da pasta de cocaína vinda da Colômbia, de acordo com a polícia. Disputas por território, acertos de contas e latrocínios alimentam um círculo vicioso de vinganças e crimes por encomenda. Entre 2002 e 2009, foram 1.408 assassinatos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Marabá e outras cidades do chamado Polígono da Violência - região do sudeste paraense com altos índices de homicídios - são um dos alvos da Operação Em Defesa da Vida, ação emergencial do governo federal que congrega militares, Força Nacional de Segurança, Polícia Federal e outros órgãos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Loteamento clandestino. &amp;quot;O metro quadrado daqui já está valendo mais do que o de bairros estabelecidos há mais de 15 anos&amp;quot;, afirma Josavias Saraiva, um dos líderes comunitários da invasão conhecida como Jardim da Paz - nome alvo constante de ironias, já que cinco dirigentes da associação de moradores foram assassinados em quatro anos.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;À frente de Saraiva está um mapa do loteamento, que a comunidade tenta regularizar - passo necessário para a chegada de benfeitorias como saneamento e escolas. &amp;quot;Veja que ficamos quase no centro da cidade&amp;quot;, diz ele, indicando com os dedos que a Rodovia Transamazônica está a cerca de 800 metros. Em Marabá, a Transamazônica é, na prática, uma avenida - a cidade se desenvolveu em torno dela. &amp;quot;E aqui será a Alpa&amp;quot;, completa Saraiva, referindo-se à Aços Laminados do Pará, a siderúrgica em construção a 14 quilômetros dali, nas margens da rodovia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Jardim da Paz foi criado à força, quando cerca de 450 famílias invadiram um remanescente de fazenda nas margens do Rio Itacaiúnas. Em 2010, um censo feito pelos próprios moradores contabilizou 2.446 famílias no local.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Questionado sobre a origem desses habitantes, Saraiva sorri. &amp;quot;Alguém aí não é maranhense?&amp;quot;, pergunta, dirigindo-se a uma fila na associação de moradores. Ninguém se manifesta. &amp;quot;Aqui os imigrantes são uns 90%&amp;quot;, diz ele.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;A cidade recebe hoje cerca de 250 novos moradores por dia&amp;quot;, afirma o delegado Alberto Teixeira, superintendente da Polícia Civil no sudeste do Pará. Ele próprio um recém-chegado - está desde fevereiro em Marabá -, Teixeira não hesita ao relacionar os altos índices de criminalidade ao crescimento desordenado. &amp;quot;Não há empregos para todas essas pessoas. Quem acolhe os jovens é o tráfico.&amp;quot;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A taxa anual de homicídios em Marabá chegou a 133 por 100 mil habitantes em 2009, segundo o Sistema de Informação de Mortalidade, do Ministério da Saúde. É a taxa mais alta do País. Em Honduras, o país mais violento do mundo, o índice é de cerca de 60/100 mil.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A Comissão Pastoral da Terra (CPT), que dá assessoria jurídica para os moradores de ocupações irregulares, vê com preocupação a &amp;quot;propaganda oficial&amp;quot; da onda de investimentos em Marabá.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;quot;Nos municípios aqui em volta, não se fala de outra coisa&amp;quot;, afirma José Batista Afonso, advogado da CPT. &amp;quot;Todo mundo acha que vai conseguir emprego, mas a maioria só tem experiência na roça.&amp;quot;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Apartamento novo custa até R$ 2 milhões&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Enquanto os imigrantes pobres de Marabá tentam se acomodar em ocupações e loteamentos clandestinos, a classe média e os ricos buscam refúgio em condomínios fechados e edifícios de luxo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A cidade, que praticamente não tem prédios, começa a se preparar para uma onda de verticalização. Símbolo dessa nova fase é o edifício Crystal Tower, ainda em fase de projeto. São 40 apartamentos de 300 metros quadrados. Cada unidade custa R$ 1,3 milhão - o preço salta para R$ 2 milhões no caso das duas coberturas duplex.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Segundo Ângela Pereira, diretora da imobiliária Chão &amp;amp; Teto, cerca de 30% dos apartamentos foram vendidos nas primeiras duas semanas após o lançamento, e a expectativa é comercializar todos até agosto. &amp;quot;Além dos moradores que operam no setor madeireiro, siderúrgico, agropecuária, mineração, indústria e serviços, empresários de todas as regiões do Brasil estão se instalando em Marabá para expansão de seus negócios. Todos buscam uma qualidade de vida e maior segurança.&amp;quot;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Outros prédios estão a caminho. &amp;quot;A verticalização é uma tendência na maioria das cidades por vários fatores, entre eles proximidade com infraestrutura de serviços e comércio, ventilação, vista e segurança&amp;quot;, explicou Ângela. &amp;quot;Marabá não será diferente. Além de apresentar altos índices de violência, é uma cidade muito quente.&amp;quot;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No percurso de 14 quilômetros entre a cidade e a Aços Laminados do Pará, siderúrgica de grande porte que a Vale está construindo, há dois condomínios fechados em fase de instalação. Outros &amp;quot;bairros novos&amp;quot; são anunciados em outdoors e na televisão.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em 2012, Marabá deve ganhar seu primeiro shopping center. &lt;/p&gt;  &lt;h4&gt;&lt;u&gt;Governo pressionou vale por siderúrgica&lt;/u&gt;&lt;/h4&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A instalação da siderúrgica da Vale em Marabá é resultado de uma queda de braço da empresa com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, foi pressionado a investir no processamento do minério de ferro da mina de Carajás, no sul do Pará, em vez de dar prioridade à exportação de matéria-prima para a China.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No lançamento da obra, em junho do ano passado, Agnelli fez um discurso em que apontou a &amp;quot;marca&amp;quot; de Lula no projeto.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O governo exerce influência na empresa porque, entre seus sócios, estão fundos de pensão de empresas estatais, na prática controlados pelo Palácio do Planalto. Os desentendimentos entre governo e Agnelli acabaram levando à substituição do executivo por Murilo Ferreira, em abril.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A siderúrgica, um investimento de US$ 3,2 bilhões, deve começar a operar em 2014. A empresa estima que terá 16 mil funcionários na região e que outros 14 mil empregos serão gerados de forma indireta. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;strong&gt;Gráfico: “O Estado de São Paulo”&lt;/strong&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-6482520066952972877?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/6482520066952972877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/cidade-mais-violenta-do-pais-vive.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6482520066952972877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6482520066952972877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/cidade-mais-violenta-do-pais-vive.html' title='Cidade mais violenta do país vive explosão populacional'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-FREA3Zaln-o/TfWYg_4r2BI/AAAAAAAADwI/vNbb185LeD8/s72-c/este1_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-4331375700694165684</id><published>2011-06-06T18:57:00.001-03:00</published><updated>2011-06-06T18:57:55.423-03:00</updated><title type='text'>Nota dos promotores que investigam as fraudes na ALEPA</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/-APbMtMrjA5A/Te1NXIgvaVI/AAAAAAAADqw/YX58icl2ebA/s1600-h/Shot014%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Shot014" border="0" alt="Shot014" src="http://lh5.ggpht.com/-AR64t4bVdyY/Te1NYV8ySUI/AAAAAAAADq0/6urEvxwy5EA/Shot014_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="311" height="146" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Considerando matéria publicada no Jornal O Liberal no dia 05 de junho de 2011, sob o titulo em manchete de primeira página “Promotores pedem afastamento da cúpula do Ministério Público”, os Promotores de Justiça que efetivamente estão à frente das investigações em relação às irregularidades ocorridas na Assembleia Legislativa do Estado do Pará, Arnaldo Célio da Costa Azevedo, Nelson Pereira Medrado, Milton Luís Lobo de Menezes e Gilberto Valente Martins, em nome de suas autonomias e independências funcionais, passam a esclarecer o seguinte:&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1 –&lt;/strong&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Que não há e nunca houve qualquer interesse político visando “amarrar” as investigações, com a participação do ex-Procurador-Geral de Justiça, Geraldo Rocha, ou de qualquer outra autoridade do Ministério Público, ressaltando-se que desde que o Dr. Geraldo Rocha assumiu a coordenação do GEPROC, vem dando irrestrito apoio as investigações.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;2 –&lt;/strong&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;A notícia, com o teor apresentado pelo suposto grupo anônimo de Promotores, carece de qualquer credibilidade não só pelo anonimato, mas principalmente pelo conteúdo inverídico das informações contidas no suposto documento apresentado na Procuradoria Geral da República no Pará;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;3 –&lt;/strong&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;No que se refere a Chefia do Ministério Público, registramos que a mesma vem prestando total e irrestrito apoio as investigações, na pessoa do Procurador-Geral de Justiça, Dr. Antonio Eduardo Barleta de Almeida, que se mantêm totalmente isento em relação as mesmas, sendo absolutamente inverídicas as informações e as insinuações de que o mesmo estaria exercendo qualquer influência na condução das investigações;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;4 –&lt;/strong&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Com relação a notícia de que o investigado Domingos Juvenil teve seu depoimento adiado para o dia 06.06.2011, o adiamento se deu por deliberação do Promotor de Justiça Arnaldo Azevedo devido ao fato de que ainda precisava analisar documentação apreendida, conforme foi justificado na data em que o mesmo seria ouvido, fato divulgado amplamente, inclusive pelo próprio jornal O Liberal, edição do dia 31.05.2011.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;5 –&lt;/strong&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Registramos que o suposto “grupo” ou “segmento” que se intitula descontente com a atuação dos Órgãos Superiores do Ministério Público, dizendo-se “preocupado com a credibilidade da Instituição e em garantir a honestidade, a transparência, a imparcialidade e a defesa dos direitos da sociedade”, se realmente existe, deveria se identificar e procurar os canais competentes para serem apuradas as devidas responsabilidades.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;6 -&lt;/strong&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;Por fim, demonstramos nosso repúdio a qualquer tentativa de desarticular os Promotores de Justiça que estão à frente das investigações e que não será tolerada qualquer tentativa de desacreditar, perante a sociedade e a opinião pública, o trabalho do Ministério Público Paraense.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Belém, 06 de junho de 2011&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;strong&gt;ARNALDO CÉLIO DA COSTA AZEVEDO&lt;/strong&gt;&lt;/b&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;NELSON PEREIRA MEDRADO&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;MILTON LUIS LOBO DE MENEZES&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;GILBERTO VALENTE MARTINS”&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-4331375700694165684?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/4331375700694165684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/nota-dos-promotores-que-investigam-as.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4331375700694165684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4331375700694165684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/06/nota-dos-promotores-que-investigam-as.html' title='Nota dos promotores que investigam as fraudes na ALEPA'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh5.ggpht.com/-AR64t4bVdyY/Te1NYV8ySUI/AAAAAAAADq0/6urEvxwy5EA/s72-c/Shot014_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-4834667882585466251</id><published>2011-05-30T18:20:00.001-03:00</published><updated>2011-05-30T18:20:48.662-03:00</updated><title type='text'>Redivisão do Pará: menos Amazônia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;b&gt;Autor: Lúcio Flávio Pinto&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh6.ggpht.com/-117DWOb_UMI/TeQKLIetfTI/AAAAAAAADnY/qUgHECXqXC4/s1600-h/Shot007%25255B4%25255D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Shot007" border="0" alt="Shot007" src="http://lh4.ggpht.com/-O3IRqFhYHMI/TeQKLzskj0I/AAAAAAAADnc/uVPlK-UZJeI/Shot007_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800" width="320" height="336" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na semana passada, meia dúzia de deputados federais, na condição de líderes partidários, decidiram, em votação simbólica, sobre a configuração física do segundo maior Estado da federação brasileira, o Pará. Graças a uma manobra dos parlamentares paraenses, defensores do desmembramento dos 1,2 milhão de quilômetros quadrados que constituem o Pará atual, foi aprovada a realização de plebiscito sobre a criação de dois novos Estados nesse território: Carajás e Tapajós.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os deputados Giovanni Queiroz (do PDT), Lira Maia (DEM) e Zequinha Marinho (PSC) ameaçaram obstruir a pauta da Câmara Federal se os projetos do desmembramento do Pará, que tramitam há vários anos, não fossem aprovados apenas pelos líderes, sem precisar ir ao plenário para a votação coletiva. O governo, empenhado em limpar a pauta para aprovar seus principais itens, cedeu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os separatistas escolheram bem o dia, uma quinta-feira, quando a maioria dos parlamentares já deixou – ou está saindo de – Brasília para seus redutos eleitorais. O deputado Chico Alencar, que não cedeu a sigla do PSOL para a empreitada, questionou a legitimidade da decisão, mas foi vencido pela impetuosidade dos emancipacionistas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quanto o tema é a Amazônia, há pouco empenho das grandes lideranças políticas, por desinteresse ou desconhecimento da região. Com mais acuidade, se atentaria para a circunstância (nada casual) de que o principal projeto na pauta da Câmara, que proporcionou o acordo de lideranças, é o do novo Código Florestal, impasse que o governo (e, mais do que ele, os ruralistas) quer ver logo resolvido.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Celeumas à parte, o projeto significa a manutenção e aprofundamento da cultura do desmatamento na última porção do país onde ainda podia ser implantado um inovador modelo florestal, justamente a Amazônia. Ao invés de procurar adequar a forma de ocupação da região às suas características físicas, dentre as quais a cobertura vegetal é essencial, confirma-se e agrava-se a visão do colonizador, de conversão da floresta em pastos, campos de cultivo, cidades, indústrias, estradas, etc. O colonizador continuará a modificar a paisagem para que ela reflita sua condição de &lt;i&gt;homo agrícola&lt;/i&gt;, derrubador de árvores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A redivisão do Pará, que tem sua tradição história em relação à parte oeste do Estado, tornou-se coerente com essa forma de integrar a Amazônia ao território nacional, a partir de uma posição centralizada de mando, com ordens que baixam de Brasília, categóricas, indiferentes às peculiaridades locais, à distinção substancial da Amazônia na relação com as outras partes do Brasil, praticamente despojadas de sua riqueza florestal.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não que a realização do plebiscito represente um fato negativo. Pelo contrário: finalmente a questão espacial da segunda unidade federativa brasileira poderá ser discutida a sério. Agora haverá conseqüências concretas e graves. Não será mais apenas um evento no calendário acadêmico dos debates sem fim ou sem responsabilidades.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;No prazo de seis meses deverá ser promovido o plebiscito. Com maiores probabilidades, de imediato visando Carajás, que agora depende apenas da sanção da presidente Dilma Rousseff. O projeto do Tapajós ainda deverá passar pelo Senado. É possível que na câmara alta se repita o que aconteceu na semana passada, mas não se pode descartar a hipótese de aparecer um complicador, que atrase a tramitação da matéria e retire a simultaneidade dos dois projetos. Sem esse imprevisto, também o plebiscito para a criação do Estado do Tapajós irá à sanção da presidente. Não é provável que ela vete a decisão do parlamento.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Não que aprove a iniciativa. Ao invés disso, a chefa do poder executivo terá muitos motivos para não querer que o desmembramento do Pará prospere. A implantação dos dois novos Estados imporá ao governo federal, pelos próximos 10 anos, nova descapitalização, com a necessidade de suplementar – com alguns bilhões de reais a cada ano – a insuficiência de meios das duas novas unidades federativas para caminhar com as próprias pernas durante os primeiros anos de sua implantação. Do que menos a administração petista precisa no momento é de despesas compulsórias – imprevistas e de peso bem razoável como essas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para os mais realistas, a decisão da semana passada dos líderes dos partidos na Câmara é tão simbólica quanto os seus votos. É improvável que a maioria do eleitorado paraense aprove o retalhamento do seu Estado presente. Ao contrário da interpretação conveniente dos separatistas, o entendimento constitucional do Supremo Tribunal Federal é de que a consulta não pode ser feita apenas junto à população localizada na área prevista para os novos Estados. O plebiscito tem que abranger todos os eleitores do Estado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mesmo que a maioria deles queira dividir o Pará em três, o resultado do plebiscito será submetido aos 41 deputados da Assembleia Legislativa, sem poder decisório, apenas como função consultiva. Depois precisará da aprovação de uma lei complementar, com a adesão da maioria do Congresso Nacional, em votação individual, sem acordos de liderança, para se tornar realidade. Um caminho ainda longo e complicado. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Pará que remanescerá dos dois projetos de redivisão tem 60% da população total do antigo Estado, o que pode ser o suficiente para definir a votação. Maciça maioria nesse território votará contra o retalhamento, que acaba com uma das bandeiras seculares do Estado: sua grandeza física, um aval ao qual os seus habitantes esperam sempre poder recorrer para sacar suas esperanças de futuro. Do 2º lugar, abaixo apenas do Amazonas, o Pará que sobraria da redivisão se tornaria a 19ª unidade federativa nacional.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Esse Pará, com apenas 20% da sua área original, ficaria com 60% da população, privado do antigo capital de recursos naturais estocados para viabilizá-lo. Com boa parte do seu território já desmatado e exaurido, teria que refazer sua definição, mais se assemelhando a um Estado da faixa de transição entre o Nordeste e a Amazônia, como o Maranhão. A utopia do futuro grandioso desapareceria. De resto, também para Carajás, vítima maior do desmatamento recente.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mas pelo menos os dois novos Estados teriam melhores condições para se desenvolver, libertos da tutela da antiga capital e de uma elite incapaz de atentar para as paragens mais remotas de uma unidade administrativa com tamanho equivalente ao da Colômbia, mas com um sexto da sua população? É de se duvidar, no mínimo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os dois projetos de lei são coerentes com o modelo colonial de ocupação da Amazônia, não com sua continuidade histórica, embora o Estado do Tapajós seja uma antiga e fundada reivindicação dos habitantes dessa região. Carajás, resultante de iniciativa do senador Mozarildo Cavalcante, que nunca se sensibilizou pelas raízes de Roraima, o Estado que representa no parlamento, consolidará a transformação da paisagem amazônica em sertão, despojando-a do que sobrou de floresta nativa por um processo de desmatamento avassalador.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É este o destino selado de São Félix do Xingu, que, só por uma obtusidade do atores econômicos e a conivência criminosa dos agentes públicos, se tornou o município brasileiro com o maior rebanho de gado (no futuro Carajás, o efetivo será de 20 milhões de cabeças). Quantos milhões de árvores os campos de pastagens sacrificaram? Qual foi a perda dessa conversão irracional?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Xingu é a prova viva dos erros e distorções de projetos de modificação do espaço amazônico concebidos a toque de caixa, para atender a interesses imediatos. É nessa bacia que se concentra o último grande estoque de mata nativa da margem direita do rio Amazonas em território paraense. Associar São Félix do Xingu ao Estado de Carajás é complementar a obra de legalização do desmatamento ironicamente embutida no novo Código Florestal, que, de florestal mesmo, tem apenas o nome. São Félix devia ser protegido para experimentar uma exploração florestal moderna.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Se é assim em São Félix, em Altamira a existência do Estado do Tapajós se manifesta um completo despropósito. O único elemento de identidade entre a maior cidade do Xingu e a maior do Tapajós, Santarém, destinada a ser a capital da nova unidade, é que ambas sofrem os efeitos do avanço selvagem das frentes econômicas. Historicamente, nem diálogo há entre os dois pólos. É inteiramente artificial a inclusão de Altamira no Tapajós. O efeito será o mesmo que alimenta os ressentimentos contra Belém. O Xingu deveria formar uma unidade a parte, o que não seria de estranhar se o vértice do planejamento fossem os rios e não as estradas de rodagem.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com 718 mil quilômetros quadrados, o proposto Estado do Tapajós será o terceiro maior do Brasil, inferior apenas ao Amazonas e a Mato Grosso. Com 16% da população atual do Pará e 57% do seu território, terá uma densidade demográfica apenas maior do que a de Roraima, equivalente à do Amazonas, quatro vezes menor do que a paraense de hoje. Como Santarém poderá dar a essa vasta jurisdição um tratamento melhor do que o dispensado pelo atual Pará? Apenas renovará os conflitos que motivam a reação dos nossos dias?&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Com estas e várias outras contestações, ainda assim a realização do plebiscito é um avanço no tratamento da identidade do Pará. Ao invés de se continuar a discutir se a redivisão deve ocorrer ou não, a partir de agora a tarefa passará ser avaliar, no curto período de seis meses, a viabilidade dos projetos de emancipação. Viabilidade numa perspectiva mais ampla do que a da auto-suficiência econômica: abarcando também as dimensões social e econômica.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os dois projetos têm uma deficiência fatal: ignoram o rio Amazonas e as bacias dos seus afluentes, os verdadeiros divisores do ambiente e os instrumentos de povoamento e civilização durante séculos, até que as estradas, responsáveis pelo maior abalo traumático da história amazônica, tumultuassem tudo, massacrando a história anterior com os novos elementos trazidos pelos imigrantes, pessoas físicas ou jurídicas.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mesmo que eles conseguissem realizar as promessas que apresentam, a consequência das modificações espaciais seria acelerar a descaracterização do conteúdo amazônico da geografia e aumentar a condição do homem como um ser estranho à paisagem – e hostil a ela. A estrada de rodagem triunfando de vez sobre o rio. Por isso, o próximo alvo será o Amazonas. As espinhas de peixe marginais à BR já estão se formando pelo sul do Estado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O plebiscito só será negativo se o processo a seguir continuar a ser liderado apenas pelo punhado de políticos que conseguiram a aprovação dos dois projetos. O que lhes interessará será conquistar o apoio dos eleitores, mesmo sem conscientização sobre a questão, este, sim, o grande desafio para quem estiver preocupado em melhorar – e não em piorar – a condição amazônica do Pará. E, por extensão, de toda a região. Dividindo não para governar, dominando o governo, mas para juntar forças sinérgicas. Para mudar de verdade.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-4834667882585466251?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/4834667882585466251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/05/redivisao-do-para-menos-amazonia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4834667882585466251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/4834667882585466251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/05/redivisao-do-para-menos-amazonia.html' title='Redivisão do Pará: menos Amazônia'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh4.ggpht.com/-O3IRqFhYHMI/TeQKLzskj0I/AAAAAAAADnc/uVPlK-UZJeI/s72-c/Shot007_thumb%25255B2%25255D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-6289131283590256261</id><published>2011-05-17T22:34:00.001-03:00</published><updated>2011-05-17T22:34:22.269-03:00</updated><title type='text'>Um novo paradigma de desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;font size="2"&gt;Entrevista concedida a Ivan Marsiglia, publicada no “Estado de S. Paulo, edição de 16.05.11.&lt;/font&gt;&lt;/strong&gt;&amp;#160; &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_t4GDaz6m1Yw/TdMiFx7GljI/AAAAAAAADf0/QNZAkfCLDKA/s1600-h/virg%5B3%5D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-right-width: 0px; margin: 0px 11px 5px 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: left; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="virg" border="0" alt="virg" align="left" src="http://lh6.ggpht.com/_t4GDaz6m1Yw/TdMiG-2DZ-I/AAAAAAAADf4/DXnu7oxiF10/virg_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800" width="187" height="204" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para o militante verde, que já foi chamado de &amp;quot;ambientalista de resultados&amp;quot; por seu trabalho à frente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), nossos parlamentares deveriam trocar as machadadas em torno de itens como o tamanho das reservas legais obrigatórias, as medidas das matas ciliares ou a anistia aos produtores em situação irregular, pela discussão de um novo paradigma de desenvolvimento - que faça da conservação do &amp;quot;mato&amp;quot;, historicamente indesejado no País, uma atividade rentável. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que está em jogo nessa discussão?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O que está em jogo é um paradigma de desenvolvimento. É a oportunidade de se repensar uma história equivocada de desenvolvimento, à luz de uma visão contemporânea. O que mais ilustra esse equívoco é o conceito de &amp;quot;mato&amp;quot;. Para o brasileiro, floresta e mato são a mesma coisa: algo sujo e indesejável. Se eu for a sua casa e disser que seu quintal estava cheio de mato, passo a ideia de que você é relapso. Se disser que há grama e flores plantadas, você é um ótimo dono de casa. Então, não é por acaso que o Incra reconhece a posse de terra de quem desmata ou o Banco do Brasil dá crédito a quem derruba a floresta e a substitui por lavoura, uma &amp;quot;coisa útil&amp;quot;. É preciso revisar isso. Mas o que se vê no Congresso hoje é um debate sectário e emocional. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por que sectário?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Há um falso dilema entre agricultura e ambientalismo. O produtor rural depende da água da sua nascente. Sem ela, não consegue irrigar a terra ou dar de beber ao gado. Se as florestas ao redor das nascentes são desmatadas, elas secam. Então, manter a mata é bom para ele. A agricultura americana teve enorme prejuízo nos últimos anos porque a polinização das laranjeiras, feita pelas abelhas, está em declínio. O setor de controle de pragas também sofre com a derrubada de matas: não por acaso, muitas plantações de eucalipto para produção de papel e celulose são circundadas por florestas protegidas pelos donos. Não porque estes sejam ambientalistas, mas porque sabem que é a melhor forma de se proteger. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nossa legislação ambiental é mesmo boa?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Discordo da maior parte dos meus colegas ambientalistas nesse ponto. O País tem uma legislação ambiental péssima. Por uma simples razão: ela não é cumprida. Estima-se que 90% dos proprietários rurais estejam em situação irregular hoje no Brasil. Fica a impressão para a sociedade que os produtores rurais, os moradores da roça, são contra a natureza. Essa ideia de que o urbano é verde e o rural é antiverde é falsa. A lei não permitir a coleta de um pé de açaí ou do mel de abelhas em uma APP (Área de Proteção Ambiental), por exemplo, fere o bom senso. É uma ideia de intocabilidade da natureza que nem Madre Tereza de Calcutá teria. Esse olhar precisa mudar. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) solicitaram que o Congresso adie por dois anos a definição do novo código. O debate já está maduro no País?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;É uma questão que não tem resposta única. Nós estaremos mais prontos para isso daqui a dois anos? Sim. Mas até lá teremos todas as respostas? Provavelmente não. Estudos científicos são sempre superados pelos seguintes. Por isso, defendo uma legislação dinâmica, mais na linha do direito anglo-saxão. Fixar em lei grandes diretrizes e ir ajustando o regulamento ao longo do tempo. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que o novo texto deveria contemplar?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os principais pontos em disputa são a largura da mata ciliar, a dimensão das APPs e reservas legais e a anistia ao produtores rurais. Defendo, como disse, certa flexibilização das APPs, abrindo a possibilidade de algum extrativismo que não ameace sua função ecológica. É razoável haver regime diferenciado na regularização dos produtores, de acordo com sua condição socioeconômica. Mas o cerne da questão não pode ser a largura das matas ciliares de 27, 30 ou 33 metros e sim a criação de instrumentos econômicos para a floresta gerar renda. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Como isso pode ser feito?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Já existem instrumentos para pagamento de serviços ambientais, o conceito mais interessante para instigar essa mudança de olhar. A floresta deve ser pensada como provedora de serviços. Ela estoca carbono, que é importante para o clima, tem valor. Produz polinizadores. Regula enchentes de rios. Então é preciso remunerar quem mantém a floresta. A água, por exemplo: uma parte do preço do metro cúbico de água tem que bater no bolso do agricultor que protege nascentes. Só dois fatores podem mudar o paradigma do mato: educação e dinheiro. São esses instrumentos econômicos que faltam no Código Florestal. &lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Quem pagaria pelos ‘serviços ambientais’? &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O financiamento deve ser público e privado, mas principalmente privado. Por meio, inclusive, de mecanismos de compensação em outras regiões. Assim, um produtor de soja que deseje aumentar sua área plantada responsabiliza-se pela recuperação do dobro de espaço em outro bioma no cerrado ou um fazendeiro de cana de Ribeirão Preto custeia um projeto na Amazônia. É um jogo de ganha-ganha, uma forma de conectar o agronegócio rico brasileiro com o pobre rural. As políticas ambientais não só do Brasil mas da América Latina padecem de um equívoco trágico: o excesso de ênfase nos instrumentos de controle. Faz-se a lei e dá-se a multa. Aí ninguém cumpre a lei, nem paga a multa. A discussão que estamos vendo no Congresso ninguém vai ganhar. Os ruralistas vão perder e os ambientalistas também. O que precisamos é de um pensamento ambientalista estratégico. Enquanto não enxergarmos o mato como riqueza, vamos ficar batendo cabeça.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-6289131283590256261?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/6289131283590256261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/05/um-novo-paradigma-de-desenvolvimento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6289131283590256261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/6289131283590256261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/05/um-novo-paradigma-de-desenvolvimento.html' title='Um novo paradigma de desenvolvimento'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh6.ggpht.com/_t4GDaz6m1Yw/TdMiG-2DZ-I/AAAAAAAADf4/DXnu7oxiF10/s72-c/virg_thumb%5B1%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-199796856837671422</id><published>2011-05-15T02:26:00.001-03:00</published><updated>2011-05-15T02:26:12.916-03:00</updated><title type='text'>A musa da mamata</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Autor: Leandro Fortes&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Matéria publicada na revista “&lt;a href="http://www.cartacapital.com.br/" target="_blank"&gt;Carta Capital&lt;/a&gt;”, edição 646&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://lh5.ggpht.com/_t4GDaz6m1Yw/Tc9j7x6-A7I/AAAAAAAADe4/4mi5Uylo7Zs/s1600-h/Shot002%5B4%5D.jpg"&gt;&lt;img style="background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; margin: 0px auto 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top: 0px; border-right: 0px; padding-top: 0px" title="Shot002" border="0" alt="Shot002" src="http://lh3.ggpht.com/_t4GDaz6m1Yw/Tc9j9PDfGBI/AAAAAAAADe8/YQCGOOfIHSc/Shot002_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800" width="352" height="444" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Por 16 anos, entre 1995 e 2011, Mônica Alexandra da Costa Pinto arrancou suspiros pelos corredores da Assembleia Legislativa do Pará. Alta, morena, de longos cabelos lisos e corpo sempre em forma, tinha 28 anos quando foi contratada para cuidar da emissão dos contracheques dos servidores. Mas em fevereiro deste ano, a funcionária, hoje com 44 anos, revelou-se outro tipo de musa. Abandonada pelos antigos chefes e por um namorado parlamentar decidiu ir ao Ministério Público revelar detalhes de um dos maiores esquemas de corrupção registrados recentemente no País. Um esquema criminoso que, entre 2003 e 2010, pode ter desviado mais de 80 milhões de reais do Legislativo paraense.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De Monica Lewinsky, que mantinha uma relação com a pélvis do ex-presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, a Mônica Veloso, ex-amante do senador Renan Calheiros, não foram poucos os exemplos de mulheres abandonadas que foram à forra contra seus antigos protetores. Poucas possuíam, no entanto, um arquivo de informações tão formidáveis como a dessa nova Mônica, que atualmente monopoliza as atenções da Justiça, da imprensa e da polícia do Pará. Por sete anos, ela foi a principal operadora de um esquema de fraudes da folha de pagamento da Assembleia. Os desvios são estimados em 1 milhão de reais por mês e, segundo ela, beneficiavam ao menos dois ex-presidentes da casa: o ex-deputado Domingos Juvenil, do PMDB, e o atual senador Mário Couto, do PSDB.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Couto, um dos mais importantes aliados do atual governador do Pará, Simão Jatene, foi presidente da Assembleia Legislativa entre 2003 e 2007, justamente quando se estabeleceu a quadrilha especializada em alterar contracheques, fazer compras superfaturadas, fraudar licitações e assombrar o Legislativo paraense com funcionários fantasmas e servidores “laranjas”. Foi sucedido por Juvenil, que tornou o esquema ainda mais agressivo, mas perdeu o controle da situação e cometeu o grave erro de tentar substituir Mônica Pinto por um afilhado, no início do ano passado.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Quando se viu sem o cargo que tanto amava, o de diretora da Divisão de Pessoal, e pior ainda, sem os altos vencimentos agregados ao próprio contracheque, Mônica Pinto procurou, em Belém, o advogado Luciel Caxiado e se encaminhou ao Ministério Público estadual com as provas da fraude debaixo do braço. Depois de negociar o benefício da delação premiada, encontrou-se com o promotor criminal Arnaldo Azevedo e, entre 29 e 30 de março, deu depoimentos devastadores. Além de denunciar todo o esquema, aproveitou-se para se vingar de um ex-namorado, o ex-deputado José Róbson do Nascimento, também conhecido como Robgol.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Ex-jogador de futebol, o paraibano Robgol foi um dos maiores ídolos da torcida do Paysandu, de Belém. Em 2006, foi eleito deputado estadual pelo PTB, mas como parlamentar teve uma atuação pífia e não se reelegeu em 2010. Enquanto teve mandato, no entanto, Robgol curtiu a vida adoidado. Não só se integrou ao esquema de corrupção da Assembleia, como conquistou o coração de Monica Pinto, logo nos primeiros meses da legislatura. Namorados, compartilhavam a cama e parte da fortuna desviada. A relação acabou mal, não se sabe bem por que, mas ela, hoje, só se refere a ele como “aquele senhor que não foi reeleito, para o bem da população”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Graças a uma dica de Mônica Pinto, o promotor conseguiu um mandado de busca e apreensão na casa de Robgol, em Belém, onde a polícia encontrou 500 mil reais em espécie e mais 40 mil reais em vales-refeição da Assembleia Legislativa. A partir daí, Azevedo passou a investigar a vida parlamentar do ex-jogador e descobriu que ele não se saciava com pouco. Na semana que vem, Robgol será ouvido pelo Ministério Público para explicar a contratação fraudulenta de 20 funcionários, quase todos parentes, por seu gabinete. Detalhe: todos moram em Barra de São Miguel, na Paraíba, cidade natal do ex-jogador. Eles jamais deram um único dia de expediente, mas Robgol tinha procuração da parentada para sacar os contracheques no posto do Banco do Estado do Pará (Banpara) instalado no prédio da Assembleia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Mônica Pinto entrou de cabeça no esquema de corrupção em 2005, quando foi convidada para ser chefe da Divisão de Pagamentos por Cilene Couto, filha do senador Mário Couto, à época reeleito para o segundo mandato como presidente da Assembleia. Cilene, hoje deputada estadual pelo PSDB, trabalhava como auditora no parlamento estadual, nomeada por influência do pai. Essa ligação reforça a suspeita do Ministério Público de que Couto participava do esquema. O senador poderá sofrer uma ação de improbidade administrativa por parte dos promotores paraenses, mas, por ter foro privilegiado, só poderá ser processado criminalmente se a Procuradoria-Geral da República se interessar pelo caso.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Na mesa de Azevedo, a investigação sobre a quadrilha já acumula 30 volumes de documentos, e não para de crescer. “É um poço sem fundo, quanto mais a gente mexe, mais coisa acha”, diz o promotor. Depois de Mônica Pinto ter tornado pública a falcatrua, afirma o promotor, quase diariamente aparece uma nova denúncia. Segundo ele, Mônica incluía e excluía na folha de pagamento pessoas do jeito que queria e lhe mandavam. Tinha autorização da ex-diretora administrativa da casa Maria Genuína de Oliveira, nomeada pelo deputado Domingos Juvenil, para compartilhar a senha de acesso com outros quatro servidores.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De acordo com a investigação, pessoas pobres da periferia de Belém eram arregimentadas como “laranjas”sob a promessa de ganhar cestas básicas e brinquedos de Natal. Em troca, repassavam os documentos para servidores da Assembleia e, então, entravam na folha de pagamento e viravam funcionários fantasmas. “Essas pessoas não tinham o menor conhecimento do que se passava”, garante Azevedo. Além disso, havia ao menos 700 estagiários contratados por um salário mínimo, mas transformados, na folha, em assessores de nível superior, com vencimentos de até 15 mil reais por mês. Um funcionário do Departamento Administrativo, Adailton Barbosa, era o responsável por sacar o dinheiro dos estagiários na boca do caixa do posto do Banpara.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;“Pior de tudo é que o esquema ainda está sendo desmontado, porque não foi possível descobrir todo mundo que está na folha de pagamento”, diz o promotor. Do universo de 2 mil funcionários da Assembleia, afirma, ainda não é possível precisar quem estava envolvido direta e indiretamente com a quadrilha. Até agora, 40 pessoas foram indiciadas, mas esse número pode triplicar, no mínimo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Sabe-se que a participação no esquema do ex-deputado Domingos Juvenil, presidente da Assembleia no biênio 2009-2010, é um fato. Em 2009, uma denúncia anônima feita ao MP informou a existência de irregularidades na folha de pagamento. Os promotores requisitaram informações ao presidente da casa, mas Juvenil, então aliado da governadora Ana Júlia Carepa, do PT, negou o acesso. Alegou que as informações eram sigilosas. O Ministério Público arguiu que as contas eram públicas, mas novamente Juvenil esquivou-se. Apenas na terceira tentativa os promotores conseguiram botar a mão na folha de pagamento, mas o documento estava maquiado: às pressas, o parlamentar mandou retirar o registro de parte dos estagiários e ordenou a promoção de outros para cargos de nível superior.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Antes, em 2007, foram detectadas diversas fraudes em licitações realizadas na gestão de Couto. A denúncia foi feita pela então deputada estadual Regina Barata, do PT, que apontou uma artimanha do atual senador: todos os contratos tinham o mesmo valor, de 79,9 mil reais, no limite estabelecido pela Lei n˚ 8.666, de Licitações, para a chamada “carta-convite”. Uma das empresas contratadas, a Croc Alimentos, era especializada em vender farinha de tapioca, mas foi cadastrada como fornecedora de material elétrico. Por causa desse episódio, Couto ganhou o apelido de “Tapiocouto”.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A ex-governadora Ana Júlia Carepa afirma que jamais soube de qualquer esquema criminoso no Legislativo estadual. Segundo ela. A aliança do PT com o PMDB era apenas política, como de resto ocorreu na esfera federal, e isenta o Banpara de qualquer participação nas malfeitorias do antigo aliado. Segundo ela, se houve participação de funcionários do banco, o Ministério Público deve processá-los e puni-los. “O que não se pode é culpar a instituição”, diz Ana Júlia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O Ministério Público descobriu que Juvenil dava ordem para inserir pessoas por meio de bilhetes passados para Mônica Pinto (todos guardados por ela) por um sobrinho, Edmilson Campos, ex-chefe do Gabinete Civil da Presidência da Assembleia. Campos foi substituído posteriormente por Semel Charonne, que montou um esquema próprio de corrupção. Por meio de uma empresa de fachada, o marido dela, Amauri Palmeira, firmou uma série de contratos nos ramos de construção civil, aluguel de carro e informática.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Em uma das buscas feitas pela polícia, foi apreendido no computador do ex-presidente do Detran, Sérgio Duboc, quatro minutas de processos licitatórios fraudulentos com a empresa Tópicos Gêneros Alimentícios, que pertence a parentes de Daura Irene, também funcionária administrativa da Assembleia. Duboc havia sido diretor-financeiro da Casa Legislativa na gestão de Juvenil. Designado para o Detran pelo governador Simão Jatene, em janeiro de 2011, foi obrigado, após a ação do Ministério Público, a se demitir.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O filho de Duboc, Bruno Aranha Moreira, tinha um cargo de assessoramento superior baixo (DAS1) na Assembleia, mas recebia um salário três vezes maior como DAS3, mesmo sem ter curso superior. A alteração fraudulenta, afirmou Mônica Pinto ao promotor, foi feita por ordem direta do pai.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para Azevedo, uma investigação mais profunda terá de ser feita também no Tribunal de Contas do Estado, porque, apesar da lama agora descoberta a partir das denúncias da servidora traída, nada de errado foi verificado pelo Tribunal nas contas da Assembleia de 2003 até hoje. “Fizeram um jogo de comadres”. De acordo com Mônica Pinto, Bruno Batista Cunha, filho de Ivan Cunha, conselheiro do TCE, foi incluído na folha de pagamento da Assembleia, mas trabalhava em um cargo comissionado no Tribunal. Um primo de Bruno, Altevir da Cunha Cardoso, foi contratado da mesma forma.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;O atual presidente da Assembleia, Manoel Pinheiro, do PSDB, rendeu-se à pressão da Justiça e decidiu apoiar a investigação, mas nem assim o trabalho pôde ficar completo. Os promotores só tiveram autorização para fazer buscas nas salas e computadores de servidores. Os gabinetes dos deputados estaduais só podem ser vasculhados com autorização da Procuradoria-Geral, do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do Pará, o que, até agora, não ocorreu.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Motivos para as buscas não faltam. Em seus depoimentos, Mônica Pinto listou os gabinetes envolvidos no esquema criminoso, entre os quais estão aqueles de três ex-deputados – Junior Hage (PR), Robgol (PTB) e Adamor Aires (PR) – e um com mandato, Gabriel Guerreiro, do PV. Segundo ela, Hage tinha 14 servidores no esquema, Robgol, 11, Aires, 2, e Guerreiro, 1. Havia ainda, sempre de acordo com ela, 8 funcionários do gabinete civil da Casa dedicados integralmente a fazer a máquina de corrupção funcionar.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Impedidos de instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito por força da maioria tucana, as bancadas do PT e do PSOL pediram auxílio de Brasília. Na quinta-feira 12, uma comissão externa da Câmara dos Deputados, liderada pelo Deputado Cláudio Puty (PT-PA), desembarcou em Belém para acompanhar as investigações. Em companhia de Puty seguiram os deputados Protógenes Queiroz (PcdoB-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ), da Frente Parlamentar contra a Corrupção.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Os deputados federais foram conversar com o promotor Azevedo e ouvir Mônica Pinto. Essa intervenção somente foi possível porque, embora os crimes tenham sido cometidos no Pará, há interfaces criminosas na esfera federal, como fraudes previdenciárias e sonegação fiscal. Por essa razão, agentes da Receita Federal e do INSS estão na investigação. O senador Mário Couto recusou-se a dar entrevista. O ex-deputado Domingos Juvenil informou que só pretende falar depois de terminado o processo.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Carta Capital n˚ 646&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8321574033327305171-199796856837671422?l=pjpontesleituras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/feeds/199796856837671422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/05/musa-da-mamata.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/199796856837671422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8321574033327305171/posts/default/199796856837671422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pjpontesleituras.blogspot.com/2011/05/musa-da-mamata.html' title='A musa da mamata'/><author><name>Parsifal Pontes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://lh3.ggpht.com/_t4GDaz6m1Yw/Tc9j9PDfGBI/AAAAAAAADe8/YQCGOOfIHSc/s72-c/Shot002_thumb%5B2%5D.jpg?imgmax=800' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8321574033327305171.post-7728007751791148950</id><published>2011-05-14T00:35:00.001-03:00</published><updated>2011-05-14T00:35:54.124-03:00</updated><title type='text'>Hospital Regional de Santarém: Pro-Saúde não é o que parece</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Autor: Miguel Oliveira     &lt;br /&gt;Repórter de O Estado do Tapajós&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;A versão difundida pelo diretor Herberth Moreshi de que está havendo pressão política para o afastamento da Pro-Saúde da administração do Hospital Regional do Baixo-Amazonas esconde, de fato, uma guerra de bastidores que vem sendo travada desde o governo Ana Júlia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;Para relembrar, a Pro-Saúde, atual gestora, foi a terceira Organização Social classificada pela licitação aberta pela Sespa, em dezembro de 2006 mas, surpreendentemente, foi habilitada após o descredenciamento da OS Maternidade do Povo, primeira colocada, e de uma OSCIP do Pará, que gerenciou o HRBA por alguns meses, até que a Sespa entronizasse a Pro Saúde naquele hospital, já no governo Ana Júlia.&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;&amp;#160;&lt;/p&gt;  &lt;p align="justify"&gt;De lá para cá o que se assistiu no Hospital Regional foi um festival de denúncias de superfaturamento de serviços, greve de médicos por atraso de salários, negativa de prestação de contas perante a sociedade civil e poder legislativo, bem como o retardamento da prestação de serviços de alta complexidade, quando não a sua própria 
