19 de jul de 2012

Belém + 400 anos

Texto enviado ao blog por Manoel Alves da Silva¹ e Adriano Botelho².

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As eleições numa sociedade regida pelo estado democrático de direito é a oportunidade que os cidadãos possuem para afirmar as mudanças e transformações que consideram necessárias. Podemos dizer que é o momento que o cidadão/eleitor tem para decidir a cidade, na qual pretende viver no presente e no futuro.

Aproveitamos o momento para esboçarmos algumas ideias sobre a Belém que podemos construir. Em primeiro lugar é imprimir uma mudança radical de prioridade transformando Belém na cidade da Gente e governada pra Gente, ou seja, devolver a cidade às pessoas. Uma Belém onde as oportunidades, as possibilidades de estudar, de trabalhar, de lazer, de esporte, de incentivo à cultura façam parte da vida cotidiana.

Vamos resgatar a solidariedade, a generosidade, o desejo de viver e substituir o medo pela esperança de que podemos ser felizes, pois a razão de governar uma cidade são as pessoas, seu bem estar e a qualidade de vida de sua gente. Belém sustentável, educadora e criativa com homens, mulheres, jovens e idosos empenhados em solidificar uma cidade que priorize as singularidades, mas também as diferenças

A qualidade de vida seja o eixo principal de seu desenvolvimento. Um Prefeito que valorize e goste das pessoas, com suas criatividades e talentos, pois acredita que são elas que irão gerar riquezas e agregar valores.

É nisso que acreditamos e é isso que pleiteamos para Belém: Uma cidade inovadora, onde cultura e arte sejam mais do que palavras de jargão de candidato.

• Que educação seja uma ferramenta de transformação social que emprego e renda se deem em condições decentes.

• Que saúde, transporte e segurança sejam direitos que todos tenham acesso e oportunidade desfrutá-los.

O próximo prefeito de Belém deve demonstrar viabilidade de executar suas propostas de governo, potencializando as vocações da cidade nas áreas de serviço, comércio, turismo e entretenimento. Transformando nossa cidade em polo industrial do entretenimento através do cinema, arte, música, lazer, cultura, turismo e a gastronomia.

Deve se empenhar em criar uma ambiência que transforme Belém numa cidade produtora de conhecimento para o bem estar das pessoas, pois temos a maior rede pública de ensino e pesquisa da Amazônia: UFPa, a UEPa, UFRa, a IFPA, o Museu Emílio Goeldi dentre outras.

Temos certeza que nossa rede pública de ensino e pesquisa pode ajudar com conhecimento e tecnologia a tirar-nos dos alagamentos e ampliar o saneamento de nossa cidade. Apresentar propostas concretas para equacionar o caos do nosso trânsito diário. Mapear as áreas de risco ambiental e um ator propositivo na área de políticas públicas para saúde, a segurança e a assistência social.

A Belém da Gente e governada pra Gente, dará especial atenção:

• Política de educação infantil, ás políticas públicas de educação e qualificação profissional, particularmente para atender a nossa juventude ávida por oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

• Às políticas públicas em educação e qualificação profissional para adultos

• Ao dialogo social tripartite, que se viabilizará apoiado por uma grande rede de instituições de ensino, pesquisa e extensão, capaz de dialogar com e para à sociedade, ao propor soluções socialmente justas e ambientalmente corretas para os nossos problemas.

• As instituições empresariais e dos trabalhadores devem se manifestar de forma dialógica e propositiva na constituição de uma agenda de geração de emprego e renda decentes para essa Belém sustentável para as pessoas.

O comportamento inovador, baseado nas conexões entre pessoas, bairros, escolas, ilhas, empresas, instituições e igrejas para que as boas ideias possam emergir. A dinâmica dessas ações busca criar o território da paz, da solidariedade, da cooperação e dentro emergirá os bairros educadores, alimentando as conexões da cidade, estimulando a produção intelectual e cultural, dando verdadeiramente espaço aos seus talentos.

Nunca teremos a Belém que queremos, com políticos e partidos que só ficam trocando acusações; se colocando como vítimas, repetindo velhos discursos; apresentando estatísticas, nas quais as pessoas desaparecem; ou obras nas quais as pessoas são apenas coadjuvantes; ou disputando o “quem fez mais”, “quem nada fez”, “quem roubou mais”, ”quem roubou menos”. “Quem roubou, mas fez”, “quem roubou e nada fez”. E ao final se apresentando como os salvadores de um caos que eles mesmos criaram.

Mais podemos colocar um fim nessa história e construir “A cidade da Gente e governada pra Gente”.


1. Manoel Alves da Silva é professor, sociólogo, especialista em planejamento em áreas amazônicas, mestre em planejamento do desenvolvimento e doutor em ciência sócio ambiental UFPa/NAEA.

2. Adriano Botelho é bacharel em administração.